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| Foto: Giovanna Marques |
Adrian Vandenberg – My Whitesnake Years
20 de janeiro de 2026 – On The Rocks, Helsinque, Finlândia
Por Giovanna Marques
Fotos: Giovanna Marques
No primeiro mês de 2026, a nossa casa de shows de rock e metal queridinha de Helsinque, o On The Rocks, recebeu o lendário guitarrista holandês Adrian Vandenberg para uma noite de nostalgia e celebração como parte de sua turnê europeia “My Whitesnake Years”. E é claro que o Big não poderia ficar fora dessa!
O consagrado bar On The Rocks, também muito conhecido como point de músicos e fãs de metal, estava tomado por expectativa, reunindo admiradores de hard rock clássico e seguidores de longa data para uma noite anunciada como uma viagem especial pela carreira do guitarrista. Fãs carregando vinis, CDs e outros itens para serem autografados aguardavam em uma longa fila a abertura do andar de baixo da casa.
Já no piso inferior, onde acontecem os shows, os fãs se espalhavam pela área enquanto adquiriam itens nas mesas de merch e tomavam suas cervejas, relaxando e aguardando o começo da apresentação.
Conhecido mundialmente por seu trabalho na guitarra e como compositor no Whitesnake — incluindo sua contribuição no álbum Slip of the Tongue e seu solo marcante em “Here I Go Again” — Vandenberg trouxe a Helsinque uma das datas mais aguardadas da turnê em clubes europeus.
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| Foto: Giovanna Marques |
Com uma banda afiadíssima e experiente, formada por Mats Levén (Yngwie Malmsteen, Candlemass) nos vocais, Sem Christoffel no baixo, Joey Marin De Boer (Charlotte Wessels) na bateria e Len Van De Laak nos teclados, o show equilibrou clássicos do Whitesnake com baladas e músicas da carreira solo de Vandenberg.
Com um pequeno atraso, o setlist começou com clássicos do Whitesnake como “Bad Boys / Children of the Night” e “Slide It In”, deixando claro desde o início o foco da noite: o hard rock guiado por riffs marcantes que definiu o final dos anos 80 e o início dos 90. Vieram em seguida hinos como “Fool for Your Loving” e “Love Ain’t No Stranger”, além dos inevitáveis momentos de coro coletivo em “Is This Love?” e “Here I Go Again”, quando era possível ouvir a casa inteira cantando.
No meio do set, houve espaço para escolhas mais pessoais, como “Your Love Is in Vain”, do próprio catálogo de Vandenberg, além de um solo de bateria e uma seção instrumental mais atmosférica com “Adagio for Strato”.
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| Foto: Giovanna Marques |
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| Foto: Giovanna Marques |
O público finlandês demonstrou grande animação e cantou em quase todas as músicas. Era possível ver diferentes gerações presentes e famílias inteiras curtindo o som. Ao meu lado, um pai por volta dos 60 anos e sua filha cantavam e vibravam juntos a cada canção, o que me lembrou das minhas melhores memórias com meu pai, quando curtíamos juntos o som alto do bom e velho rock and roll.
Quando “Crying in the Rain” e “Judgement Day” foram tocadas, era possível ver a empolgação de todos os presentes, mas o melhor, na minha opinião, ainda estava por vir: o encore. O bis trouxe uma linda e introspectiva versão acústica de “Sailing Ships”, que demonstrou a versatilidade dos vocais de Levén, seguida de “Burning Heart”, sucesso da fase inicial da banda Vandenberg, e a maior surpresa da noite: uma emocionante homenagem a John Sykes com “Still of the Night”.
Antes da última canção da noite, Vandenberg lembrou que fazia exatamente um ano desde que recebemos a triste notícia do falecimento de Sykes e que, portanto, a próxima música seria dedicada ao guitar hero, colega de banda e de instrumento. Foi simplesmente lindo de ver, ouvir e cantar a plenos pulmões aquele classico do Hard Rock.
Ficou claro que o show não foi apenas uma coletânea de grandes sucessos. A banda interpretou o repertório com precisão e emoção genuína. Os vocais de Levén, com timbre que remete à intensidade de David Coverdale, foram uma incrível surpresa. Não somente a potência, mas também a versatilidade de Levén, combinada com a virtuosidade de Vandenberg, criou uma musicalidade impressionante de se ver ao vivo. Algo notável, que também tornou a apresentação ainda mais especial, foi a incrível sonoridade e o excelente trabalho dos profisisonais da mesa de som: era possível ouvir cada instrumento com clareza, e o som da guitarra estava o mais limpo que já testemunhei no On The Rocks.
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| Foto: Giovanna Marques |
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| Foto: Giovanna Marques |
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| Foto: Giovanna Marques |
Sem duvidas, o que tornou a apresentação em Helsinque memorável foi a forma como conectou as diferentes fases da carreira de Vandenberg em uma celebração autêntica. Não foi apenas nostalgia, mas um testemunho vivo de por que essas canções continuam ressoando quase quatro décadas depois.
Para fãs de hard rock clássico e virtuosismo de guitarra dos anos 80 e 90, o show “My Whitesnake Years”, em Helsinque, foi mais do que uma viagem ao passado: foi uma celebração intensa e apaixonada de uma carreira lendária. Vandenberg e sua banda fizeram bonito: entregaram simpatia, precisão, paixão e nostalgia, tudo ao mesmo tempo em que reafirmaram o poder atemporal das músicas apresentadas.
Setlist:
Bad Boys / Children of the Night
Slide It In
Your Love Is in Vain
Fool for Your Loving
Love Ain't No Stranger
Is This Love
Give Me All Your Love
Drum Solo
Judgement Day
Adagio for Strato
Crying in the Rain
Here I Go Again
Encore:
Sailing Ships
Burning Heart
Still of the Night
Um agradecimento especial à equipe do On The Rocks pelo credenciamento e pelo, como sempre, incrível evento.







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