Os cariocas da Gods & Punks definiram que as novas
composições, para o primeiro álbum “Into the Dunes of Doom”, terão mais
elementos da música progressiva do que as canções do EP “The Sounds of the
Earth” (2016). O registro tem previsão de ser lançado no segundo semestre deste
ano.
Como explica o vocalista Alexandre Canhetti, “Into the Dunes
of Doom” têm dinâmica diferente do stoner progressivo que marcou a estreia da
Gods & Punks. Mesmo que as principais influências continuam sendo Rush,
Black Sabbath e Led Zeppelin, estas novas músicas foram compostas com liberdade
para os experimentalismos e dinâmicas fora do padrão do rock tradicional.
“Estamos incorporando compassos e tempos compostos nas músicas. No EP, a gente
não se deixava viajar tanto quanto nessas músicas de agora, era um pouco mais
pé-no-chão”, comenta.
Os improvisos e rápidas mudanças da música progressiva são,
para Canhetti, elementos que explicam a nova fase da Gods & Punks. “Quando
você acha que entendeu a vibe da música, ela te manda pra outro caminho
completamente diferente. Também gosto muito quando as músicas estão
interligadas por um tema”, revela o vocalista.
Apostar na estrutura progressiva ampliou as possibilidades à
banda. “Fica menos presa às estruturas, limites de tempo etc. Sabemos que nossa
música não é para tocar em rádios, então faremos o que gostamos”, destaca
Canhetti. Segundo o vocalista, diferentes vertentes do progressivo se unem no
novo disco. “Cada um puxa para um lado: O Psy é mais modernoso, o Pedro é
tradicionalzão; pro Danilo, quanto mais viajado, melhor; o Arthur curte um
bagulho sujo e pesado; eu, particularmente, curto uma vibe bem vintage”.
Agradecimento: Erick Tedesco - Tedesco Comunicação e Midia
Foto: Divulgação
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