Rádio Big Rock

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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Sepultura faz apresentação histórica no Clube Juventus

Já é possível considerar que esse foi um ótimo ano para o Sepultura: disco novo, com excelente receptividade por parte de fãs e crítica, e muitas apresentações ao vivo! Aliás, não dá para dissociar a banda dos palcos. Após uma elogiada apresentação no Rock in Rio, mais um show foi confirmado na cidade de São Paulo, mais precisamente no do Clube Atlético Juventus, na querida zona leste da cidade. O salão nobre do simpático clube da Rua Javari, se mostrou um ótimo espaço para esse tipo de evento, e me fez lembrar do saudoso Olympia.

O evento que estava marcado para ter início às 21hs, teve como bandas convidadas o Face Of Death, de Pindamonhangaba e os paulistas do Ego Kill Talent. E não muito depois da liberação para entrada do público, o Face Of Death apresentou seu death metal mais tradicional, aos que adentravam o recinto. Mesmo com um som abafado e em alguns momentos inaudíveis, agradou aos presentes. Ainda tiveram tempo para tocar dois covers: “Beber Até Morrer” do Ratos de Porão, e uma versão mais solta para “Black Magic” do Slayer.


A próxima atração teve uma produção mais rebuscada e a demora em subir ao palco fez com que alguns mais impacientes começassem a reclamar. No entanto, quando os caras do Ego Kill Talent assumiram o palco, o que se viu foi uma banda extremamente profissional e afiada, destilando um setlist que já comprova a qualidade dos caras. Com músicas mais pesadas e outra que flertam descaradamente com um estilo mais pop, não deixaram a apresentação esfriar. Inclusive algo bastante inusitado aconteceu durante a apresentação, quando Jean Dolabella, (ex-baterista do Sepultura) e o baixista Raphael Miranda trocaram de instrumento para executar “We All”, (iniciativa muito interessante por mostrar a versatilidade dos músicos), e o mais legal foi que continuaram alternando os instrumentos até o final da apresentação. É correto afirmar que o Ego Kill Talent já é uma realidade e se houver dúvidas, basta conferir a tour dates dos caras.


Depois dessa apresentação muito bacana e de alguns mais afoitos já começarem a gritar pela atração principal, os preparativos no palco vão se tornando visíveis para receber Derrick Green, Andreas Kisser, Paulo Jr. e Eloy Casagrande para mais uma apresentação de alto nível.
E não foi diferente do imaginado. Quando as luzes se apagaram, o bom público que aguardava com euforia a maior banda nacional de todos os tempos, liberou toda a adrenalina para que aquele momento fosse único. Andreas Kisser não escondia sua alegria por aquele momento, Paulo Jr. mais contido empunhava seu baixo com segurança, Eloy Casagrande que é um dos melhores bateristas dos últimos tempos, comprovaria isso em mais essa apresentação. E o Derrick? Poxa, como não concordar que estamos falando de um frontman muito acima da média? O cara é um gigante em todos os aspectos, e esbanja um carisma peculiar. “I Am The Enemy”e “Phantom Self”, músicas do mais novo trabalho “Machine Messiah”, foram muito bem recebidas pelo público que já estava em êxtase!


“Kairos” do disco homônimo manteve os ânimos elevados. O primeiro clássico da noite veio em forma de “Desperate Cry”, musica responsável por elevar o nível de violência do mosh pit e que me fez lembrar o clipe que passava na TV aberta em um período pré YOUTUBE. Em “Iceberg Dances”, uma falha no cabeamento impediu que Andres executasse o solo de violão, motivo que o deixou visivelmente contrariado, e que certamente rendeu um puxão de orelha na equipe responsável. “Choke”, faixa do “Agaisnt”, nos faz lembrar que Derrick está prestes a completar vinte anos a frente do Sepultura, e que vem escrevendo uma história de respeito na banda.
Uma trinca do “Chaos A.D” fez os ânimos ficarem ainda mais elevados com “Biotech Is Godzilla/Policia”, “Territory e Refuse/Resist”, melhor impossível!


Já perto do final, os caras fizeram questão de exaltar os fãs da banda, e dedicaram “Sepultura Under My Skin” a todos que tem a “marca” no corpo. Já o final não poderia ser outro “Roots Bloody Roots” para não deixar nada no lugar! 

O grande barato nisso tudo é ter o prazer de ver no palco em plena forma, músicos que foram e ainda são responsáveis por transformar a vida de algumas gerações de jovens que encontraram no som da banda um sentido para a própria existência. Vida longa ao Sepulnation!





Setlist - Face Of Death:

1- Killer In The Name Of God
2- Human Race
3- Illuminat
4- People Of The Lie
5- New Age
6- Ano Dominni
7- 13 Lost Souls
8- Beber Até Morrer (Ratos de Porão)
9- Consummatum Est.
10- Black Magic (Slayer)



Setlist - Ego Kill Talent:

1- Just To Call You Mind
2- Sublimated
3- We All
4- The Searcher
5- Old Love And Skulls
6- Heroes, Kings And Gods
7- Still Here
8- Last Ride
9- My Own Deceiver
10- TRY (There Will Be Blood)


Setlist - Sepultura:

1- (Intro)
2- I Am The Enemy
3- Phantom Self
4- Kairos
5- Desperate Cry
6- Machine Messiah
7- Inner Self
8- Sworn Oath
9- Iceberg Dances
10- Choke
11- Resistant Parasites
12- Biotech Is Godzilla/Policia
13- Territoty
14- Refuse/Resist
15- Arise
16- Sepultura Under My Skin
17- Ratamahatta
18- Roots Bloody Roots


Por: Roberio Lima
Fotos: Roberio Lima
Agradecimento pelo credenciamento: Victor Braggion - AFonte! Comunica

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