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| Foto: Divulgação |
Por: Alexandre Veronesi
Máxima sumidade quando o assunto é mesclar o rudimentarismo do Black Metal com a elegância da música erudita, os noruegueses do DIMMU BORGIR puseram fim aos anseios de seus fãs em 2026 e lançaram, no dia 22 de Maio, "Grand Serpent Rising", 11º full-length do catálogo (isso se considerarmos a regravação de "Stormblåst", feita em 2005), precisamente oito anos após "Eonian", que era o mais recente registro de inéditas até então.
Falemos brevemente sobre as 13 faixas contidas na bolacha: "Tridentium" é a intro do trabalho, instrumental (a despeito de uma rápida narração) e bastante atmosférica, desaguando após 4 minutos em "Ascent", música forte mas sem grandes momentos de destaque; "As Seen In The Unseen" começa com um violão soturno e não demora a receber todo o peso do instrumental, mais as vocalizações características de Shagrath, revelando-se bastante rica em termos de andamento, com certeza um dos sons mais interessantes do álbum; "The Qryptfarer" é outro destaque, com um primeiro minuto de ritmo quase tribal, boas variações ao longo de sua duração, além das pontuais e belas linhas de piano.
"Ulvgjeld & blodsodel" carrega uma intro que remete a algum tipo de ritual nórdico, ganhando corpo gradativamente até se transformar em uma música 'midtempo', que jamais atinge o potencial previsto naquele instante inicial; o violão então retorna em "Repository Of Divine Transmutation", outro tema bastante cadenciado e dessa vez com uma vibe, por vezes, mais 'gótica' (guardadas as devidas proporções, naturalmente), que o confere certo diferencial positivo; "Slik minnes en alkymist" apresenta um competente trabalho de guitarras gêmeas e solo climático, ao passo que "Phantom Of The Nemesis" possui andamento majoritariamente 'cavalgado', como uma espécie de marcha para o combate.
"The Exonerated" se destaca pelas variações e carrega um ótimo trabalho de bateria por parte de Daray; já "Recognizant" traz contornos épicos nas alternâncias, com uma bem vinda levada Doom Metal ao seu final; "At The Precipice Of Convergence", por sua vez, não está distante do que já havia sido mostrado até aqui, ao contrário de "Shadows Of A Thousand Perceptions", uma de minhas prediletas do CD, com grande evidência para as linhas de baixo e a sessão rítmica como um todo. Por fim, a instrumental "Gjǫll" entrega um encerramento levemente fora de tom, um tanto quanto 'alto astral' demais, porém digno.
Muito embora "Grand Serpent Rising" não seja nenhuma catástrofe, ostentando vez que outra lampejos de brilhantismo, é desnecessariamente longo e não faz muito mais do que reciclar ideias e estruturas que já haviam sido melhor empregadas em trabalhos anteriores da banda - é claro, ninguém espera que o DIMMU BORGIR reinvente a própria roda a essa altura (creio eu, pelo menos), mas dentro de um cenário realista, ainda assim faltou um bocado de criatividade para Shagrath / Silenoz e sua patota.
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| Foto: Stian Andersen |
Dimmu Borgir - Grand Serpent Rising
Data de lançamento: 22/05/2026
Gravadora: Nuclear Blast
Tracklist:
01 - Tridentium
02 - Ascent
03 - As Seen In The Unseen
04 - The Qryptfarer
05 - Ulvgjeld & blodsodel
06 - Repository Of Divine Transmutation
07 - Slik minnes en alkymist
08 - Phantom Of The Nemesis
09 - The Exonerated
10 - Recognizant
11 - At The Precipice Of Convergence
12 - Shadows Of A Thousand Perceptions
13 - Gjǫll
Formação:
Shagrath - voz, teclado, orquestrações e efeitos
Silenoz - guitarra
Damage - guitarra
Victor Brandt - baixo
Daray - bateria
Gerlioz - teclado
Ouça aqui





