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| Foto: João Zitti |
Paulo Miklos – Cavern Club - São Paulo/SP - 11 de julho de 2026
Por João Zitti (@joaozitti.work)
Fotos: João Zitti (@joaozitti.work)
Se existe alguém que é a definição de “multitarefas”, esse alguém é Paulo Miklos: nascido em São Paulo, o artista passou pelas mais diferentes áreas da comunicação nacional. Desde seu longevo período como membro ativo dos Titãs até seus trabalhos no audiovisual como ator (incluindo os excelentes “O Invasor” e “Saudosa Maloca”, trabalho esse no qual interpretou o sambista Adoniran Barbosa), Miklos se tornou uma figura marcante na cultura brasileira, acumulando uma legião de fãs ao longo de mais de 40 anos de carreira. Recentemente, o artista voltou aos palcos paulistanos para divulgar sua nova fase musical e comemorar o Dia Mundial do Rock, escolhendo o The Cavern Club São Paulo para essa ocasião.
A apresentação, ainda que dedicada a celebrar o Dia Mundial do Rock (que é celebrado de maneira quase exclusiva no Brasil), foi realizada dois dias antes, em um sábado, 11 de julho, no The Cavern Club São Paulo. Localizado no Shopping Vila Olímpia, o local tem como inspiração o clube de música localizado em Liverpool, amplamente conhecido como o “berço” dos The Beatles. Inclusive, a sede brasileira possui uma decoração amplamente dedicada ao icônico grupo britânico, tanto com fotografias quanto com instrumentos musicais que remetem à carreira do quarteto. O clube ainda conta com uma extensa programação, com shows de artistas como Ultraje à Rigor, Blitz e Tihuana, adotando um modelo na plateia de mesas.
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| Foto: João Zitti |
A performance de Paulo Miklos teve como diferencial, também, promover seu novo disco de estúdio, “Coisas da Vida”, que conta com um total de onze faixas distribuídas ao longo de 38 minutos de duração. Dentre elas, o público pode se deparar com covers de canções bastante conhecidas da música nacional, como “Evidências” (de Chitãozinho e Xororó), “O Tempo Não Para” (de Cazuza) e “Não Existe Amor em SP” (de Criolo). O projeto, ainda, conta com uma série de registros audiovisuais, todos disponíveis no canal oficial do músico no YouTube.
Pouco após às 21h30, Paulo Miklos e sua banda de apoio deram início a apresentação com a canção “Diversão”, já contando com um público relativamente cheio. Pelas mais de meia hora seguinte, o músico entregou um setlist praticamente dominado por grandes sucessos dos Titãs, o que foi uma decisão extremamente acertada, considerando que uma parte considerável dos fãs muito provavelmente não tinham um conhecimento tão aprofundado de sua carreira solo. Clássicos como “Comida”, “É Preciso Saber Viver” e “Isso” trouxeram à tona uma onda de nostalgia, enquanto canções como “Aluga-se” já davam os primeiros indícios das homenagens que viriam a aparecer ao longo da noite. Miklos, inclusive, saudou Raul Seixas ao cantar a canção originalmente composta por ele, brincando também sobre o famigerado grito de “Toca Raul” que, na altura do campeonato, já se tornou quase que um bordão das plateias de shows de rock no país.
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| Foto: João Zitti |
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| Foto: João Zitti |
Ao chegar na metade da apresentação, o músico aproveitou o momento para compartilhar com o público um pouco mais sobre seu último disco, abordando as construções pensadas para cada um dos videoclipes do projeto e aproveitando, também, para pedir ao público que fosse conferir o trabalho em suas mídias sociais e em seu perfil no Instagram. Com isso, executou as canções “Mestre Jonas”, “O Sal da Terra”, “O Tempo Não Para” e, claro, “Evidências”. Ironicamente, essa foi uma das canções mais cantadas pelo público na noite, mostrando que a faixa atravessa todas as barreiras de gêneros musicais e que realmente é o hino não-oficial do Brasil. Miklos brincou que parte das pessoas que ele conhecia disseram que ele havia ido “longe demais” ao fazer uma versão própria dessa música, algo que o público definitivamente discordou, dizendo também que era a música número um dos karaokês.
O último bloco da apresentação, então, foi novamente dominado pelos grandes hits dos Titãs, com essa retomada sendo capitaneada por “Marvin” e “Televisão”. O momento também contou com uma breve celebração ao disco “Cabeça Dinossauro”, que completa 40 anos em 2026. Miklos falou sobre as comemorações feitas atualmente por sua antiga banda - e, inclusive, incentivou o público a conferir a turnê. Em seguida, apresentou os clássicos ”Estado Violência” e, claro, a faixa-título “Cabeça Dinossauro”, acompanhada por “Polícia”, um dos pontos altos da noite tanto pela energia mais agressiva do vocalista quanto também de sua banda de apoio, que girou pelo palco quase que em um modo “tubarão” durante as partes mais tensas da canção. Em contraste com isso, “Epitáfio” e “Pra Dizer Adeus” trouxeram uma maior calmaria, delicadeza e melancolia (especialmente a primeira faixa), em um momento mais introspectivo que, definitivamente, foi muito amplificado pela performance única de Paulo Miklos. A noite, então, foi encerrada com a energética “Sonífera Ilha”, arrancando aplausos de toda a plateia.
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| Foto: João Zitti |
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| Foto: João Zitti |
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| Foto: João Zitti |
Com um excelente setlist, Paulo Miklos celebrou o Dia Mundial do Rock com os maiores sucessos de sua extensa carreira, ao mesmo tempo que convidou o público a conhecer as suas mais diferentes faces artísticas com sua carreira solo.
Agradecimento à Deck pelo credenciamento e atenção.







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