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| Foto: Belas Letras |
A Belas Letras acaba de lançar um dos livros mais aguardados pelos fãs de rock: “Irmãos”, de Alex Van Halen, uma autobiografia profunda e emocionante que revela como a relação de amor, rivalidade e genialidade entre Alex e Edward Van Halen moldou não apenas uma das maiores bandas da história, mas também o curso da música moderna.
“Irmãos” é um mergulho íntimo em seis décadas de vida, narradas com o humor, a ironia e a franqueza que sempre marcaram o baterista do Van Halen. O livro mostra a importância da relação dos dois irmãos, colocando essa conexão como pilar central da obra, contando com afeto sua admiração pelo irmão mais novo e como se colocava no papel de protetor de Eddie.
“Estávamos conectados em todos os sentidos – genética, artística, financeira, emocional e, embora nenhum de nós fosse católico, me atrevo a dizer: espiritualmente. É muito difícil romper esse tipo de vínculo. Já se passaram quase quatro anos desde que você se foi, Ed, mas às vezes parece que foi esta manhã.”
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| Foto: Belas Letras |
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| Foto: Belas Letras |
Alex conta que o primeiro show que ele e Eddie assistiram juntos foi o de Eric Clapton com o Derek and the Dominos, em 1970. Eddie, fascinado pelo guitarrista, levou binóculos para observar cada detalhe de sua técnica, mas saiu do show decepcionado por não ver o poder que esperava. Esse momento, segundo Alex, foi decisivo: a partir dali o irmão passou a buscar um som mais agressivo, mais vivo — um som que o público sentiria na pele. Nascia a semente da revolução guitarrística que mudaria a história do rock.
A trajetória da banda também ganha contornos fascinantes nas memórias de Alex. Ele revela que o grupo originalmente se chamava Mammoth, mas, após uma disputa legal com outra banda de mesmo nome, foi David Lee Roth quem sugeriu o novo nome: Van Halen.
Em um dos episódios mais curiosos do livro, Alex conta que Gene Simmons assistiu à banda tocar e ficou instantaneamente impressionado com Eddie. Gene ficou maravilhado com o tapping de Eddie Van Halen. O baixista do KISS chegou a oferecer contrato, passagem e hotel em Nova York, prometendo produzir a primeira demo da banda. Mas, antes de partir, fez uma sugestão inusitada: mudar o nome Van Halen para Virus ou Daddy Long Legs, e até desenhou um logotipo com uma aranha usando cartola.
O livro trata com franqueza a dependência do álcool (“precisava dele para me acalmar) e as tensões criativas com Eddie. Um dos episódios mais marcantes é o da gravação do solo de “Beat It”, de Michael Jackson — feita por Eddie contra a vontade do irmão. Alex relembra a briga intensa que tiveram quando descobriu que o irmão havia participado do disco Thriller por conta própria, sem receber nada, rearranjando a faixa e improvisando um dos solos mais icônicos de todos os tempos. O baterista recorda com certa mágoa que disse ao irmão que não deveria fazer aquilo. Ed acabou fazendo do mesmo jeito e a música virou um sucesso, com um solo de guitarra icônico, mas que não estava em um disco do Van Halen.
“Pensa bem: eles querem você para ampliar o apelo do Michael. Se você quer ampliar o nosso apelo, o Michael é que deveria estar no nosso disco! Não interessa ao Van Halen que você toque com outros artistas. Por que gastar sua criatividade em outra pessoa, se ela é limitada?”
Apesar das tensões, “Irmãos” é, acima de tudo, um ato de amor. Alex escreve para Eddie com uma honestidade devastadora, alternando entre admiração, humor e saudade. Com fotos inéditas dos arquivos pessoais de Alex e passagens nunca antes contadas, “Irmãos” é um retrato humano e poderoso de dois gênios que, juntos, redefiniram o rock. Um livro sobre o brilho e o preço da genialidade — e sobre um amor fraternal que resiste mesmo ao silêncio da morte.
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O livro está disponível no site da editora e em sites parceiros, como Travessa, Livrarias Curitiba, Martins Fontes, Livraria da Vila, Amazon entre outros. A obra chega às livrarias a partir do dia 24 de fevereiro de 2026.




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