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11 de março de 2026

De Papo Com...Story Of The Year

Foto: Ryan Smith


Story Of The Year fala sobre A.R.S.O.N., processo criativo e o amor pelos fãs brasileiros


Por: Mayara Abreu

Agradecimento: HQ Music


Durante conversa com a Big Rock N' Roll, os integrantes do Story Of The Year falaram sobre o processo criativo por trás de A.R.S.O.N., novo álbum da banda, e refletiram sobre a intensidade emocional do disco, as colaborações e a conexão especial que mantêm com o público brasileiro.

Logo no início da entrevista, o vocalista Dan Marsala explicou que o título do álbum surgiu apenas no final do processo criativo, algo que já virou uma espécie de tradição para a banda. Segundo ele, é preciso primeiro entender o clima geral das músicas antes de escolher um nome que represente o trabalho como um todo. “A gente sempre escolhe o título do álbum no final do processo. Primeiro precisamos ouvir todas as músicas e entender qual é a sensação do disco, o que ele representa”, contou. A ideia do nome veio de um verso presente em “Gasoline”, uma das faixas do álbum. “A frase ‘All Rage, Still Only Numb’ veio de Gasoline. Percebemos que ela representava muito bem o sentimento do disco, então decidimos transformá-la no acrônimo A.R.S.O.N.”. Para os integrantes, a expressão resume bem o contraste emocional que aparece ao longo do álbum — uma mistura de intensidade, raiva e, ao mesmo tempo, uma sensação de anestesia emocional.

Ao falar sobre “Gasoline”, que foi um dos primeiros singles apresentados ao público, os músicos destacaram que a banda não entra em estúdio tentando repetir fórmulas do passado ou recriar fases antigas. Para o guitarrista Ryan Phillips, o processo atual é muito mais espontâneo do que estratégico. “A gente não entra no estúdio pensando: ‘vamos fazer músicas mais pesadas dessa vez’ ou ‘vamos tentar soar como antes’. Nós simplesmente deixamos as músicas acontecerem”, explicou. Ele também comentou que tentar recriar músicas antigas raramente funciona. “Sempre que eu sento para compor pensando ‘vou tentar escrever algo como Until The Day I Die’, nunca dá certo. As melhores músicas surgem quando você simplesmente deixa as ideias fluírem”. Segundo ele, essa abordagem acabou guiando todo o processo de composição do álbum. “As músicas praticamente disseram para a gente o que elas queriam ser. Foi um processo muito natural e orgânico”.


Uma das faixas que mais chama atenção no disco é “Fall Away”, que conta com a participação especial de Jacoby Shaddix, vocalista do Papa Roach. Dan contou que a música já estava praticamente pronta antes da colaboração, mas a banda sentia que a faixa poderia ganhar ainda mais força com uma participação externa. “Eu gravei os versos primeiro, mas sentimos que a música poderia ficar ainda mais interessante se alguém como o Jacoby cantasse essa parte”, revelou. O curioso é que a colaboração aconteceu de forma completamente inesperada. Na época das gravações, o Papa Roach também estava trabalhando no mesmo estúdio. “A gente estava gravando no mesmo lugar que o Papa Roach, em salas diferentes. O Jacoby estava literalmente a poucos metros da gente”, lembraram. A situação acabou facilitando o convite. “O Colin falou: ‘posso ir ali perguntar para o Jacoby agora mesmo’. E nós respondemos na hora: ‘claro, seria incrível’”.

O novo álbum também marca mais uma parceria da banda com o produtor Colin Brittain, conhecido por seu trabalho com diversos artistas do rock contemporâneo. Segundo o baixista Adam Russell, o processo desta vez foi um pouco diferente por causa da agenda do produtor. “A principal diferença foi a programação. O Colin está muito ocupado agora, então tivemos que gravar o álbum em várias sessões”, explicou. As gravações aconteceram ao longo de um período relativamente longo. “A gente ia para Los Angeles por duas semanas, gravava algumas músicas, voltava para casa e depois retornava para trabalhar em mais material. No total, o processo levou quase dois anos”. Apesar disso, os integrantes afirmam que trabalhar com Brittain continua sendo uma experiência muito positiva. “Ele é um músico e compositor incrível. Sempre que temos a chance de trabalhar com ele, sabemos que algo especial pode acontecer”.

Durante a conversa, a banda também comentou sobre a forte relação que mantém com os fãs brasileiros. Depois de várias visitas ao país ao longo dos anos, incluindo apresentações recentes, os integrantes dizem que a energia do público continua impressionando. “Os fãs brasileiros têm uns 30% a mais de paixão”, brincou Ryan. Ele também relembrou a intensidade das apresentações no país. “Parece que todo show está prestes a fazer o prédio desabar. A energia é absurda. As pessoas realmente amam música e demonstram isso de uma forma muito intensa”.


Foto: Divulgação


No final da entrevista, os integrantes foram convidados a definir o novo álbum em apenas uma palavra. Depois de alguns segundos pensando, chegaram a um consenso que resume bem o espírito do trabalho. “Honesto”, disse Dan. Para a banda, A.R.S.O.N. representa exatamente o momento atual do Story Of The Year. “É uma representação muito honesta de onde estamos agora como banda. As músicas são verdadeiras, emocionais e refletem exatamente o que queríamos expressar neste momento da nossa carreira”.

Confira a entrevista na íntegra:


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