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15 de março de 2018

El Negro lança "Tudo Vai Mudar", segundo álbum de sua carreira


O power trio gaúcho El Negro, formado por Mumu (vocal e guitarra), Fabian Steinert (baixo) e Leandro Schirmer (bateria), lança o segundo álbum da banda, “Tudo Vai Mudar”, gravado no estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, e produzido por Felipe Rodarte. A obra tem participações especiais de Jan Santoro (Facção Caipira), Carlos Carneiro (Bidê Ou Balde) e Tacho Cruzeiro (Cruzas).

As músicas usadas no álbum são sobras do primeiro ou ideias que foram surgindo durante a tour para Argentina, onde conhecemos bastante bandas novas e toda uma nova cena de som pesado”, conta Mumu. “Falamos com metáforas simples, muitas vezes de coisas da natureza sobre o caos da cidade, sempre com uma pegada forte”, completa. “Tudo Vai Mudar” foi gravado em duas etapas, entre setembro de 2016 e junho de 2017. “A primeira, no Rio, tendo à disposição mais de 50 guitarras diferentes e diversos pedais raros; a segunda, em Porto Alegre, onde fizemos alguns overdubs de voz e guitarra”.

 
Ouça “Tudo Vai Mudar”:



FAIXA A FAIXA POR MUMU
1- “Tudo Vai Mudar”: primeiro single, tem uma mensagem positiva: fala sobre ações e sobre desprendimento, alegando que o melhor ainda está por vir, mesmo quando pensamos que está tudo perdido. Ela tem influência na batida da bateria de groove e de hip hop, que quando misturada com a guitarra lap steel, originou um jeito de cantar diferente e bastante puxado para o rap, mas sem perder as raízes do rock.

2- “Vai Brilhar”: também tem a mesma veia de groove, desta vez com o clássico slap no baixo,quase uma homenagem ao Faith No More. A letra fala sobre procurar algo que já aconteceu ou está acontecendo. Os gritos no final fazem referência explícita a Robert Plant nos tempos de Led Zeppelin, uma das bandas preferidas do El Negro.

3- “Tiro de Canhão”: a letra fala sobre algo ou alguém muito especial que, quando chegou na sua vida, por mais que tenha sido de forma absolutamente silenciosa, fez com que você conseguisse observar que algo grandioso iria acontecer, modificando as coisas. O instrumental tenta seguir a linha de Tommy Iommi, onde o solo é sempre igual ao vivo, e Jimi Hendrix, que cantava sempre as frases da guitarra.

4- “Estrela Negra”: é uma aventura da banda usando ritmos que ainda não tinham sido usados no primeiro disco, como o compasso composto nos refrões. A música é bastante pesada, com afinação baixa, e é uma homenagem às primeiras bandas de stoner rock, como Los Natas, Fumanchu, Kyuss. A letra fala sobre passar um tempo em silêncio, para conseguir escutar algo em um tempo onde todos querem falar alguma coisa.

5- “Eu Quero Ver Você Dançar Pra Valer”: essa é uma música com o único intuito para dançar. O jeito de cantar é inspirado em Elvis, Iggy Pop e também algo do Kiss nos anos 70. O instrumental é o mais simples possível pra fazer as coisas acontecerem na pista assim, como alguns hits do T-Rex. A letra fala que quer ver você dançar pra valer. A música tem a participação do Carlos Carneiro, da Bidê ou Balde.

6- “Rosa Negra”: é o primeiro flerte da banda usando piano, para substituir a guitarra em algumas partes, o que acabou dando um outro clima que não existia no primeiro disco. O piano gravado nessa música estava na sala da casa do Tom Capone (no estúdio Toca do Bandido) e já foi usado em diversas gravações que foram sucesso. A caixa da bateria usada em foi um presente do Chad Smith (RHCP) para o estúdio. A letra é uma espécie de rosa dos ventos do El Negro, onde diversas mensagens são disparadas para diversas direções. A música tem a participação do Jan Santoro, da Facção Caipira, na guitarra e na voz.

7- “Deserto”: é uma canção que fala sobre a busca da liberdade em qualquer situação, mesmo que tenha que passar por algo ruim para conseguir decidir uma direção. Além de ter riff com tempos diferentes, ela tem afinação aberta e é inspirada nas bandas dos anos 90, como Soundgarden e Stone Temple Pilots. Além de fazer uma alusão ao deserto e às Desert Sessions.

8- “Com As Quatro Patas”: é uma jam session com bastante improviso de guitarra , bateria e baixo. A música tem a participação de Tacho Cruzeiro, da banda argentina Cruzas, e tem forte influência de Motorhead e Jimi Hendrix. A letra fala sobre chegar com tudo antes de todos e não deixar as oportunidades escaparem, sem que ninguém tenha que explicar muito.

9- “Atrás Das Nuvens”: É uma música que surgiu de um convite da Adobe para o desenvolvimento de um videoclipe. A sua letra fala que todos têm a chance de sonhar, até mesmo aqueles que têm medo de fechar os olhos e mentalizar algo melhor ou maior. Ela fala que os sonhos são de graça, você pode ter mais de um e não existe alguém fiscalizando o número de pedidos que você fez. Já a construção da música foi uma ideia da banda colocar vozes em falsete de todos os integrantes no refrão, o que dá um efeito honesto ao vivo.

Sobre El Negro
O power trio gaúcho El Negro é formado por Mumu (vocal e guitarra), Fabian Steinert (baixo) e Leandro Schirmer (bateria). A banda foi formada no início de 2012, quando lançou o single com clipe "Pé no Talo", cujas captações foram feitas no estúdio Guga Munhoz, com mixagem de Ray Zimmer e masterização do norte-americano Jim Diamond (ex-baixista do The Dirtbombs e produtor dos dois primeiros discos dos The White Stripes). Em dezembro deste mesmo ano, o trio registrou ao vivo 10 músicas em dois dias de gravação, em uma fábrica abandonada, num clima total old school. A captação ficou por conta do produtor holandês, radicado no Brasil, Marcel Van der Zwam. O resultado é o primeiro álbum da banda, homônimo, lançado em maio de 2014. O El Negro fez uma série de shows pelo Rio Grande do Sul e pelo Rio de Janeiro, onde foi convidado para gravar no clássico estúdio Toca do Bandido, com produção de Felipe Rodarte. O resultado é o seu segundo álbum, “Tudo Vai Mudar”, lançado no começo de março de 2018.

 


Agradecimento: Letícia Tie - Assessoria de Imprensa
Fotos: Leo Lage (capa)  /  Doni Maciel (banda)

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