Destaques

Translate

6 de outubro de 2026

Noite Sinfônica: Anette Olzon celebra sua era no Nightwish entre clássicos e arranjos grandiosos

 

Foto: Clovis Roman 

Anette Olzon - Teatro APCD - São Paulo/SP - 26 de setembro de 2026


Por: Sara Ferrer

Fotos gentilmente cedidas por Clovis Roman (@clovis_roman)


Foi neste último sábado, 26, no Teatro APCD, em São Paulo, capital, que a cantora sueca Anette Olzon, conhecida por sua passagem pela banda de metal sinfônico Nightwish, entregou um show espetacular.

Com acompanhamento da Orquestra Filarmônica de Indaiatuba e abertura da banda curitibana Magistry, o que presenciamos foi um show marcado por resgates históricos, presença de palco e grande interação com a plateia.

A abertura da noite ficou por conta da Magistry, revelação do metal sinfônico fundada em Curitiba em 2023, formada por Lya Seffrin (vocal), Leonardo Arentz (vocal e guitarra), João Borth (guitarra), Thiago Parpinelli (teclado), Leonardo Rivabem (baixo) Johan Wodzynski (bateria). Em um set de 45 minutos, a banda apresentou seu autodenominado “alquimetal”, que representa uma fusão de arranjos eruditos, elementos folclóricos, contrastando com vocal lírico de Lya Seffrin e guturais de Leonardo Arentz.

O set já começou com a inédita "Full Moon”, e o que vimos na sequência foram composições como "Surrender to the Moon", "Frozen Heart Fades" (do disco Venus Mellifera, 2025), com uma performance impecável. Em uma postura de aproximação com a plateia, o grupo dedicou a faixa "Divine" ao público LGBTQIA+ e reforçou sua presença na noite: além da performance própria, quatro de seus integrantes apoiaram o evento integrando o coro da atração principal.

Foto: Clovis Roman

Foto: Clovis Roman


Chegada a hora da nossa estrela, a introdução orquestral da instrumental "Taikatalvi" preparou o terreno para a entrada de Anette Olzon, que assumiu o palco acompanhada pela Orquestra Filarmônica de Indaiatuba, coro e uma competente banda brasileira de apoio, formada por Sanzio Rocha nas guitarras, Vithor Moraes nos teclados, Kiko Lopes na bateria, e com destaque para a atuação do baixista e vocais, Felipe Duarte.

Após a introdução de início da apresentação, a impactante, "Storytime" abriu os trabalhos e conduziu o público a uma viagem pela fase de Anette Olzon durante o período em que esteve na banda, de 2007 a 2012, ao qual gravou dois álbuns consagrados, o “Dark Passion Play” (2007) e “Imaginaerum” (2011), emendando sequências de peso e melodia, com "7 Days to the Wolves", "Ghost River" e a dramática "Song of Myself", mostrando a perfeita adaptação das partituras do metal sinfônico para a execução dos músicos ao vivo.

A dinâmica entre a formalidade do teatro e a energia do público teve seu divisor de águas na execução de "Amaranth". Ao notar a postura comportada dos fãs nas poltronas, Anette esbanjou simpatia ao brincar que sabia estar em um teatro, mas encorajou a plateia a se levantar para dançar e cantar. A resposta foi imediata e o espaço transformou-se em uma celebração coletiva.

Foto: Clovis Roman 


O repertório seguiu, combinando momentos teatrais como "Scaretale" e "Rest Calm" a passagens mais intimistas e acústicas, representadas por "Turn Loose the Mermaids", faixa esta que nunca foi tocada ao vivo pelo Nightwish enquanto Anette integrava a banda; mas passou a ser interpretada por ela em suas apresentações e turnês solo, e a clássica "The Islander", além do resgate de sua trajetória com a autoral "Like a Show Inside My Head".

O bis reservou os momentos de maior carga emocional da noite. Aberto pela monumental "The Poet and the Pendulum", o trecho final trouxe a tão aguardada "Meadows of Heaven", com direito a uma brincadeira da artista, alegando ser o momento “pastora” – apelido esse que os fãs colocaram de forma carinhosa pelo fato da música lembrar um ‘louvor’ e a cantora abraçou a brincadeira.

A sintonia entre a artista e o público refletiu-se em gestos de carinho, como a entrega de um "RG brasileiro" simbólico por parte da equipe, e super aprovado pelos fãs, celebrando sua conexão com o país. O encerramento com a grandiosa "Last Ride of the Day" e o peso contemporâneo de "Rapture" — faixa-título de seu mais recente álbum solo, e uma surpresa a todos — selou uma noite de total sincronia entre orquestra, coro, banda e uma plateia entusiasmada.

Foto: Clovis Roman 


Setlist:

Taikatalvi (Nightwish song) (Orchestral)

Storytime (Nightwish song)

7 Days to the Wolves (Nightwish song)

Ghost River (Nightwish song)

Song of Myself (Nightwish song)

Amaranth (Nightwish song)

Rest Calm (Nightwish song)

Scaretale(Nightwish song)

Like a Show Inside My Head

Turn Loose the Mermaids (Nightwish song)

The Islander (Nightwish song)


Encore:

The Poet and the Pendulum (Nightwish song)

Meadows of Heaven (Nightwish song)

Last Ride of the Day (Nightwish song)

Rapture


Agradecimento à Acesso Music pelo credenciamento e atenção. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário