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5 de março de 2026

Adrian Vandenberg - On The Rocks - Helsinque, Finlândia 🇫🇮

Foto: Giovanna Marques 


Adrian Vandenberg – My Whitesnake Years

20 de janeiro de 2026 – On The Rocks, Helsinque, Finlândia


Por Giovanna Marques

Fotos: Giovanna Marques 


No primeiro mês de 2026, a nossa casa de shows de rock e metal queridinha de Helsinque, o On The Rocks, recebeu o lendário guitarrista holandês Adrian Vandenberg para uma noite de nostalgia e celebração como parte de sua turnê europeia “My Whitesnake Years”. E é claro que o Big não poderia ficar fora dessa!

O consagrado bar On The Rocks, também muito conhecido como point de músicos e fãs de metal, estava tomado por expectativa, reunindo admiradores de hard rock clássico e seguidores de longa data para uma noite anunciada como uma viagem especial pela carreira do guitarrista. Fãs carregando vinis, CDs e outros itens para serem autografados aguardavam em uma longa fila a abertura do andar de baixo da casa.

Já no piso inferior, onde acontecem os shows, os fãs se espalhavam pela área enquanto adquiriam itens nas mesas de merch e tomavam suas cervejas, relaxando e aguardando o começo da apresentação.

Conhecido mundialmente por seu trabalho na guitarra e como compositor no Whitesnake — incluindo sua contribuição no álbum Slip of the Tongue e seu solo marcante em “Here I Go Again” — Vandenberg trouxe a Helsinque uma das datas mais aguardadas da turnê em clubes europeus.

Foto: Giovanna Marques 


Com uma banda afiadíssima e experiente, formada por Mats Levén (Yngwie Malmsteen, Candlemass) nos vocais, Sem Christoffel no baixo, Joey Marin De Boer (Charlotte Wessels) na bateria e Len Van De Laak nos teclados, o show equilibrou clássicos do Whitesnake com baladas e músicas da carreira solo de Vandenberg.

Com um pequeno atraso, o setlist começou com clássicos do Whitesnake como “Bad Boys / Children of the Night” e “Slide It In”, deixando claro desde o início o foco da noite: o hard rock guiado por riffs marcantes que definiu o final dos anos 80 e o início dos 90. Vieram em seguida hinos como “Fool for Your Loving” e “Love Ain’t No Stranger”, além dos inevitáveis momentos de coro coletivo em “Is This Love?” e “Here I Go Again”, quando era possível ouvir a casa inteira cantando.

No meio do set, houve espaço para escolhas mais pessoais, como “Your Love Is in Vain”, do próprio catálogo de Vandenberg, além de um solo de bateria e uma seção instrumental mais atmosférica com “Adagio for Strato”.

Foto: Giovanna Marques 

Foto: Giovanna Marques 


O público finlandês demonstrou grande animação e cantou em quase todas as músicas. Era possível ver diferentes gerações presentes e famílias inteiras curtindo o som. Ao meu lado, um pai por volta dos 60 anos e sua filha cantavam e vibravam juntos a cada canção, o que me lembrou das minhas melhores memórias com meu pai, quando curtíamos juntos o som alto do bom e velho rock and roll.

Quando “Crying in the Rain” e “Judgement Day” foram tocadas, era possível ver a empolgação de todos os presentes, mas o melhor, na minha opinião, ainda estava por vir: o encore. O bis trouxe uma linda e introspectiva versão acústica de “Sailing Ships”, que demonstrou a versatilidade dos vocais de Levén, seguida de “Burning Heart”, sucesso da fase inicial da banda Vandenberg, e a maior surpresa da noite: uma emocionante homenagem a John Sykes com “Still of the Night”.

Antes da última canção da noite, Vandenberg lembrou que fazia exatamente um ano desde que recebemos a triste notícia do falecimento de Sykes e que, portanto, a próxima música seria dedicada ao guitar hero, colega de banda e de instrumento. Foi simplesmente lindo de ver, ouvir e cantar a plenos pulmões aquele classico do Hard Rock.

Ficou claro que o show não foi apenas uma coletânea de grandes sucessos. A banda interpretou o repertório com precisão e emoção genuína. Os vocais de Levén, com timbre que remete à intensidade de David Coverdale, foram uma incrível surpresa. Não somente a potência, mas também a versatilidade de Levén, combinada com a virtuosidade de Vandenberg, criou uma musicalidade impressionante de se ver ao vivo. Algo notável, que também tornou a apresentação ainda mais especial, foi a incrível sonoridade e o excelente trabalho dos profisisonais da mesa de som: era possível ouvir cada instrumento com clareza, e o som da guitarra estava o mais limpo que já testemunhei no On The Rocks.

