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31 de julho de 2026

Arena lotada marca início da reta final do Capital Moto Week ao som de Supla, Matanza Ritual e Raimundos

Foto: CMW


A arena principal do Capital Moto Week voltou a pulsar nesta quinta-feira (30) e marcou o início da reta final da edição 2026 do maior festival de motos e rock da América Latina. Depois de três dias dedicados às atividades sociais da Vila do Bem, a Cidade da Moto reencontrou seu palco principal em noite dedicada ao rock nacional. Supla, Matanza Ritual e Raimundos protagonizaram sequência de shows que percorreu diferentes gerações, estilos e sonoridades, transformando o festival em um grande coro coletivo. Sexta-feira (31) é dia de Tihuana e Marcelo Falcão. Ainda há ingressos disponíveis na Bilheteria Digital e a organização recomenda chegar cedo para facilitar o acesso, sem riscos de lotação.


Foto: CMW


Quem abriu a programação foi Supla e Os Punks de Boutique. Em show enérgico, o cantor mostrou o entrosamento com a banda e manteve o público conectado do início ao fim. Dono de uma presença marcante, ocupou todos os espaços do palco e foi além: desceu para cantar no meio da plateia, apoiado nas grades e nos braços do público. O repertório passeou por diferentes fases da carreira. Das faixas de seu último álbum, Nada Foi em Vão (2025), como a música-título e Livre, aos clássicos Encoleirado, Charada, Humanos e a aguardada Garota de Berlim, Supla fez a arena cantar.

Em Ratazana de iPhone, surpreendeu com encenação bem-humorada em que um rato invadia o palco para roubar seu celular. O carinho do público ficou evidente durante toda a apresentação, embalado pelos gritos de "Papito, papito". A identificação com o Capital Moto Week ficou ainda mais forte quando Supla dedicou Motocicleta Endiabrada às centenas de motoclubes presentes no festival. Versátil, Supla prestou homenagem a algumas de suas maiores influências com versões de Billy Idol, David Bowie, Rolling Stones, Ramones e Beatles. Em I Wanna Be Your Man, assumiu também a bateria, arrancando aplausos da plateia.

Foto: CMW

Na sequência, o Matanza Ritual elevou a intensidade da noite com seu característico countrycore, mistura de hardcore, metal e country norte-americano. Guitarras pesadas, letras irreverentes e o icônico Jimmy London transformaram a arena em uma grande roda punk, com o público cantando e vibrando ao som de sucessos como Ela Roubou Meu Caminhão, Clube dos Canalhas e Maldito Hippie Sujo.

A apresentação teve um significado especial para a banda. Além da longa relação de Jimmy com Brasília, cidade que frequenta para se apresentar desde a década de 1990, o grupo tem uma forte ligação com o universo do motociclismo. Por isso, o show no Capital Moto Week foi escolhido para ser registrado no novo DVD da banda. "Muito obrigado a cada um de vocês", agradeceu o vocalista ao fim da apresentação.

Foto: CMW


Raimundos fazem a Cidade da Moto cantar em coro

Encerrando a noite, os brasilienses do Raimundos fizeram valer o peso de tocar em casa. Com produção grandiosa, telões, efeitos visuais, pirotecnia e uma sequência de sucessos, a banda levou o público ao delírio. Canções como I Saw You Saying, A Mais Pedida e Mulher de Fases transformaram a Cidade da Moto em um enorme coro. Visivelmente emocionado, Digão celebrou a trajetória da banda: "São 32 anos que a gente não desistiu de um sonho e tudo valeu a pena para chegar aqui e encontrar todo esse amor de vocês".

O show reservou momentos especiais. Em A Mais Pedida, Digão convidou sua esposa, Vivi, para dividir os vocais em um momento de romantismo que arrancou aplausos da plateia. Depois, recebeu Alexandre Podrão, vocalista da histórica banda punk brasiliense Detrito Federal, para interpretar Desempregado. Ao apresentar o convidado, reconheceu sua importância para a cena local: "Esse cara capinou o mato do rock de Brasília, quando não tinha nada. Foi ele quem abriu a estrada para o Raimundos".

Como um verdadeiro maestro, Digão comandou as tradicionais rodas de bate-cabeça durante Palhas do Coqueiro e Puteiro em João Pessoa, formando uma das maiores vistas nesta edição do CMW. O encerramento veio com Eu Quero Ver o Oco, música que, segundo o vocalista, nunca pode faltar em um show da banda.

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