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2 de agosto de 2019

Wacken 2019 - Dia 1

Foto: ICS Marketing

O primeiro dia oficial de Wacken Open Air começou com a abertura dos palcos Faster, Harder e Louder pelos alemães do Skyline. Se você nunca ouviu falar da banda, não se assuste. A banda faz trinta anos junto com o festival, tendo sido fundada por músicos da cidade de Wacken e fundadores do WOA para o primeiro festival (que teve 800 pagantes).  Desde 2009 eles abrem o festival e neste ano lançaram o primeiro álbum, contando com as excelentes “30 Yeras Ago” e “This is W:O:A”, hinos do festival. O show ainda teve a participação de Doro, eterna rainha do metal, e Gus G (Firewind, ex-Ozzy) em covers da própria Doro, Iron Mainden, Ozzy e até Linkin’ Park.

Foto: Jair Cursiol Filho

Depois veio o Beyond the Black, hoje projeto solo da vocalista Jennifer Haben, que em 2016 se separou/demitiu o restante da banda. Se isso te lembrou o Evanescence, o som do Beyond the Black contém as mesmas influências quase pop, ainda que a melancolia de Amy Lee seja substituída pelo power metal produzido pelo multitarefas Sascha Paeth. Escute “Lost in Forever” e “Hallelujah” para entender. O ponto alto do show foi o cover de “Love Me  Forever” do Motörhead, feito em dueto piano e cello com a multifacetada Tina Guo, que é solista em várias trilhas sonoras (olha só o IMDb da moça https://www.imdb.com/name/nm2789392/ ) e tem uma carreira também no metal.

Aí a organização do Wacken resolveu colocar várias coisas ao mesmo tempo: conferência do Demons & Wizards (comentarei no artigo de amanhã, junto com o show) e shows de Skáld, Krokus e Testament.

O Skáld é um grupo francês com um ano de história e um disco, intitulado Viking Chants. Como o nome diz, são cantos vikings em versão folk metal. Cantado em nórdico antigo e com instrumentos de época, é um som que caberia com perfeição no Wacken Winter Nights, além de ser mais acessível que o Heilung. Destaque para “Valfreyjudrápa”.

Parti para o Krokus, que já estava na segunda metade do show. Os suíços já vão para 45 anos de carreira e provavelmente são mais conhecidos por “Rockin’ in the Free World”. Destaque negativo para a inclusão de um solo de bateria em um show de 60 minutos. E ainda não deu tempo de chegar para o Testament, que tocava ao mesmo tempo em outro palco.

Aí foi a vez dos suecos do Hammerfall assumirem o palco Harder. É uma banda extremamente competente, mas que eu provavelmente nunca vou entender o que tem  demais nos discos. Talvez seja a capacidade de fazer músicas com refrões extremamente grudentos: impossível não cantar junto com “Let the Hammer Fall” ou “Hearts on Fire”. Aliás, quase impossível não cantar junto com qualquer uma das músicas do setlist. Bônus para a excelente rendição do tema de Game of Thrones (qualquer que seja a sua opinião sobre o final da série).

Foto: ICS Marketing

Foto: Jair Cursiol Filho

Airbourne e The BossHoss eram a minha hora de descanso. Não rolou. Os australianos liderados pelos irmãos O’Keeffe incendiaram o palco Harder com um hard rock moderno e enérgico. Vi metade do show e parti para o palco Louder, onde o grupo alemão TheBossHoss estava fazendo o seu show: rock, country, metais, um pouco de influências mexicanas e temos a receita para um som no mínimo incomum.

Foto: ICS Marketing
Foto: Jair Cursiol Filho

Finalmente veio o Sabaton, outra banda sueca para fechar o festival. Completando 20 anos de carreira, a trupe do vocalista Joakim Brodén e do baixista Pär Sundström fez que foi tecnicamente o melhor show do dia: a formação atual da banda e uma segunda formação que com dois ex-guitarristas, ex-baterista e ex-tecladista, cada uma em um palco, sincronizadas. Junte isso (que é tecnicamente muito difícil) ao coral masculino em quase todas as músicas e a energia e felicidade de todos os envolvidos, e o Sabaton fez um show que, se não sair em DVD eu vou ficar muito decepcionado.

Atualizamos a nossa playlist com as melhores músicas do dia 1 de Wacken: https://open.spotify.com/playlist/1IpQBLzAG1ltZZvrdzioWN?si=1VyA3ByRSBOnQpJz0sHZyg


Por: Jair Cursiol Filho

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