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13 de fevereiro de 2026

Album Reviews: Story Of TheYear - 'A.R.S.O.N.' (2026)

Foto: Divulgação 


Por: Mayara Abreu 


Se existe algo que o Story Of The Year sabe fazer como poucos é transformar caos emocional em música que bate forte, tanto no peito quanto na cabeça. Em A.R.S.O.N. (All Rage, Still Only Numb), oitavo álbum de estúdio da banda, os caras aprofundam e transformam dor, frustração e relações quebradas em um disco intenso e cheio de identidade.

Depois de Tear Me To Pieces (2023), que já mostrava um grupo mais maduro, pesado e introspectivo, o Story Of The Year parece dar um passo além. O álbum anterior soava como o reconhecimento de estar preso em algo tóxico, já A.R.S.O.N. soa como o confronto direto com esse ciclo: raiva, apego, recaídas emocionais e aquela sensação estranha de ainda estar entorpecido mesmo depois do estrago.

A abertura com “Gasoline (All Rage, Still Only Numb)” não poderia ser mais simbólica. Lançada previamente como single, a faixa entrega exatamente o que promete: guitarras pesadas, gritos bem encaixados e uma energia que remete bastante à fase Page Avenue, sem parecer datada. É explosiva e funciona perfeitamente como porta de entrada para o universo do disco.

Na sequência, “Disconnected” mantém a intensidade, mas flerta mais com a estética recente da banda. A alternância entre voz limpa e momentos mais agressivos cria uma dinâmica que gruda fácil, principalmente no refrão, daqueles que pedem roda de mosh ou pelo menos uma boa balançada de cabeça.


“See Through” tem um clima mais emo, efeitos sutis na voz e um refrão extremamente pegajoso, a música mostra que o Story Of The Year continua sabendo escrever canções melódicas sem perder personalidade.

Já “Fall Away” é uma das surpresas do álbum. Mistura gritos, linhas limpas e ainda insere um trecho falado em formato de rap no meio da faixa, quebrando expectativas. Pode soar estranho no papel, mas funciona muito bem na prática e adiciona um tempero diferente ao disco.

“3 AM” é aquele tipo de música que cresce a cada audição. O riff principal é marcante, a construção é bem pensada e a alternância entre vocais mais suaves e explosões pontuais dá um charme especial. É animada, vibrante e facilmente imaginável dominando playlists e redes sociais.

Quando “Into The Dark” entra, o álbum volta a mergulhar de cabeça no peso. A faixa começa pesada e segue assim até o fim, sem grandes concessões, mostrando um lado mais direto e agressivo da banda.

“My Religion” dialoga bastante com a fase mais recente do grupo, trazendo mais efeitos sonoros e uma estrutura menos previsível. É uma faixa que foge um pouco do padrão do álbum, mas contribui para a sensação de variedade.

Um dos grandes destaques é “Halos”. A música cresce de forma quase cinematográfica, com riffs marcados, ótimo trabalho de backing vocal e uma progressão clara entre partes mais limpas e explosões de peso. O final é carregado de gritos, guitarra e bateria.

Em “Good For Me / Feel So Bad”, o Story Of The Year flerta com um lado mais pop punk, lembrando até bandas como Simple Plan. O refrão é imediato, feito para ser cantado em coro, e deve ganhar ainda mais força ao vivo.

“Better Than High” funciona como um respiro emocional. Acústica, melódica e delicada, soa quase como uma love song em meio ao turbilhão. É simples, mas extremamente eficaz.

Fechando o disco, “I Don’t Wanna Feel Like This Anymore” entrega exatamente o que um encerramento pede: sensação de conclusão. A faixa transita entre momentos mais contidos e explosões pesadas, criando uma atmosfera de fim de ciclo que casa perfeitamente com a proposta do álbum.

No fim das contas, A.R.S.O.N. mostra um Story Of The Year confortável com sua própria evolução. Eles não tentam repetir fórmulas do passado, mas também não renegam suas raízes. O resultado é um disco intenso, emocionalmente honesto e que reforça por que a banda segue relevante depois de mais de duas décadas de carreira.

Foto: Ryan Smith 


Selo: SharpTone Records 

Lançamento: 13/02/2026


Formação:

Dan Marsala [vocal]

Ryan Phillips [guitarra]

Adam Russell [baixo]

Josh Wills  [bateria] 


Tracklist:

Gasoline (All Rage Still Only Numb)

Disconnected

See Through

Fall Away

3 am

Into The Dark

My Religion

Halos

Good for Me / Feel so Bad

Better Than High

I Don’t Wanna Feel Like This Anymore

METALLICA divulga gravação oficial do show de dezembro de 2025 no Bahrein

Foto: Reprodução / YouTube


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Foto: Divulgação


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Bryan Adams retorna ao Brasil em março de 2026 para quatro apresentações da Roll With The Punches Tour. Com produção da Mercury Concerts, os shows serão nos dias 6 de março (sexta-feira) no Qualistage Rio de Janeiro; 7 de março (sábado) na Vibra São Paulo; 9 de março (segunda-feira) no Live Curitiba, em Curitiba; e no dia 11 de março (quarta-feira) no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre. 

As vendas de ingressos estão disponíveis no site www.eventim.com.br/bryanadams

EVERGREY anuncia seu 15º álbum de estúdio, “Architects Of A New Weave”

Foto: Patric Ullaeus


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Descrito como uma explosão de beleza sombria e intensidade cinematográfica, o disco promete mergulhar em atmosferas densas, mundos em chamas e sentimentos de culpa persistente — apenas para emergir com força renovada. Não é um álbum que se rende à melancolia: ele ascende, rápido, pesado e transformador.

Nova York vai renomear a West 8th Street como 'Jimi Hendrix Way' em homenagem ao lendário guitarrista e ao Electric Lady Studios

Foto: Divulgação


O legado do eterno Jimi Hendrix ganhará um marco definitivo em Nova York.

No próximo dia 24 de fevereiro, a West 8th Street será oficialmente renomeada como Jimi Hendrix Way, celebrando a influência permanente do guitarrista — especialmente por sua ligação com o icônico Electric Lady Studios, localizado no mesmo quarteirão e até hoje um dos estúdios mais históricos do mundo.