Foto: Giovanna Marques 

Foto: Giovanna Marques 

Foto: Giovanna Marques 


Sem duvidas, o que tornou a apresentação em Helsinque memorável foi a forma como conectou as diferentes fases da carreira de Vandenberg em uma celebração autêntica. Não foi apenas nostalgia, mas um testemunho vivo de por que essas canções continuam ressoando quase quatro décadas depois.

Para fãs de hard rock clássico e virtuosismo de guitarra dos anos 80 e 90, o show “My Whitesnake Years”, em Helsinque, foi mais do que uma viagem ao passado: foi uma celebração intensa e apaixonada de uma carreira lendária. Vandenberg e sua banda fizeram bonito: entregaram simpatia, precisão, paixão e nostalgia, tudo ao mesmo tempo em que reafirmaram o poder atemporal das músicas apresentadas.



Setlist:

Bad Boys / Children of the Night

Slide It In

Your Love Is in Vain

Fool for Your Loving

Love Ain't No Stranger

Is This Love

Give Me All Your Love

Drum Solo

Judgement Day

Adagio for Strato

Crying in the Rain

Here I Go Again


Encore:

Sailing Ships

Burning Heart

Still of the Night


Um agradecimento especial à equipe do On The Rocks pelo credenciamento e pelo, como sempre, incrível evento.

VAN HALEN lança versão remasterizada em HD do vídeo de “Why Can't This Be Love”

Foto: Divulgação


Antes do lançamento da edição expandida de 5150 pela Rhino Records em 27 de março, o Van Halen divulgou o clipe oficial remasterizado em HD de "Why Can't This Be Love" (Vídeo Promocional ao Vivo). O vídeo aprimorado oferece aos fãs uma visão mais nítida de uma das faixas principais da banda em meados da década de 80.

'Van Halen – 5150 (Expanded Edition)' reúne várias faixas desse período. O box inclui o álbum original remasterizado, lados B raros e uma gravação ao vivo inédita de "New Haven", em 1986. Um livreto de 24 páginas também está incluso. Além disso, o pacote marca o primeiro lançamento em HD do filme-concerto da banda de 1986, 'Live Without A Net', e inclui um videoclipe promocional de “Dreams”.

Courtney Love anuncia possível turnê de reunião do Hole com Melissa Auf der Maur

Foto: Kevin Mazur/WireImage


A banda Hole pode estar prestes a encerrar um hiato de 14 anos longe dos palcos. A vocalista Courtney Love indicou nas redes sociais que uma turnê de reunião está em fase de planejamento — e tudo aponta para a possível participação da baixista Melissa Auf der Maur.

Na terça-feira, 03 de março, Love publicou vídeos de Auf der Maur em seu Instagram, tendo como trilha a faixa “Malibu”, um dos maiores sucessos da banda. Na legenda, marcou a musicista e escreveu: “Então, contamos para as crianças sobre a turnê?”. Nos comentários, Auf der Maur respondeu: “Começa com o amor eterno…”. Love completou: “e passa por raiva, perda, êxtase, sexo, morte, poesia, sujeira, parto, a floresta, o rio, o mar… e termina com o amor”.

4 de março de 2026

All Metal Stars: prestes a iniciar turnê pelo Brasil, supergrupo revela foto oficial para turnê de 16 cidades em março

Foto: Marcos Hermes @marcoshermes


O All Metal Stars acaba de divulgar sua foto oficial às vésperas de cair na estrada com uma turnê de 16 datas pelo Brasil, ao longo de março de 2026. A turnê reúne três nomes que dispensam apresentações no gênero: Aquiles Priester (Angra, Hangar, W.A.S.P.), Edu Ardanuy (Dr. Sin, Sinistra) e Thiago Bianchi (Noturnall, Shaman), em um encontro que promete noites de alto impacto — técnicas, intensas e carregadas de emoção.

Mais do que um projeto de celebração, a turnê marca uma homenagem inédita a Andre Matos, um dos artistas mais influentes da história do metal nacional e internacional, cuja obra atravessou décadas e inspirou gerações. O tributo ganha um significado ainda mais íntimo com a participação especial de Dani Matos, irmão de Andre e atual baixista do Viper, reforçando o caráter afetivo e simbólico do espetáculo.

Baterista do Living Colour, Will Calhoun faz shows únicos no Blue Note em São Paulo (8/3) e no Rio (10/3) e apresenta “os sons do Afrofuturismo” com quarteto brasileiro

Foto: Divulgação


Depois de passar pelo Brasil com o Living Colour, o baterista e percussionista Will Calhoun estende a temporada no país para duas apresentações especiais à frente do Quarteto de Batucada, projeto que ele define como uma viagem pelos “sons do Afrofuturismo”. A proposta é colocar Calhoun no centro de um formato mais livre e visceral, no qual sua linguagem rítmica ganha espaço para explorar timbres, improvisos e cruzamentos de estilos.