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4 de março de 2026

De Papo Com...Culture Wars

Foto: Divulgação 

Culture Wars vive nova fase criativa e promete vinda ao Brasil


Por: Mayara Abreu 

Agradecimento: HQ Music


Em um papo rápido, mas direto e cheio de sinceridade, a banda Culture Wars falou com a Big Rock N’ Roll sobre o novo single “In The Morning”, o processo de transformação do próximo álbum e o momento em que a banda percebeu que algo realmente grande estava acontecendo.

“In The Morning” nasce de um lugar vulnerável. Quando perguntei sobre o processo de composição, Alex Dugan explicou que muita coisa aconteceu de forma quase inconsciente.

Essa música foi interessante porque muita coisa ali era realmente sobre mim. Quando o Caleb começou a criar a parte musical, eu meio que só fui acompanhando e deixando as coisas escaparem da minha boca. Eu acho curioso o que sai da minha cabeça quando eu não estou pensando demais, quando vem do subconsciente.”

A música fala sobre uma versão antiga dele: aquele momento de acordar sozinho, de ressaca, tentando convencer alguém a aparecer e diminuir a solidão. Hoje, casado e em outro momento da vida, ele enxerga a canção como um ciclo encerrado.

Ainda parece uma parte de mim, mas quando você escreve algo assim e coloca no papel, é como se pudesse fechar o livro. Fiquei muito orgulhoso quando terminamos. Pensei: ‘Ok, você fez um bom trabalho, Alex.’”


Guitarras intensas, sentimento verdadeiro

Um dos pontos mais marcantes da faixa é o contraste entre guitarras fortes e letras emocionais. Para a banda, esse equilíbrio acontece de forma muito natural.

Caleb explicou que eles raramente começam uma música com a visão completa pronta.

Quase nunca começamos com a visão final da música. Às vezes o Alex começa com um violão, às vezes eu faço uma batida. As músicas meio que dizem para nós o que elas querem ser. Nosso trabalho é só garantir que isso aconteça e não atrapalhar.”

Segundo eles, para esse álbum a regra foi simples: se a música não funciona só com voz e guitarra, ela não vai para frente.

Se não for boa apenas com dois elementos — voz e guitarra — então a gente não continua. Quando temos essa base sólida, podemos deixar as guitarras fazerem o que quiserem. Não precisamos colocar um monte de enfeites. A música já está ali.”

Foto: @imeliot


O álbum mudou e eles também

O disco que antes se chamaria If Not Now, When? já não carrega mais esse nome. A essência continua, mas o momento é outro.

Quando pensamos nesse nome foi há dois anos. Mudamos muito desde então. Não parece mais que combina com quem somos agora.”

A mudança foi profunda: metade do álbum foi reescrita. E um dos grandes pontos de virada veio depois de abrirem o show do LANY na Philippine Arena.

Alex relembra que provocou Caleb depois daquela experiência gigante:

Eu falei: ‘E se a gente refizesse tudo?’

Caleb então remixou o álbum inteiro com aquela energia de estádio em mente.

Tocar ao vivo, interagir com pessoas reais, nos deu muita informação. Demos a nós mesmos a permissão de simplesmente sermos uma banda — os instrumentos e nada mais. Isso fez toda a diferença.

Foto: Divulgação 


O momento em que a chave virou

Com mais de um milhão de ouvintes mensais no Spotify, perguntei quando eles perceberam que algo realmente estava mudando.

Para Alex, foi claro:

‘Typical Ways’ foi o ponto de virada. Foi quando a chave girou e o motor ligou.”

Abrir para bandas como LANY, Keane e Wallows também virou uma espécie de aula prática.

A gente observa tudo. Como eles fazem a transição entre as músicas, como performam noite após noite. É uma educação muito rápida e muito boa.”

Mas talvez o relato mais simbólico tenha vindo de uma experiência familiar:

Meu pai estava na academia e o treinador estava tocando ‘Typical Ways’. Meu pai falou: ‘Esse é meu filho.’ E o cara perguntou: ‘Seu filho é o do regata no final?’ Eu pensei: ok… chegamos lá.”


Por onde começar a ouvir?

