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| Foto: Ayumi Kranzini |
The Rasmus - Carioca Club - São Paulo/SP - 1° de novembro de 2026
Por: Sara Ferrer
Fotos gentilmente cedidas por Ayumi Kranzini (@ayumikranzini)
São Paulo, 1º de novembro de 2026 — Pouco depois das 19h de um domingo atípico em Pinheiros, o Carioca Club finalmente recebia a banda finlandesa The Rasmus, para a única apresentação no Brasil.
Menos de 24 horas antes, o show havia sido adiado de última hora, devido a problemas de saúde de Lauri Ylönen, e por ser orientado por um médico a permanecer de repouso absoluto.
O anúncio transformou a ansiedade de oito anos de espera em um misto de preocupação e frustração contida entre os fãs que já se preparavam para a noite de sábado.
Mas o que se viu no domingo foi a prova de que, quando a conexão entre banda e público é genuína, 24 horas de atraso servem apenas para intensificar o abraço.
A Weirdo Tour, que já havia passado por 13 países em quase 60 dias, e encontrou no público paulistano não apenas a compreensão pelo imprevisto, mas uma energia que parecia renovar o próprio Lauri em cima do palco.
O contexto de uma turnê exaustiva
A passagem do The Rasmus pelo Brasil era o retorno da banda finlandesa ao país após oito longos anos, e a única apresentação em território brasileiro dentro de uma extensa excursão latino-americana.
A Weirdo Tour, que promove o álbum homônimo, é descrita como uma das maiores excursões do grupo, com 38 shows em 60 dias. Vale destacar que esta foi apenas a terceira passagem da banda pelo Brasil — as anteriores aconteceram em 2006 e 2018.
Ao lado de Lauri, estavam os veteranos Eero Heinonen (baixo) e Aki Hakala (bateria), além da nova guitarrista Emilia "Emppu" Suhonen, que caiu nas graças do público com sua presença de palco e a química com os veteranos da banda, o que sugere que o The Rasmus encontrou um novo fôlego criativo, algo que a turnê do álbum Weirdo vinha sinalizando.
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| Foto: Ayumi Kranzini |
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| Foto: Ayumi Kranzini |
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| Foto: Ayumi Kranzini |
Lauri brincou sobre os passeios da guitarrista por São Paulo, enquanto ele se recuperava, e vimos que humanizou o momento: não era apenas uma banda cumprindo tabela, mas pessoas lidando com as adversidades de uma turnê extenuante e, ainda assim, entregando o melhor. O vocalista também agradeceu, além do público, toda a equipe que remanejou tudo, e destacou que nesses 30 anos de carreira, nunca cancelou um show, e dessa vez, adiaram, mas não cancelaram. E agradeceu mais uma vez a presença e compreensão do público.
O setlist: equilíbrio entre o novo e o eterno
O repertório executado foi um retrato preciso da fase atual da banda, sem abandonar o passado que a consagrou. A abertura com "Break These Chains" e a sequência com "Guilty" e "No Fear" mostraram que o The Rasmus ainda sabe como começar um show com peso e urgência.
A inclusão de "Forever Young", cover do Alphaville, funcionou como um dos momentos mais interessantes da noite: a versão do The Rasmus é extremamente pesada, com guitarras agressivas e ritmo acelerado, que transforma completamente a melancolia original em energia bruta.
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| Foto: Ayumi Kranzini |
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| Foto: Ayumi Kranzini |
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| Foto: Ayumi Kranzini |
Faixas como "Weirdo" e "Creatures of Chaos" apresentaram o material novo sem quebrar o clima. Mas foi quando os primeiros acordes de "First Day of My Life" ecoaram que o Carioca Club se transformou em um coro uníssono.
O bloco final foi implacável: "Livin' in a World Without You" e "F-F-F-Falling" prepararam o terreno para o momento mais esperado da noite.
Quando os primeiros acordes de "In the Shadows" surgiram, o Carioca Club inteiro pareceu prender a respiração por um instante — e então explodiu. Lauri nem precisou pedir: o público cantou cada verso em uníssono, com uma força que fez o vocalista sorrir e apontar para a plateia, como quem reconhece que aquela música não pertence mais apenas à banda. No final estendido, a banda segurou a nota, o público segurou o coro, e por longos segundos o refrão se repetiu em um ciclo hipnótico, guitarra e vozes se misturando até o silêncio final — recebido com uma ovação que parecia não ter fim.
O encore, com "Sail Away" em versão acústica, "Justify" e "Live Forever", ofereceu um desfecho mais intimista, como se a banda quisesse agradecer pessoalmente a cada fã que decidiu voltar no domingo.
O show do The Rasmus no Carioca Club não foi apenas um exercício de nostalgia. Foi a prova de que uma banda com mais de duas décadas de estrada ainda pode surpreender — não com pirotecnia, mas com honestidade. Lauri pode ter precisado de um dia extra de repouso, mas quando subiu ao palco, entregou exatamente o que os fãs foram buscar: a trilha sonora de uma era que, por algumas horas, voltou a pulsar e segue viva no coração dos fãs.
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| Foto: Ayumi Kranzini |
Setlist:
Break These Chains
Guilty
No Fear
Rest in Pieces
Forever Young (Alphaville cover)
Weirdo
Immortal
First Day of My Life
Creatures of Chaos
Livin' in a World Without You
F-F-F-Falling
Banksy
In My Life
In the Shadows
Encore:
Sail Away (Acoustic)
Justify
Agradecimento à Opus Entretenimento pelo credenciamento e ao Carioca Club pela atenção.








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