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18 de outubro de 2026

Rock in Rio 2026: Peso, atitude e grandes performances fizeram do segundo dia um dos mais intensos da edição

Foto: @SHOURICO


Rock in Rio 2026 - Rio de Janeiro/RJ - 5 de setembro de 2026


Por: Cammy Marinho

Fotos: Produção Rock in Rio 


Se o primeiro dia do Rock in Rio 2026 abriu os trabalhos em grande estilo, o sábado, 5 de setembro, mostrou que a Cidade do Rock também pode ser território do metal. Com uma programação concentrada no rock pesado, o segundo dia reuniu diferentes gerações, estilos e vertentes em uma maratona que começou no início da tarde e avançou madrugada adentro.

No Palco Mundo, o Sepultura abriu a programação pesada levando ao festival a força de uma das bandas brasileiras mais importantes da história do metal. O grupo reafirmou seu status de referência internacional em um show marcado por peso, técnica e identidade brasileira. As guitarras densas, a bateria precisa e os vocais agressivos criaram uma abertura poderosa, capaz de mobilizar tanto os fãs antigos quanto uma nova geração que descobriu a banda por sua influência sobre o metal contemporâneo. A apresentação também funcionou como uma celebração da trajetória da banda a partir da entrada de Derrick Green, pois o set list não teve nenhuma música da era Cavalera. Lembrando também que Sacred Books nunca havia sido executada ao vivo.

Foto: @DOPAMINEBLUR

Foto: @DOPAMINEBLUR

Foto: @DOPAMINEBLUR

Foto: @DOPAMINEBLUR


Na sequência, Machine Gun Kelly apresentou uma proposta distinta. Ao misturar rock, punk e elementos de sua trajetória no pop, MGK apostou em um palco explosivo e performático, ampliando a diversidade sonora da noite. O artista se movimentou constantemente pela estrutura do palco, aproximando-se do público e transformando a apresentação em uma experiência mais física e teatral. Mas o público não parecia muito interessado no artista, fazendo o mesmo reconhecer isso ao dizer: “Vocês não me amam, mas eu amo vocês.” Talvez ele pudesse ter sido melhor aproveitado em outro dia do festival.

Foto: @ALEXWOLOCH

Foto: @ALEXWOLOCH

Foto: @MAREFEMIANI


A temperatura subiu ainda mais com o Bring Me The Horizon. A banda britânica transformou o Palco Mundo em uma arena de energia, alternando peso, melodias e elementos eletrônicos. O resultado foi um dos momentos mais intensos do dia, em uma apresentação que dialogou diretamente com uma geração formada entre o metalcore, o emo e o rock alternativo.

O vocalista Oliver Sykes comandou o espetáculo com grande presença de palco, alternando vocais agressivos e trechos melódicos. A banda apostou em uma produção visual grandiosa, com iluminação intensa, imagens projetadas e mudanças rápidas de atmosfera. As músicas mais pesadas provocaram uma reação imediata na plateia, com rodas de mosh e saltos coletivos, enquanto os refrões melódicos foram acompanhados por milhares de vozes. E o vocalista Oliver Sykes, que é casado com uma brasileira, arriscou falar em portugues com o público e fez questão de dizer que tinha CFP e PIX e que o Brasil agora era o seu país. Até rendeu um momento engraçado que ele falou “ Feijoada de Puta” que até agora ninguém sabe o que ele quis dizer. 

O show também evidenciou a capacidade do Bring Me The Horizon de transitar entre diferentes fases de sua carreira. A banda combinou a agressividade de seus primeiros trabalhos com a sonoridade mais acessível e eletrônica de sua produção recente. Essa mistura ajudou a explicar a amplitude do público presente: havia fãs de longa data, admiradores do metalcore e pessoas atraídas pela dimensão pop e visual do grupo.

Foto: @DOPAMINEBLUR

Foto: @DOPAMINEBLUR

Foto: @DOPAMINEBLUR

Foto: @LALI_MOSS

Foto: @MANGABEIRA


O encerramento ficou por conta do Avenged Sevenfold, que entregou um espetáculo grandioso. Com domínio absoluto do palco, a banda americana confirmou seu lugar entre as grandes forças do metal contemporâneo e fechou a noite com riffs, peso e uma atmosfera à altura de uma atração principal do festival.

O palco ganhou uma dimensão cinematográfica com jogos de luz, telões e efeitos visuais que acompanharam as mudanças de clima das músicas. Em alguns momentos, a banda reduziu a intensidade para criar tensão antes de retornar aos riffs mais pesados. Em outros, deixou a técnica falar mais alto, com longas passagens instrumentais que foram recebidas com entusiasmo pelos fãs. Temos que destacar a execução da faixa M.I.A, que nunca tinha acontecido em terras brasileiras.

