Nesta quarta, dia 18 de maio, o supertrio norte-americano de hard rock
The Winery Dogs, em show com ingressos esgotados, se apresentou no
Tropical Butantã, uma nova casa de shows em São Paulo.
A abertura da casa já foi preocupante, pois atrasou bastante (estava
prevista para as 19h00 mas só aconteceu depois das 19h40), provavelmente
porque a banda teve dificuldades para chegar a São Paulo, vinda do Rio
de Janeiro. Os shows em si não atrasaram, o que foi bom, mas a banda de
abertura, SOTO, se apresentou enquanto a maioria do público ainda estava
entrando na casa, o que irritou muita gente que queria assistir a esta
apresentação também. O grupo apresentou seus dois trabalhos próprios, "Inside the Vertigo" e
"Divak", além de covers da banda Talisman, Steel Dragon e um 'medley' de
"We're Not Gonna Take It", "I Love It Loud" e "We Will Rock You", além
de "Don't Stop Believing" no meio de outra música. O quinteto tocou por
cerca de uma hora.
Precisamente às 21h31, o The Winery Dogs entrou no palco. A banda é
formada por Richie Kotzen (Poison, Mr. Big), Billy Sheehan (Talas, Mr.
Big, Niacin) e Mike Portnoy (Dream Theater, Transatlantic, Adrenaline
Mob). Eles começaram com "Oblivion", que também abre o último trabalho
da banda, o álbum "Hot Streak".
Após as primeiras músicas, Portnoy declarou que estava muito feliz em
voltar, e 'sem brincadeira', que São Paulo é o público preferido dele, o
que, claro, levou a plateia ao delírio.
O repertório é composto praticamente por músicas próprias, dos dois
álbuns da banda ("The Winery Dogs" e o citado "Hot Streak"), mas uma
surpresa nessa apresentação foi Richie Kotzen ter tocado "You Can't Save
Me", da sua carreira solo, no violão, logo antes de "Fire". Essa não
constava nos repertórios de outros shows.
O que impressiona no The Winery Dogs é o virtuosismo de seus membros, e
portanto o show não poderia deixar de ter solos de guitarra, bateria e
baixo. Certamente o mais divertido e esperado foi o de Mike Portnoy, que
não se limitou à sua bateria e 'tocou' com suas baquetas por todo o
palco, inclusive o chão e o pedestal dos microfones.
Cada um teve um tempo para seu solo, mas é na música "Elevate" que o
virtuosismo se evidencia quando, em certo trecho, os três fazem um solo
simultâneo, mas harmonioso. "Elevate" encerrou o show, que ainda teve um
bis, com "Regret" e "Desire".
Fonte: Território da Música
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