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| Foto: João Zitti |
Por: Mayara Abreu(@mayabreuq)
Fotos: João Zitti (@joaozitti.work)
Depois de anos de expectativa por parte do público brasileiro, o Wolf Alice finalmente estreou em São Paulo no último sábado durante o C6 Fest e parecia que tanto a banda quanto os fãs estavam tentando compensar todo o tempo perdido de uma vez só.
Do lado de fora, chuva, frio e um Ibirapuera tomado pela lama típica de festival. Dentro da Tenda MetLife, porém, o cenário era outro: calor, coro alto e uma ansiedade coletiva que explodiu assim que “Bloom Baby Bloom” abriu os trabalhos.
A impressão era de que o show já vinha sendo ensaiado pelo público há anos. Cada refrão era devolvido para o palco com força suficiente para deixar até a própria banda visivelmente surpresa. Ellie Rowsell sorria entre uma música e outra enquanto Theo Ellis praticamente não conseguia esconder a reação diante de uma plateia que cantava até faixas menos óbvias do repertório.
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
Muito disso passa pela conexão construída pelo grupo ao longo da última década. Entre momentos mais explosivos e outros carregados de melancolia, o Wolf Alice conseguiu virar uma das bandas mais interessantes do rock alternativo moderno sem precisar soar presa ao passado. E ao vivo isso fica ainda mais evidente.
“The Sofa”, “White Horses” e “Just Two Girls” ajudaram a transformar a apresentação em algo crescente, daqueles shows que começam fortes e terminam maiores ainda.
| Foto: João Zitti |
No fim, o sentimento que ficou dentro da tenda era simples: demorou demais para o Wolf Alice tocar no Brasil. E agora que finalmente aconteceu, fica difícil imaginar que a banda vá esperar tanto tempo para voltar.
Agradecimento à Canivello Comunicação pelo credenciamento e atenção.

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