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| Foto: João Zitti |
Bangers Open Air - Memorial da América Latina - São Paulo/SP - 25 de abril de 2026
Por: Juliana Carpinelli (@julipa25) / Léo Wacken (@leowacken)
Foto: João Zitti (@joaozitti.work)
Nos dias 25 e 26 de abril, o Memorial da América Latina, em São Paulo, deixou de ser um espaço urbano. Ali, ergueu-se um campo de guerra.
O sol queimava como um dragão cuspindo fogo sobre os vivos. O chão tremia sob o peso de milhares de guerreiros vestidos de negro. E o ar… o ar era preenchido por aço — riffs cortantes, baterias como tambores de guerra, vozes que ecoavam como gritos antes do massacre.
Não era um festival.
Era uma conquista.
Domingo — O Dia dos Tronos
O segundo dia nasceu diferente. Não menos intenso — mas mais grandioso.
O Visions of Atlantis trouxe ventos de aventura.
Com “Clocks” e “Hellfire”, transformaram o campo em um navio pirata à deriva, com o público cantando como uma tripulação embriagada por batalha e liberdade.
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O Primal Fear entrou como aço puro.
“Chainbreaker”, “The End Is Near” e “Metal Is Forever” foram ataques diretos, rápidos e eficientes. Ralf Scheepers cantava como um guerreiro que nunca envelhece, enquanto Thalia Bellazecca brilhava como uma lâmina recém-forjada.
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O Nevermore trouxe a sombra da guerra.
Com “Narcosynthesis” e “Enemies of Reality”, o clima ficou pesado, denso, quase sufocante. Era memória. Era respeito. Era um exército honrando seus mortos.
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O Winger foi uma das atrações que marcaram o Bangers Open Air 2026 com uma apresentação repleta de técnica, carisma e grandes sucessos. Liderada pelo vocalista e baixista Kip Winger, a banda mostrou por que segue sendo uma referência do hard rock melódico.
O repertório passeou por diferentes fases da carreira do grupo, trazendo canções que ajudaram a consolidar o Winger no cenário internacional. Com uma performance segura e envolvente, os músicos conquistaram o público presente e reforçaram a força de seu legado, mesmo décadas após o auge comercial da banda.
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Roy Khan então fez o impossível: silenciou a guerra.
Com “Forever” e “The Haunting”, sua voz trouxe emoção pura. Não havia gritos. Não havia colisões.
Apenas contemplação.
A dupla Adrian Smith e Richie Kotzen levou ao Bangers Open Air 2026 toda a química que tornou o projeto Smith/Kotzen um dos mais interessantes do rock contemporâneo.
Misturando hard rock, blues e rock clássico, os músicos apresentaram canções de seus álbuns em parceria, destacando não apenas a qualidade das composições, mas também o impressionante entrosamento no palco. Os vocais divididos entre os dois artistas e os solos de guitarra receberam grande destaque ao longo da apresentação.
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O Trovão reacendeu a chama com metal cru e direto — como nos velhos tempos, quando tudo era mais simples… e mais verdadeiro.
O Within Temptation ergueu um reino.
Com “Stand My Ground” e “Mother Earth”, Sharon den Adel reinou como uma entidade quase divina. O público respondeu como súditos leais — cantando, chorando, vivendo cada momento.
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| Foto: João Zitti |
Mas tudo isso… ainda não era o fim.
Angra — A Coroação do Império
Então veio o Angra.
E o que aconteceu ali… não foi um show. Foi história sendo escrita em sangue e aço.
Celebrando décadas de reinado, a banda transformou o palco em um trono onde passado, presente e legado se encontraram. O início já veio carregado de poder com “Nothing to Say” e “Angels Cry”, ecoando como hinos de uma era que nunca morreu.
Cada nota carregava memória. Cada acorde era reverência.
Quando Fabio Lione assumiu, a grandiosidade tomou forma com “Lisbon” e “Vida Seca”, mostrando que o presente também é digno do trono.
Mas então… o impossível aconteceu.
Edu Falaschi, Kiko Loureiro e Aquiles Priester subiram ao palco. E naquele momento, o tempo deixou de existir.
“Nova Era” explodiu como um grito de guerra coletivo.
“Rebirth” foi mais que música — foi renascimento real diante de milhares de testemunhas. O público não cantava — ele rugia. Era uma nação inteira vibrando.
Então veio o momento mais pesado de todos: a homenagem a André Matos. O silêncio caiu como uma lâmina. E quando sua voz ecoou nos telões, misturada ao presente, não havia mais guerra…havia emoção. Lágrimas. Respeito. Eternidade.
E então… o fim. Ou melhor — a coroação definitiva.
Todos os músicos no palco. Todas as eras reunidas. E “Carry On” começou. Não era mais uma música. Era um juramento. Vozes se uniram. Gerações se encontraram. E naquele instante, o Brasil não era apenas plateia — era o coração pulsante do metal mundial.
Epílogo
O Bangers Open Air 2026 não foi apenas um festival. Foi uma guerra vencida. Um império reafirmado. Uma história eternizada.
E quando o último acorde morreu no ar…restaram apenas os sobreviventes, marcados, exaustos — mas com a certeza de que presenciaram algo que não se repete.
Porque por dois dias…o metal não apenas viveu.
Ele reinou como um rei absoluto.
Agradecimento à Agencia TAGA e Bangers Open Air pelo credenciamento e atenção




















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