Destaques

Translate

8 de abril de 2026

Album Reviews: Flea - 'Honora' (2026)


Foto: Divulgação 


Flea revisita suas origens em Honora e entrega o disco mais íntimo da carreira.


Por: Mayara Abreu 

Agradecimento: ForMusic


Durante mais de quatro décadas, o mundo conheceu Michael “Flea” Balzary como um furacão de palco. Baixo pendurado na altura do joelho, torso nu, energia que parece não caber no próprio corpo. No Red Hot Chili Peppers, ele transformou o instrumento em arma rítmica, fundindo funk, punk e psicodelia como poucos.

Mas antes do Flea que domina estádios, existia o garoto Mickey, e ele segurava um trompete.

É exatamente esse reencontro que move Honora, seu primeiro álbum solo. Não é um disco “surpresa”, nem um capricho tardio. É um retorno. Um acerto de contas com a própria história.

Criado em uma casa onde o jazz era quase religião, muito por influência do padrasto, o baixista Walter Urban Jr., Flea cresceu cercado por sessões improvisadas, bebop pulsando na sala e músicos que pareciam conversar em outra língua. O jazz foi seu primeiro idioma musical.

A escolha pelo baixo veio depois. Quase como rebeldia e fuga.

Mas o trompete nunca foi embora de verdade. Ficou guardado nos bastidores de turnês mundiais, nos quartos de hotel, nos intervalos entre discos. Em Honora, ele finalmente assume o protagonismo.

Foto: Gus Van Sant


Honora não soa como um “rockstar brincando de jazz”. Pelo contrário. É um trabalho cuidadoso, sofisticado e surpreendentemente contido. Flea toca com vulnerabilidade, o que é algo raro para quem sempre foi sinônimo de explosão.

Há ecos claros da cena contemporânea de Los Angeles, aquela que aproximou o jazz do groove, da psicodelia e da espiritualidade urbana. Em alguns momentos, dá para sentir a liberdade harmônica. Em outros, o balanço sinuoso que poderia conversar com Thundercat.


Mas o disco não se limita a essa estética.

A vivência de Flea atravessa tudo. O funk visceral dos Peppers. A experimentação eletrônica que explorou no Atoms for Peace, projeto liderado por Thom Yorke. A pulsação rítmica que sempre definiu sua assinatura musical. Tudo aparece, mas diluído, transformado e amadurecido.

O álbum leva o nome da bisavó de Flea, Honora. E essa escolha diz muito. O disco carrega um senso de linhagem, de memória, de pertencimento. Não é sobre provar nada. É sobre reconhecer de onde se veio.

Aos 60 e poucos anos, depois de uma carreira consolidada, Flea parece menos interessado em impacto e mais interessado em verdade, talvez esse seja o gesto mais punk de todos.

O que mais impressiona em Honora não é a técnica, embora ela esteja lá, mas sim, o silêncio, os espaços e a respiração entre as notas. Flea toca para sentir.

Para quem espera solos incendiários ou momentos grandiosos, o disco pode soar contido demais. Mas essa contenção é justamente sua força, como o  som de alguém que já viveu tudo e agora escolhe desacelerar. Honora não é um desvio na trajetória de Flea. É um círculo que se fecha, é o retrato mais honesto que ele já nos entregou.

Foto: Gus Van Sant


Selo: Nonesuch Records

Lançamento: 27/03/2026


Tracklist:

Golden Wingship

A Plea

Traffic Lights (feat. Thom Yorke)

Frailed

Morning Cry

Maggot Brain

Wichita Lineman (feat. Nick Cave)

Thinkin Bout You

Willow Weep for Me

Free As I Want to Be

Stanley Simmons, filhos de Paul Stanley e Gene Simmons do KISS, anuncia seus primeiros shows ao vivo

Foto: Divulgação


A banda Stanley Simmons, formada por Evan Stanley e Nick Simmons — filhos de Paul Stanley e Gene Simmons, do KISS — anunciou sua primeira série de apresentações ao vivo.

A turnê terá início em 4 de maio, no House of Blues Voodoo Room, em San Diego, e se encerrará em 13 de maio, em Ventura, Califórnia. Ao todo, estão previstas quatro datas no estado. 

O anúncio ocorre após o lançamento do single “Dancing While the World Is Ending”, que apresenta uma abordagem mais direta e acessível em comparação ao trabalho de estreia da dupla, “Body Down”, de viés mais psicodélico.

EVERGREY anuncia a saída do guitarrista de longa data Henrik Danhage: “Chegou a hora de um novo capítulo para ambas as partes”

Foto: Patric Ullaeus

O Evergrey anunciou nesta terça-feira (7) a saída do guitarrista Henrik Danhage, encerrando uma colaboração que, entre idas e vindas, somou 21 anos na história da banda sueca.

Segundo comunicado divulgado nas redes sociais, a decisão foi tomada em comum acordo. “Evergrey e Henrik decidiram seguir caminhos separados após 21 anos de colaboração intermitente. Chegou a hora de um novo capítulo para ambos”, informou o grupo, que desejou sucesso ao músico e indicou novidades futuras de ambas as partes.

7 de abril de 2026

MONSTERS OF ROCK 2026 — A crônica da batalha que fez tremer o Allianz Parque

Foto: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts


Monsters Of Rock – Allianz Parque - São Paulo/SP - 04 de abril de 2026


Por Leo Wacken (@leowacken)

Fotos: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts



Na noite de sábado (04), São Paulo não testemunhou apenas um festival. 

Testemunhou uma convocação. 

Como antigos tambores de guerra ecoando pelos vales, milhares de guerreiros vestidos de preto marcharam rumo ao Allianz Parque. O estádio do Palmeiras deixou de ser arena esportiva para tornar-se uma fortaleza sonora, onde aço, eletricidade e paixão se encontrariam em um confronto destinado à eternidade. 

Ali não havia espectadores. 

Havia um exército. 

Punhos erguidos, coletes repletos de brasões metálicos e vozes prontas para o grito coletivo que apenas o heavy metal é capaz de despertar. O Monsters of Rock retornava mais uma vez — não como evento, mas como ritual sagrado. 

Porque o Monsters of Rock não pertence ao calendário. 

Pertence à história. 

Coletiva de imprensa: Rock in Rio anuncia line-up completo do New Dance Order

Foto: Divulgação


Por: Guilherme Xavier

Agradecimento: Approach Comunicação / Rock in Rio


O Rock in Rio divulgou em coletiva na tarde dessa terça-feira o line-up completo do New Dance Order, palco de música eletrônica do festival. Com 29 nomes e grandes artistas da cena eletrônica nacional e internacional, o line-up abrange uma variedade de estilos dentro da música eletrônica, para todos os gostos.

Claudio Miranda, curador artístico do Palco New Dance Order, afirmou durante a coletiva junto a Luis Justo, CEO da Rock World, que esse é um dos melhores, se não o melhor line-up já montado pelo festival para o espaço, que estreou em 2019 no festival, quando ganhou um nome, conceito e cenografia especial dentro do Rock in Rio.