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| Foto: Paula Cavalcante |
C6 Fest - Parque do Ibirapuera - São Paulo/SP - 24 de maio de 2026
Por: Mayara Abreu (@mayabreuq)
Fotos: Paula Cavalcante (@eyeofodin.photo)
Nem todo dia o público presencia duas instituições do rock brasileiro dividindo o mesmo palco. Quando Os Paralamas do Sucesso e Nação Zumbi se encontraram no C6 Fest 2026 no domingo (24), a sensação era de assistir um cruzamento raro entre diferentes gerações e sonoridades que ajudaram a moldar a música brasileira nas últimas décadas.
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| Fotos: Paula Cavalcante |
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| Fotos: Paula Cavalcante |
O começo do show ficou nas mãos dos Paralamas, que entraram empilhando clássicos sem muito esforço. “Vital e Sua Moto”, “Ska” e “Loirinha Bombril” apareceram cedo e funcionaram daquele jeito já conhecido: músicas que parecem fazer parte da memória coletiva do público brasileiro.
“Selvagem” ganhou um peso completamente diferente ao vivo, costurada por referências a “Polícia”, dos Titãs, enquanto a percussão transformava a Arena Heineken em algo muito mais caótico e intenso do que um simples show nostálgico. Quando “A Praieira” apareceu, o encontro finalmente encontrou seu ponto máximo.
Era impossível ignorar o tamanho daquele momento no palco. Ainda assim, parte da plateia parecia funcionar em outra frequência. Muita gente circulava pelo festival ou aguardava os próximos shows, e a resposta morna em alguns momentos acabou criando um contraste estranho diante da grandiosidade do encontro. Herbert Vianna percebeu isso rapidamente e chegou a brincar algumas vezes perguntando se o público estava cansado.
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| Fotos: Paula Cavalcante |
| Foto: Paula Cavalcante |
Na reta final, a volta da Nação Zumbi trouxe novamente o peso que faltava em parte da apresentação. “Manguetown” encerrou tudo de forma gigantesca, com guitarras densas, percussão atravessando a arena inteira e aquela sensação de que o show finalmente encontrou a intensidade que merecia desde o começo.
| Foto: Paula Cavalcante |
No fim, ficou a impressão de que quem realmente parou para assistir viu um dos encontros mais especiais do festival, não só pelo peso histórico das bandas, mas porque raramente dois universos tão importantes do rock brasileiro conseguem dividir o palco de forma tão natural.
Agradecimento à Canivello Comunicação e C6 Fest pelo credenciamento e atenção.




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