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| Foto: Stephanie Veronezzi (@stephanieveronezzi) |
Por: Rodrigo Noé de Souza (Mtb 0090611/SP )
Agradecimento: TRM Press
O vocalista e baixista Andria Busic apresentou oficialmente seu novo álbum, Life As It Is, durante uma coletiva de imprensa realizada no The Metal Bar, em São Paulo. O encontro reuniu jornalistas, influenciadores e representantes da cena rock e metal para um bate-papo sobre o processo de composição do disco, suas inspirações musicais e os desafios enfrentados ao longo da produção.
A Big Rock teve a oportunidade de bater um papo com Adrian...confira!
Após longo percurso com Dr. Sin, pela primeira vez, você está gravando um disco solo, Life As It Is. É o primeiro solo que você gravou ou já tinha gravado antes?
Andria Busic: Esse é o primeiro trabalho que eu fiz solo, e, assim, eu nunca tinha parado pra pensar nisso. Só quando eu comecei a gravar, surgiu a ideia e aí eu fui em frente.
Onde foi gravado esse disco, quem foi o produtor e quais foram suas influências?
AB: As influências, é fácil, toda a minha carreira vem na cabeça meio que natural, o que eu toco eu gosto, uma junção de tudo o que eu fiz na vida, tudo o que eu gosto de ouvir, essas são minhas influências, anos 70 basicamente, uns lances do meu trabalho, não tem como fugir das influências.
Pelo que eu ouvi das músicas, talvez a maior influência seria o Glenn Hughes.
AB: Olha, boa parte é, mas, assim, é uma mescla de tudo. Bota no liquidificador e acaba saindo isso. A produção ficou por minha parte, porque eu comecei a gravar guitarra, baixo, toda base, gravava sozinho, e fazia as vozes, e fazia melodia e letra, bem em cima dessas bases. A última coisa que eu gravei foi bateria, fazia sempre uma levada de bateria, pra ter na base de computador, mas aí eu gravava a guitarra e gravava os baixos. Aí, fazia as vozes e as letras, e, por último, a gente foi fazer as baterias, com os convidados.
E se fosse fazer um show solo, quem você indicaria pra tocar bateria, ao invés do seu irmão Ivan (Busic)?
AB: Meu irmão tá bastante ocupado, com um monte de projetos. Agora, seria legal, talvez, chamar outra pessoa, senão ia virar um Dr. Sin parte 2. O Tiago (Melo, guitarrista do Dr. Sin) tá fazendo comigo as guitarras. Agora, é hora de uma experiência meio nova, com outros caminhos pra trilhar. Tô pensando mesmo pra não ter muito “ah, mas é o Dr. Sin!”. Seria legal eu chamar uma outra pessoa pra bateria na turnê.
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| Foto: Divulgação |
Em quem você se inspirou pra escrever as letras?
AB: Boa pergunta. A inspiração veio das nossas ideias, sempre comentava “oh que legal! Essa música vou falar sobre os Templários!”, aí vinha a ideia e começava a trabalhar em cima disso, estudava um pouquinho o assunto e falava “agora eu sei o mínimo pra fazer uma letra legal!”. Aí eu começava a escrever. A ds Vikings fazia a mesma coisa. Chamei o Tom Cremom, ele gosta de corridas de Fórmula 1, aí eu fiz uma música Pedal To The Metal, que fala sobre corrida, sobre carros. E, assim, eu fui fazendo. Uma com os meus amigos, dos meus primeiros amigos, chamada You're All Still With Me. E as letras foram pintando, e cada uma que pintava, aí eu já acabava de escrever a letra e gravava na hora.
Falando um pouco da sua história como músico. Além do Dr. Sin, você já tocou com uma porrada de artistas do Brasil afora. Tocou com Supla, com Wander Taffo, Platina, Cherokee, fez uma banda com o Ivan, o Busic, após o fim provisório do Dr. Sin., além do Ultraje A Rigor. Fazendo um paralelo da sua carreira, como é você tocar com essas bandas e agora em sua carreira solo, como você se sente como músico?
