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11 de junho de 2026

Album Reviews: Tarja – Frisson Noir (2026)

Foto: Divulgação 


Tarja Turunen – Frisson Noir: Confira como foi a Listening Session em São Paulo (Manifesto Bar, 05 de junho)


Por: Sara Ferrer


Sete anos sem lançar um disco novo de estúdio é bastante tempo, mas Tarja Turunen resolveu matar a saudade da veia metal com “Frisson Noir”; e a espera valeu a pena! Nesta última sexta-feira, 05 de junho, o Manifesto Bar, em São Paulo, foi o ponto de encontro para a audição exclusiva do álbum, que será lançado oficialmente em 12 de junho. E logo no início deu pra sentir que a proposta do disco é ambiciosa e coesa.

A começar pelo nome: “Frisson Noir” não é só um título estiloso. O conceito gira em torno do "frisson", aquele arrepio que a música provoca quando som, emoção e performance se alinham; além disso, o disco é uma celebração do elemento humano na música – imperfeições, respiração e emoção descontrolada, sem atalhos tecnológicos. Essa filosofia se reflete no som: performances reais, orquestra de Budapeste, coro, convidados estelares e mixagem de Neal Avron (Linkin Park, Disturbed).

E iniciamos a audição com uma mensagem da própria Tarja para os fãs: “Quando vocês receberem esta mensagem, provavelmente já estarei dormindo, porque está meio tarde para mim, mas eu adoraria saber o que você achou do álbum. O que você sentiu? Por favor, enviem comentários sobre o álbum nas minhas redes sociais, eu adoraria ler… E estarei com vocês em 05 de dezembro, com meu show de Natal. Estou animada! E quero agradecer a vocês por todo apoio e por estar aqui hoje, e obrigada por estar aqui por mim, e por tudo. Amo vocês. Cuidem-se!

Foto: Divulgação 


Eis que iniciou a introdução, que faz a abertura com a faixa-título ‘Frisson Noir’, que já dá o tom: peso na medida certa, sem medo de explorar o estilo que a consagrou. E o peso continua evidente em ‘The Eternal Return’, uma música que soa direta e poderosa. Aliás, o álbum é apontado pela própria artista como o mais pesado de sua carreira, e a audição confirma isso – guitarras encorpadas com sua voz poderosa, transbordando entre fragilidade e sua já conhecida e marca registrada: potência operística.

Um dos momentos mais aguardados era ‘Leap of Fatih’, que traz Marko Hietala (ex-Nightwish) como convidado. A química dos dois é inegável, e a faixa tem aquele ar icônico de colaboração que os fãs adoram. Na sequência, ‘At Sea’ – o primeiro single – é Tarja no seu clássico, com nuances vocais que vão do intimista ao grandioso. É daquelas músicas que resumem bem a jornada emocional do álbum: medo, determinação, entrega.

‘Blaze Forever’ surpreendeu: bem direta e pesada, imaginei na hora como vai funcionar ao vivo – tem energia de sobra. Já ‘The Trace Outlives’, terceiro single, carrega uma história interessante sobre os "Johatsu", pessoas que desaparecem deliberadamente no Japão. O shamisen tocado por Sayo Komada trouxe uma cor diferente para o som, um elemento percussivo e tradicional que casou bem com a intensidade sinfônica da faixa.


‘Tango’ tem a marca inconfundível do Apocalyptica – os cellos casam perfeitamente com a dramaticidade que Tarja imprime. 'Anemoia’, por outro lado, desacelera: introspectiva, voz, violão, violino em foco – um respiro bem-vindo no tracklist. A sombria ‘I Don't Care’, com Dani Filth (Cradle of Filth), é um choque entre beleza e brutalidade. O dueto funciona, e a letra é um tapa na cara de expectativas alheias, uma celebração do individualismo.

O fechamento com ‘Against The Odds’, que traz Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) na bateria, mescla melancolia, peso das guitarras e orquestra de forma sublime, encerrando o disco com aquela sensação de jornada completa.

No geral, “Frisson Noir” é uma declaração de força e identidade. Tarja não está tentando soar moderna demais, ou seguir tendências – está reafirmando seu lugar no heavy metal sinfônico, com poesia mais profunda e intensidade renovada. E, sim, em vários momentos aquele… arrepio veio.

Foto: Divulgação 


Sobre o evento em si: o clima era amistoso, mas faltou um cuidado maior na ambientação. O vídeo com a mensagem de Tarja no início, foi muito importante, mas o telão poderia ter sido melhor aproveitado - além de comunicar os eventos que aconteceram e próximos eventos da casa - como por exemplo, exibir as capas, artes ou mesmo os videoclipes já lançados enquanto as faixas tocavam, teria feito diferença. No fim, teve sorteio de 30 pôsteres e 20 vouchers autografados. Os vouchers dos encartes do CD poderão ser retirados pelos afortunados posteriormente, pois não estavam no local na hora do sorteio.

O evento ainda contou com as bandas Hevorah, tocando covers de Nightwish, com Juliana Rossi nos vocais, levando a galera de volta à época de ouro, relembrando todos os sucessos da banda na fase Tarja; além das bandas F#ck the System mandando o melhor de System of a Down, e a Manistein, com Rammstein cover.

Foto: Divulgação 


Tarja – 'Frisson Noir'

Lançamento: 12/06/2026

Gravadora / Selo: earMUSIC 


Tracklist:

Frisson noir

The Eternal Return

Leap of Fatih (feat. Marko Hietala)

At Sea (feat. Mervi Myllyoja & Niklas Pokki

Blaze Forever

The Trace Outlives (feat. Sayo Komada)

Tango (feat. Apocalyptica)

Anemoia (feat Julián Bedmar & Valter Freitas)

I Don't Care (feat. Dani Filth)

Against The Odds (feat. Chad Smith)


Agradecimento ao Manifesto Bar pela atenção. 

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