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2 de outubro de 2026

“Linkin Park: Unshatter” celebra o passado e o futuro de um dos principais nomes do rock mundial com emoção e potência

Foto: Divulgação 


Por: João Zitti (@joaozitti.work)

Agradecimento: Sinny Comunicação / Sato Company 


A grande maioria dos fãs de Linkin Park se lembra do momento em que a banda anunciou seu retorno em meados de 2024 - afinal, a perda de Chester em 2017 foi um choque tremendo no mundo da música, sendo ainda um momento de muito peso especialmente quando o assunto é saúde mental. Inicialmente, o retorno parecia incerto, e o que mais pairava eram dúvidas de como seria essa nova era da banda, ressalvas essas que foram respondidas com maestria pelo disco “From Zero”, que alavancou uma série de shows esgotados ao redor do mundo e restabeleceu a banda como um dos principais nomes do rock atual. O recomeço, porém, não foi fácil, e para contar essa história o grupo resolveu lançar o documentário “Linkin Park: Unshatter”, que também foi acompanhado por um álbum ao vivo gravado em São Paulo e que está atualmente disponível nas plataformas digitais. A convite da Sato Company, a Big Rock pôde conferir o longa em uma sessão exclusiva no Cine Marquise dia 23 de setembro, e te contamos um pouco do que você pode esperar! 

A obra acompanha o processo de renascimento do grupo, capitaneado por Mike Shinoda, Joe Hahn e Dave Farrell, e a chegada dos novos integrantes à banda (no caso, Emily Armstrong e Colin Brittain). Com filmagens de bastidores, o filme mostra como encontros musicais entre os três foram se tornando, aos poucos, um novo projeto musical, até que finalmente o trio entendeu que aquilo era um novo capítulo do Linkin Park. Para contar a história, o filme utiliza bastante dessas imagens, mas principalmente de depoimentos dos integrantes da banda, em sua maioria captados à parte e no formato de Talking Heads (ou seja: pessoa sentada dando uma entrevista para alguém fora da câmera, alternando eventualmente para outros enquadramentos desse indivíduo). 

Os registros de BTS (Behind The Scenes), de um modo geral, funcionam muito bem, ajudando a criar um clima de proximidade entre a banda e o público e trazendo, inclusive, alguns momentos cômicos, como quando o baterista Colin Brittain escuta pela primeira vez Emily Armstrong cantando no estúdio. Outro momento muito marcante, também, é quando o grupo convida um colega de profissão bastante famoso (que não iremos revelar quem é para não estragar a surpresa) para conferir as novas músicas pela primeira vez, trazendo realmente um ar de autenticidade à obra. 


O filme, porém, peca ao se apoiar tanto nesses trechos de bastidores para retratar momentos-chave do novo capítulo da banda, passando inclusive a impressão de que algumas partes específicas foram previamente elaboradas para serem filmadas com essa estética de documentário. Um deles, por exemplo, é quando os três músicos decidem que aquilo que estavam trabalhando seria o novo disco do Linkin Park. É difícil acreditar que justamente aquele momento tão crucial tenha sido captado de maneira tão casual e com um timing tão certeiro, até porque essas sessões eram quase que ‘brainstorms’ musicais, o que levanta dúvidas sobre por que haveria uma equipe inteira dedicada a registrar os bastidores de um projeto que, naquele momento, ainda nem sabia se se tornaria um novo disco da banda. Ainda assim, isso é uma percepção que se tem ao ver a obra, não havendo, até o momento, confirmações oficiais sobre isso. 

Foto: Divulgação 


O grande brilho do longa, porém, está no que a banda sabe fazer de melhor: música. Os trechos de filme-concerto da obra, majoritariamente gravados durante os dois shows de retorno da banda ao Brasil em novembro de 2024, evidenciam de maneira clara o que é o Linkin Park hoje em dia: uma banda que respeita seu passado e que tem muito repertório para os seus futuros trabalhos. Tecnicamente falando, as edições de imagem e som ajudam a mostrar para o público toda a grandiosidade e potência do grupo, especialmente com a utilização de efeitos sonoros que trazem um ar fantasioso e cinematográfico para as apresentações. Um trecho simples - mas muito impactante - é quando a edição faz um match-cut entre o momento em que Emily sobe ao palco pela primeira vez com o grupo (no memorável evento de anúncio do retorno da banda) e quando ela está apresentando a mesma música no show de São Paulo, deixando claro que, quando o assunto é vocalista, o Linkin Park está em boas mãos. Como alguém que esteve presente em uma das apresentações mostradas, a sensação que fica é de que eu estava novamente na plateia presenciando tudo aquilo pela primeira vez, sentimento esse que foi muito amplificado pela experiência de estar vendo a obra nos cinemas. 

Atualmente nos cinemas, “Linkin Park: Unshatter” é um documentário emotivo e potente que celebra o passado e o futuro de um dos principais nomes do rock mundial, homenageando seus fãs com uma experiência que, definitivamente, merece ser vista na maior tela possível. 

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