AB: É muito gostoso. Cada uma tem sua história, tem seu estilo, com o Ultraje eu tinha tocado acho que 90 ou 91, quando saiu o Maurício (Defendi, ex-baixista), eu fiz uma turnê, era pra ter continuado, mas, infelizmente naquela época não deu certo. Mas, já tô tocando com eles já faz 3 anos, tô bem feliz lá com o pessoal, que eu adoro o pessoal, o Roger, o Kleine, o Bacalhau sempre foram muito amigos, além de tudo, né?
Você teve a benção da filha do Mingau?
AB: Sim, quanto ao Mingau, tá muito chato a situação. Deus é grande.
Você aguenta as piadas do Danilo Gentili?
AB: (risos) Eu acho muito legal essa parte. A parte da ironia do humor do Ultraje eu acho muito legal. É muito bom participar. Se você tiver a chance de ver.
Você, como músico profissional, que vive e trabalha da música, no Brasil, na sua opinião, é mais difícil do que arrumar emprego e mandar currículos?
AB: Eu acho que arrumar trabalho no Brasil e no mundo é quase um heroísmo. Música também é. Graças à Deus eu consigo viver da música aqui no Brasil, não é fácil, porque tem muitos altos e baixos. Mas, se você faz com amor, e como eu faço com amor, e o que eu gosto de fazer, é o que eu vou fazer semprenão consigo pensar em fazer outra coisa. Não é fácil, vou falar pra todo mundo, mas, a perseverança… tem que ser resiliente. Faça o que você gosta, sem pensar muito no… não pode não pensar em “ah vou ficar rico!”. Pode ser que você fique, mas pode demorar, se vier muito rápido, desconfie, ou também pode demorar. Esteja preparado pros altos e baixos da música. Assim com quase todos os empregos.
Você acha que, como diz o Ed Motta, “se fosse americano, a vida não seria assim!”, faz sentido se você fosse americano?
AB: De alguma maneira, faz sentido. Porque lá os direitos autoraissempre foram mais respeitados pela mídia e por todos, cada um com sua dificuldade, aqui tem muitas coisas boas, lá também tem suas coisas boas, aqui tem ruins, lá também tem. Assim, você tem que se adaptar aonde você tá. Então, é fazer com amor e fazer o que você gosta. Eu não penso em fazer outra coisa. É isso.
Na primeira vez que estavam aqui no The Metal Bar, na divulgação do Acústico do Dr. Sin, eu perguntei sobre vocês terem gravado um disco com o Hudson, da dupla Edson & Hudson…
AB: Gravei um disco instrumental que ele tinha há muito tempo, e já tinha bem antes disso. Ele nunca tinha feito e chamou a gente pra fazer. Achei sensacional, e ele realmente toca muito bem. É sempre bom tocar com outras pessoas, e cada um toca de um jeito.
E, aproveitando o assunto, eu sei que você é um músico de Rock, como você vê o Rock sendo um estilo persistente, com um público que lota casas de shows, estádios, festivais, sendo desafiado pelo sertanejo, que é o estilo mais ouvido do Brasil?
AB: O Sertanejo é o estilo mais popular que tem no Brasil, que é o que mais gostam. É o estilo do Brasil. No Rock, você vê que todos os festivais de Rock são os que mais lotam. Tem espaço pra tudo. A mídia, não a especializada, que apoia o Rock, ela sempre fala do Rock. Mas, as outras mídias elas esquecem de falar do Rock, eles ficam meio que na deles, que não importam mais o que estão fazendo, só importam com o Sertanejo, que são mais populares.
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| Foto: Rodrigo Noé de Souza e Andria Busic |
Foi bom conversar com você. Boa sorte na sua jornada. Deixe suas considerações finais.
AB: Espero que todo mundo realmente goste, do jeito que eu gostei de fazer. Ele foi feito com muito carinho, com muito amor, coloquei o melhor de mim nesse disco, no momento. Eu tô muito feliz com ele. Com o clipe também. Então, só espero que todo mundo possa ouvir e curtir o CD também.



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