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30 de dezembro de 2022

The Ocean Collective - Carioca Club - São Paulo – SP

Foto: Roberio Lima


The Ocean Collective - Carioca Club - São Paulo – SP - 28 de dezembro de 2022


Por Roberio Lima

Fotos: Roberio Lima


Às vésperas de terminar 2022 - ano em que se concretizou a retomada dos shows e eventos no formato presencial - os alemães do The Ocean Collective, involuntariamente tiveram a incumbência de fechar a temporada no segmento de shows internacionais por esses lados. Em uma quarta feira de chuva e frio, mas que não foi o suficiente para desanimar um público relativamente numeroso que compareceu ao Carioca Club - havia uma enorme expectativa sobre o que seria apresentado pelos alemães naquele palco . Sem banda de abertura e com início previsto para as 21h, já podíamos ver os seguidores mais atentos, muito animados com o que se sucederia dali a alguns instantes. 

Felizmente a expectativa dos presentes naquele espaço, se materializou como se esperava, e a partir do momento em que a banda adentrou ao palco, a euforia aumentou consideravelmente. Ao abrirem as cortinas, Robin Staps – guitarrista, compositor e único integrante original da formação, empunhava uma taça de vinho, para brindar com a audiência o acontecimento que se tornaria tão especial - e não por menos - foi bastante aplaudido. Era nítida a ansiedade dos que aguardavam no gargarejo. Para muitos, provavelmente, aquele se tornaria o show da vida! E eis que após um desajeitado “Boi boche São Paulo”, o vocalista Loïc Rossetti,  inicia um processo que culminaria em um ‘transe coletivo’, tamanho o envolvimento do público com o que seria apresentado naquele espaço. 

A abertura do setlist veio com “Triassic” que se seguiu por “Silurian: Age Of Sea Scorpions”. A comunicação entre banda e público naquela altura já era tão intensa, que já ficava difícil distinguir público e banda, tamanha a sinergia dos envolvidos até ali. O setlist já se projetava beirando a perfeição, e o reflexo dessa afirmação se sustenta, quando Loïc Rossetti se joga no meio da plateia e canta durante um bom tempo sendo carregado pelo público, inclusive dividindo os vocais com os seguidores mais fervorosos, em um ato que se repetiu em outros momentos do show. 

O desfile de clássicos continuou sem que houvesse qualquer contestação, e os músicos voltaram ao ano de 2013 - mais precisamente ao álbum “Pelagial” - com “Bathyalpelagic I: Impasses” e “Bathyalpelagic II: The Wish in Dreams”, em uma execução de tirar o fôlego! Ao contrário de muitas bandas de Prog Metal, que carregam uma postura didática e fria em suas apresentações, o The Ocean Collective, fez exatamente o oposto, com seu som complexo e intrincado, compartilhava a todo momento com sua audiência a possibilidade de participar daquelas criações. Outro momento em particular me sensibilizou (e certamente a todos que ali estavam!), foi o momento em que os músicos da banda tiraram da plateia um cadeirante, para que acompanhasse a apresentação de cima do palco. Vale ressaltar que nesses tempos, em que o significado da palavra ‘empatia’, não ecoa muito bem na cabeça de muitas pessoa, o gesto só veio a coroar a postura dos envolvidos. Importante registrar que os alemães permanecem em plena divulgação do excelente “Phanerozoic II: Mesozoic / Cenozoic”, lançado em setembro de 2020, e que figurou no set list com a já mencionada “Triassic”, além de “Oligocene”. No primeiro Bis, foram  “Holocene” e “Jurassic | Cretaceous” que fazem parte do referido trabalho, e que deram as cartas de forma brilhante! 

O ‘gran finale’  veio com “Firmament”, mas diante da empolgação do público, ainda caberia mais músicas no set list, e posso afirmar com segurança que ninguém ali reclamaria. Esse foi o único show agendado para o Brasil, e além de Robin Staps e Loïc Rossetti,  a formação que esteve no país, se completou com David Ramis Åhfeldt (guitarra),  Peter Voigtmann (teclado), Mattias Hägerstrand (baixo) e Paul Seidel (bateria). 

Acredito que diante de meu relato raríssimo leitor,  terás um boa ideia do que foi esse evento, mas se ainda houver alguma dúvida sobre os fatos apresentados, busque ouvir os discos da banda ou assista aos  vídeos e shows disponíveis nas mais variadas plataformas disponíveis. Muito provavelmente entenderá  melhor o que senti naquela noite inesquecível! 

Foto: Roberio Lima


Setlist:

1. Triassic;

2. Silurian: Age of Sea Scorpions;

3. Bathyalpelagic I: Impasses;

4. Bathyalpelagic II: The Wish in Dreams;

5. Pliocene;

6. Oligocene;

7. Permian: The Great Dying;

8. Pleistocene;


Bis:

1. Cryogenian;

2. Holocene;

3. Jurassic | Cretaceous;


Segundo Bis: 

1. Shamayim;

2. Firmament.


Um agradecimento especial para Dark Dimensions e JZ Press pelo credenciamento e Carioca Club por toda atenção e suporte.

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