Perguntei qual música indicariam para quem está conhecendo o Culture Wars agora.

As respostas vieram rápidas:

“Typical Ways”, porque é a que o público mais se conecta

“Slowly”, favorita pessoal

“Bittersweet”

“Wasting My Time”, que eles chamaram de “um hino”

E uma coisa ficou clara:

Não importa o quão bom seja o disco, o show ao vivo é sempre melhor. Somos uma banda muito boa ao vivo. Ensaiamos muito. Levamos isso muito a sério.”

Antes de encerrar, fiz a pergunta obrigatória: e o Brasil?

A resposta veio direta:

O plano é ir ainda este ano.”

Se depender da energia da conversa, o Brasil já está na rota.


Confira a entrevista na íntegra:

Hellfest eterniza Ozzy Osbourne com estátua de seis metros

Foto: John Fenton


O Hellfest, um dos maiores festivais de música pesada da Europa, vai inaugurar na edição deste ano uma imponente estátua dedicada a Ozzy Osbourne. O evento, que acontece entre os dias 18 e 21 de junho em Clisson, França, passará a contar com uma escultura de seis metros de altura logo à entrada principal, eternizando a figura do lendário vocalista dos Black Sabbath.

A primeira imagem da obra foi compartilhada por Sharon Osbourne, viúva e histórica empresária do cantor, em 6 de fevereiro, durante sua participação no MIDEM 2026, realizado no Palais des Festivals, em Cannes.

Gorillaz anuncia turnê norte-americana em 2026 com 22 shows em arenas

Foto: Divulgação


Após meses de especulação — incluindo dois shows em Los Angeles com o novo álbum The Mountain tocado na íntegra e a estreia da exposição House of Kong nos EUA — o Gorillaz confirmou sua primeira turnê extensa pela América do Norte desde 2022.

Produzida pela Live Nation, a série marca o retorno do grupo mais bem-sucedido do mundo aos palcos norte-americanos sob a liderança de seus cocriadores, Damon Albarn e Jamie Hewlett. Albarn estará acompanhado pela banda ao vivo do Gorillaz e convidados especiais ao longo da jornada.

Serão 22 shows em arenas dos Estados Unidos e Canadá — além de uma apresentação como headliner no Shaky Knees Music Festival. A turnê começará em 17 de setembro, em Orlando, Flórida, e se encerrará na noite de Halloween, em Seattle, Washington. Little Simz participará da maioria das datas, enquanto Deltron 3030 marcará presença em todos os shows.

3 de março de 2026

Samuel Rosa Tour desembarca em São Paulo no Tokio Marine Hall

Foto: Divulgação


Samuel Rosa desembarca com sua turnê “Samuel Rosa Tour” em São Paulo. No dia 07 de março o cantor se apresentar no Tokio Marine Hall. 

O show novo traz algumas das músicas do álbum novo, “Rosa”, como o primeiro single lançado “Segue o Jogo”, e a elas vão se juntar composições próprias, que foram sendo lançadas durante os últimos 30 anos. “Quero trazer para o show novo as músicas que compus ao longo desses anos, muitas já conhecidas pelo grande público, agora tocadas com a assinatura que minha nova banda imprime naturalmente. Assim como tem feito nos shows solo, Samuel também interpreta novas releituras de músicas que gravou com outros artistas."

De Papo Com...Steve Hackett

Foto: Alessandra Tolc


Steve Hackett celebra o legado do Genesis e relembra a energia inesquecível do Brasil


Por: Mayara Abreu

Agradecimento: Ana Paula Romeiro / Top Cat


Em março, os fãs brasileiros terão mais um encontro com um dos arquitetos do rock progressivo. De volta à América do Sul com a turnê que celebra o melhor do Genesis, Steve Hackett não esconde a empolgação. “É muito emocionante voltar para a América do Sul para tocar novamente. O público é tão receptivo que cria uma atmosfera mágica”, conta o guitarrista.

E quem já viu Hackett ao vivo sabe que essa troca é real. Há quase cinco décadas, o Genesis passou pelo Brasil em 1977 — um momento que permanece vivo na memória do músico. “Foi emocionante receber tanto entusiasmo dos brasileiros. As multidões eram incríveis!”, relembra.