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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Huey lança novo single, Pei



O amadurecimento profissional e os meses ocupados com minuciosos processos de composição e gravação de todas as músicas que irão compor o segundo disco, Ma, são agora compartilhados pelo Huey com o lançamento do primeiro single, "Pei", uma instigante e complexa faixa que acentua o rock instrumental da banda paulista. "Pei" já disponível para streaming e download gratuito em https://hueyband.bandcamp.com.  

O single estreou com exclusividade na última segunda-feira (27), no programa Heavy Pero No Mucho, o principal especializado em música alternativa do país que é comandado por Thiago Deejay na 89 Rádio Rock. Em breve, o Huey disponibilizará o videoclipe de "Pei" e o álbum Ma, previsto para sair nos primeiros meses de 2018, será lançado pela conceituada Sinewave Label. 

"Pei" reforça a proposta do Huey em mesclar diferentes sonoridades, mas sempre explosivas e impactantes. Neste novo single, o instrumental é progressivo, tem groove e peso, contém passagens introspectivas e flerta até mesmo com batidas eletrônicas. Assim como todas as demais músicas de Ma, foi gravada no Family Mob, em São Paulo, por Steve Evetts e Hugo Silva, e masterizado por Alan Douches. 

O guitarrista Vina explica a relação deste primeiro single com o conceito do álbum. "Ma é a representação de que o silêncio é tão importante quanto o que a gente quer transmitir. Dentro disso, a música 'Pei' pode ser, antes de qualquer coisa, uma expressão para aquilo que a gente muitas vezes não encontra palavras para significar. Vai além do verbete ou classificação comum. É mais forte e representa bem o momento que a gente está vivendo".

Música com arranque. Tal qual um motor potente, o som do Huey, de São Paulo, parte do silêncio para o assombro, o agressivo e, por que não, o claustrofóbico. As várias facetas do barulho são rasgadas em asperezas, em curvas e em ruídos oferecidos sem censura, para que possamos generosamente vivenciar, passo a passo, um crescendo de peso que, sem aviso prévio, se desdobra em uma suavidade repentina, fraseada em uma guitarra. O alívio coroa, então, o sufoco. Mas não por muito tempo, já que estamos falando de uma sonoridade passional. 

É que no Huey, não há espaço para véus. As camadas de som são expostas, orgânicas, e econômicas nos efeitos. A combustão provocada pelas três guitarras de Vina, Dane e Minoru, com o baixo de Vellozo e a bateria de Rato, não ocorre em quatro paredes, mas sim, diante de nossos olhos. Ao vivo, sem maquiagem, com a vulnerabilidade convertida em força. 
  
Desde 2010, o Huey vem catalisando as paixões de seus integrantes em canções que nascem das experiências e sensações vividas em uma metrópole de intensidades cotidianas. Em termos de sonoridade, falamos de um metal instrumental construído sobre inspirações diárias e executado com catarse. Parece forjado em um calabouço, mas é o pleno exercício sonoro da liberdade. É alto, dramático e assertivo, sem meias palavras. Na verdade, à margem delas. 

Na ausência do que poderia ser dito, aguarde braçadas violentas na bateria e graves imponentes no baixo. Das três guitarras, jamais espere timidez ou contenção: elas virão distorcidas, aceleradas e declaradamente expressivas. É esse o extrato sonoro verificado no disco “Ace” (2014); no EP “¡Qué no me chingues wey!”(2010), e no single Por Detrás de Los Ojos (2012).

No Huey estão presentes influências seminais da música contemporânea, mas sem compromisso com a temporalidade.  O quinteto costura, consciente e inconscientemente, os arrepios na espinha provocados pelos anos de Black Sabbath, Metallica, Led Zeppelin, Pelican, Russian Circles, Queens of the Stone Age, Deftones, Sonic Youth, Faith no More e Sepultura, apenas para citar alguns. 

O tumulto aos ouvidos, portanto, está garantido. As palavras estão aqui, e vão embora após cumprirem sua pretensão descritiva. Elas deixam apenas uma pista: aumente o volume.


Agradecimento: Erick Tedesco - Tedesco Comunicação e Midia
Foto: Divulgação

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