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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

São Paulo Trip: Guns N’ Roses encerra festival com chave de ouro

No último dia da São Paulo Trip o circo dos horrores foi montado no palco do Allianz Parque. Com uma pontualidade britânica, Alice Cooper entrou no palco às 18:30hs , para um público pequeno, se comparado ao tamanho da história e influência dessa lenda.


Mesmo sendo uma das grandes influências de Axl Rose e do Guns, o público não pareceu disposto a chegar cedo para ver o espetáculo de horror criado por Alice. Perderam um dos melhores shows do festival.
Em pouco mais de uma hora foram destilados sucessos dos 50 anos de carreira Alice, como “Poison” e “I’m Eighteen”, que levantaram o público.


O show foi marcado por espetáculos de pirotecnia, sangue, bailarinas e enfermeiras, além das encenações de transformação de Alice em monstro e a decapitação dele, após cometer assassinato em sua boneca e ser preso por policiais. Realmente o teatro criado no palco é algo impressionante, dado o pouco tempo para troca de roupas e cenários e a riqueza de detalhes.


A banda de Alice é de se tirar o chapéu. Músicos fantásticos, que tomam conta de todos os cantos do palco. Principalmente a guitarrista Nina Strauss, que roubou a cena com seus solos e performance, digna dos melhores guitarristas dos anos 80.
Com uma música mais pesada que a outra, Alice encerrou seu espetáculo com o clássico “School’s Out”, que contou com uma participação especial de Andreas Kisser, do Sepultura, levando o público à loucura.
Com certeza o veterano vocalista mostrou que está em forma e fez uma apresentação sensacional, digna do fechamento de um festival deste porte.





O show mais esperado da São Paulo Trip estava chegando. Um público ansioso lotou o estádio para aguardar a apresentação, prevista para começar às 20:30hs. Era a banda mais perigosa do mundo voltando a São Paulo, o Guns n’ Roses.


Após apresentação polêmica no Rock In Rio, onde o vocalista Axl Rose foi bastante criticado pelas falhas em sua voz, os fãs aguardavam para ver a performance e acreditavam que Axl cantaria melhor. Foi exatamente o que aconteceu. Talvez tenha sido até melhor que o esperado.
Com apenas 20 minutos de atraso (pouquíssimo se lembrarmos dos atrasos que tinham), O Guns entrou no palco com “It’s So Easy”, levando o público ao delírio. Ali começava uma apresentação histórica.
Em seguida mandaram “Mr. Brownstone”, “Chinese Democracy”, e “Welcome To The Jungle”, para um público que estava de boca aberta, pois parecia não acreditar no que estava acontecendo. Era completamente mágico.


Axl Rose mostrou que estava pronto para calar os críticos e cantou de forma firme, muitas vezes demonstrando uma raiva típica dos melhores tempos em sua voz. Um ou outro deslize nas notas, mas nada que prejudicasse a apresentação.
Slash quicava, girava e corria por todo o palco, chegando próximo da plateia e destilando seus solos pelo ar. Duff está simplesmente em sua melhor forma e desfilava pelo palco. Richard Fortus mostrou que é um grande guitarrista e em alguns momentos dividiu solos com Slash. Além do baterista Frank Ferrer, a banda ainda contou com Dizzy Reed, que comanda os teclados desde os anos 90, e Melissa Reese, que também comanda teclados e sintetizadores. A banda foi impecável, mostrando que está muito entrosada e cada vez com mais força.
Como era esperado, o show durou mais de três horas e passou por todas as épocas e discos dos americanos.


Além de suas canções, o Guns incluiu alguns covers no repertório, como “The Seeker” (The Who) e “Black Hole Sun”, em uma homenagem ao vocalista Chris Cornell, que morreu tragicamente há alguns meses.
A sintonia entre o público e a banda era algo completamente insano. A interação de Axl Rose com suas danças e acenos fazia com que a plateia se sentisse íntima do frontman. Slash fazia seus solos e olhava para todos, indo de uma ponta a outra do palco. Duff caminhava e ria para os fãs, mostrando-se uma figura extremante simpática e carismática. 
Diversas músicas foram cantadas do começo ao fim, acompanhando Axl em uma só voz: “November Rain”, “Patience”, “Dont Cry” e “Sweet Child of Mine” são os maiores exemplos.
O show foi encerrado com “Paradise City”, uma canção incrível e perfeita para concluir não apenas o show, mas o festival São Paulo Trip em grande estilo.
Com certeza o Guns fez uma apresentação memorável, que emocionou e deixou seus fãs mais que satisfeitos. 


  

Setlist - Alice Cooper

1- Brutal Planet
2- No More Mr. Nice Guy
3- Under My Wheels
4- Billion Dollar Babies
5- Paranoiac Personality
6- Woman of Mass Distraction
7- Guitar Solo (Nita Strauss)
8- Poison
9- Halo of Flies
10- Drum Solo (Glen Sobel)
11- Feed My Frankenstein
12- Cold Ethyl
13- Only Women Bleed
14- I Love the Dead
15- I’m Eighteen

Encore:
16- School’s Out (Another Brick in the Wall Part 2)



Setlist - Guns N' Roses

1- It’s So Easy
2- Mr. Brownstone
3- Chinese Democracy
4- Welcome To The Jungle
5- Double Talkin’ Jive
6- Better
7- Estranged
8- Live and Let Die 
9- Rocket Queen
10- You Could Be Mine
11- New Rose (Damned cover)
12- This I Love
13- Civil War
14- Yesterdays
15- Coma 
16- Slash Guitar Solo 
17- Speak Softly Love (The Godfather – Solo Slash) 
18- Sweet Child O’ Mine
19- Wichita Lineman 
20- Used To Love Her
21- My Michelle
22- Wish You Were Here (Pink Floyd) (Solo Slash e Richard Fortus)
23- November Rain 
24- Black Hole Sun (Soundgarden)
25- Knockin’ On Heaven’s Door 
26- I Got You (I Feel Good) (James Brown)
27- Nightrain

Encore:
28- Don’t Cry 
29- Patience
30- The Seeker (The Who cover)
31- Paradise City




Por: Felipe Linguaum
Revisão: Marcela Monteiro
Agradecimento pelo credenciamento: Simone Catto e Denise Catto - Catto Comunicação
Fotos: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts

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