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| Foto: João Zitti |
Corrosion Of Conformity – Burning House - São Paulo/SP - 17 de janeiro de 2026
Por Roberio Lima
Fotos: João Zitti (@joaozitti.work)
Após uma espera de quase oito anos o Corrosion Of Conformity, finalmente voltou ao Brasil para uma única apresentação em São Paulo. O anúncio por si só, já causou o alvoroço necessário a ponto dos ingressos se esgotarem antecipadamente. Dessa forma, coube aos que conseguiram garantir o acesso ao evento, segurar a ansiedade e se preparar emocionalmente para o que seria apresentado no palco da Burning House – casa de shows localizada próximo a estação de trem Água Branca, situada na região oeste da cidade.
Um sábado de calor, mas que no final da tarde, ‘agraciou’ a região com pancadas de chuva e muitos alagamentos. Nesse ínterim, os que chegavam no entorno da Burning House, aproveitavam para tomar umas “brejas” e interagir com os amigos – tradição “milenar” entre aqueles que costumam frequentar esse tipo de evento. O show estava programado para ter início as 20h, e não contaria com bandas de abertura para aquecer o público. Dessa forma, aqueles que chegaram cedo, tiveram como principal objetivo, garantir um lugar bem próximo do palco para conferir a apresentação do C.O.C.
Pontualmente no horário previsto - e já com a casa absolutamente lotada, a produção do show, ajustava os últimos detalhes para que os músicos assumissem suas posições no palco. A euforia que tomava conta da audiência, foi se intensificando e o calor também já era uma realidade entre os que se espremiam no interior da B.H. O primeiro a subir ao palco foi Bob Landgraf (baixo), o músico substitui o lendário Mike Dean (integrante original que deixou a banda em meados de 2024 para seguir com seus projetos pessoais). Os primeiros acordes de “Bottom Feeder (El que come abaixo)” do clássico álbum “Wiseblood” lançado em 1996, foi a deixa para que Pepper Keenan (vocal, guitarra), Stanton Moore (bateria) e Woody Weatherman (guitarra), tomassem suas posições. Ovacionados pelo público, retribuíram a receptividade com clássicos da excelente discografia da banda. O setlist estava caprichado, e os impressos com a prévia do set - que normalmente são colados no piso do palco, serviram posteriormente de souvenir para aqueles fãs mais fervorosos.
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
“Deliverance” (1994), álbum considerado por muitos como o grande clássico do C.O.C. foi representado no início com a dobradinha “Seven Days” e “Broken Man”; - duas faixas viscerais do referido disco, que por alguns minutos, me deu a sensação de que meu cérebro escorreria pelos ouvidos. Exageros a parte, a apresentação estava apenas começando, mas ainda assim, a sensação de que estávamos diante de um dos melhores shows de 2026, já era uma realidade para esse que vos escreve.
As canções dos já mencionados álbuns “Deliverance “ e “Wiseblood” monopolizaram o repertório da noite, mas os álbuns “América’ s Volume Dealer” (2000) e “Blind” (1991) também foram lembrados com “Who’s Hot The Fire” e “Vote With a Bullet”. E foi justamente com o término de “Vote With...” que os músicos fizeram a pausa para tomar uma água e respirar um ar mais fresco no camarim, pois estavam encharcados de suor. Não demorou muito para que retornassem ao palco, e Pepper já se adiantou em anunciar um clássico da fase punk do C.O.C. ao qual só restou Woody Weatherman – único membro da formação original. O álbum em questão é “Animosity” (1985) e a música escolhida é “Mad World”, onde Pepper e Woody dividem os vocais na faixa com menos de dois minutos de duração, mas com enorme poder de destruição!
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
O show já estava se encaminhando para o fim, e os dois números finais foram condizentes com o que se esperava para um encerramento grandioso. “Albatross” e “Clean My Wounds” se deram como uma espécie de golpe de misericórdia, pois público e banda já estavam “derretendo”, devido ao enorme calor no interior da casa. Depois da performance avassaladora do quarteto estadunidense, a sensação era a melhor possível entre aqueles que tiveram o privilégio de testemunhar mais um capítulo importante da história da música pesada. E aos que ainda tem dúvidas sobre essa afirmação; podem acreditar, isso não é pouca coisa!
Setlist:
Bottom Feeder (El que come abaixo)
Paranoid Opioid
Seven Days
Broken Man
Wiseblood
Born Again For The Last Time
Stonebreaker
Who’s Hot The Fire
My Grain
Shake Like You
King Of The Rotten
Vote With a Bullet
Encore:
Mad World
Albatross
Clean My Wounds
Agradecimento à Dark Dimensions e JZ Press pelo credenciamento e atenção.

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