 

Foto: @ALEXWOLOCH

Foto: @ALEXWOLOCH

Foto: @ALEXWOLOCH

Foto: @ALEXWOLOCH


PALCO SUNSET: PESO, PERSONALIDADE E REPRESENTATIVIDADE

Se o Mundo reuniu grandes nomes internacionais, o Palco Sunset também apresentou uma programação de forte personalidade. O espaço funcionou como um ponto de encontro entre artistas consolidados, nomes emergentes e diferentes expressões da música pesada.

A tarde começou com Malvada convidando Day Limns, em uma combinação de rock nacional, atitude e novas sonoridades. A apresentação teve uma energia direta e comunicativa, com guitarras marcantes, vocais intensos e uma postura de palco que aproximou os artistas do público.

Day Limns acrescentou uma camada mais contemporânea à apresentação, enquanto a Malvada manteve a base rock e a atitude que marcaram o início do show. Apesar da forte chuva que caiu durante o show das meninas, elas não perderam o brilho.

Foto: @MAREFEMIANI

Foto: @MAREFEMIANI

Foto: @MAREFEMIANI

Foto: @MAREFEMIANI


Depois, Black Pantera e Nervosa protagonizaram um dos encontros mais simbólicos do dia. Duas forças do metal brasileiro no mesmo palco representaram não apenas potência musical, mas também a diversidade e a renovação da cena pesada nacional.

O Black Pantera levou ao Sunset uma apresentação marcada por riffs contundentes, crítica social e forte interação com a plateia. A banda transformou o palco em um espaço de atitude e celebração, com vocais agressivos, bateria intensa e uma presença cênica que reforçou a urgência de suas letras.

É lógico que não podia faltar momentos marcantes como todos abaixados em “ Fogo nos racistas” em que ao comando de Chaene, o público pulou junto e gritava em uníssono a letra. E em “ Cola”, a banda sempre foca no protagonismo feminino, onde somente mulheres entram no Mosh Pit.

A Nervosa, por sua vez, acrescentou uma dose de velocidade e precisão ao encontro. O trio mostrou por que se tornou um dos nomes brasileiros mais reconhecidos internacionalmente dentro do thrash metal. 

A união das duas bandas foi o ponto alto do Sunset porque reuniu estilos diferentes dentro do metal e evidenciou a vitalidade da produção brasileira. Mais do que uma participação especial, o encontro funcionou como uma demonstração da força, da diversidade e da projeção internacional da cena nacional.

Foto: @SHOURICO

Foto: @SHOURICO

Foto: @SHOURICO

Foto: @SHOURICO

Foto: @SHOURICO


Poppy levou o Sunset a uma dimensão mais experimental. Transitando entre metal, pop, industrial e elementos eletrônicos, a artista construiu uma apresentação visualmente marcante e musicalmente imprevisível.

Sua performance apostou em contrastes: momentos de delicadeza foram interrompidos por explosões de peso, enquanto bases eletrônicas e efeitos vocais criaram uma atmosfera quase futurista. A estética do show teve papel central, com iluminação, figurinos e imagens que reforçaram a sensação de estar diante de uma apresentação diferente das demais.

O resultado foi um dos shows mais singulares do dia, capaz de atrair tanto fãs de metal quanto espectadores interessados em performances mais experimentais.

Fechando a programação do palco, Bad Omens entregou um dos shows mais aguardados da noite. A banda americana combinou metalcore, atmosferas sombrias e elementos eletrônicos, conquistando um público já completamente imerso na estética pesada do dia.

O vocalista Noah Sebastian conduziu a apresentação com uma postura intensa e concentrada, apesar de nitidamente enfrentar problemas com a sua voz.

O Bad Omens encerrou o Sunset mostrando como o metalcore atual pode combinar agressividade, melodia e produção eletrônica sem perder impacto. Foi uma apresentação que resumiu boa parte da estética do dia: peso, emoção, teatralidade e conexão com uma nova geração de fãs.


Se havia alguma dúvida sobre o espaço do rock e do metal nesta edição, o sábado respondeu em volume máximo. O público não apenas assistiu aos shows, mas participou ativamente deles, cantando, formando rodas, levantando os braços e transformando cada apresentação em um acontecimento coletivo.

Precisamos citar também os shows do Noturnall e do Korzus, que encheram de fãs de metal e fizeram shows à altura dos palcos principais no Global Village. O Noturnall simplesmente mostrou um show técnico e intenso enquanto o Korzus veio com uma energia e força inigualáveis.

Foto: @DOPAMINEBLUR

Foto: @DOPAMINEBLUR

Foto: @DOPAMINEBLUR



Foto: @SMGRAFIAS


No dia 5 de setembro, a Cidade do Rock foi, mais uma vez, território do rock.


Agradecimento à Approach Comunicação pelo credenciamento e atenção.

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