![]() |
| Foto: WOA Festival GmbH |
Por Mauro Martinez
Fotos: WOA FestivalGmbH
29 de julho de 2026 — Wacken, Alemanha
Enquanto boa parte do mundo ainda encarava a semana de trabalho, em Wacken, no norte da Alemanha, milhares de headbangers já tinham um único objetivo: viver mais uma edição do maior festival de metal do planeta.
O Wacken Open Air 2026, em sua 35ª edição, começou oficialmente com o tradicional Wacken Wednesday, dando início a quatro dias de música, encontros, descobertas e, acima de tudo, muito metal.
Mesmo antes de os grandes nomes ocuparem os palcos principais, a atmosfera já deixava claro que o festival havia começado. As áreas do evento ganhavam movimento, as camisetas de bandas se multiplicavam pelo público e o som começava a tomar conta dos campos de Wacken.
A programação de abertura trouxe uma mistura interessante de nomes e propostas. Entre os destaques estavam o projeto especial Gagamania, com o Hämatom, além de Electric Bassboy, The Butcher Sisters, Lovebites, The Troops of Doom, Sacred Steel, Phantom, Crypt Sermon, Battlecreek e Poison The Preacher.
![]() |
| Foto: WOA Festival GmbH |
![]() |
| Foto: WOA Festival GmbH |
![]() |
| Foto: WOA Festival GmbH |
![]() |
| Foto: WOA Festival GmbH |
E, como já é tradição no Wacken, a quarta-feira também foi marcada pelo início das atividades do Wacken Metal Battle, reunindo bandas de diferentes países nas primeiras disputas da competição internacional. Os palcos W:E Stage e Headbangers Stage começaram a receber os concorrentes, mantendo uma das características mais importantes do festival: abrir espaço tanto para grandes nomes quanto para artistas que estão construindo seu caminho dentro do metal.
![]() |
| Foto: WOA Festival GmbH |
Brasil presente: The Troops of Doom
Representar o Brasil em um festival como o Wacken Open Air nunca é algo pequeno. E o The Troops of Doom carregou essa responsabilidade para o palco, levando o peso e a tradição do metal extremo brasileiro para o público alemão.
Formada por Jairo “Tormentor” Guedz, guitarrista que integrou a formação inicial do Sepultura, a banda tem uma conexão histórica com uma das raízes mais importantes do metal brasileiro. Mas o que se viu em Wacken não foi apenas uma celebração do passado: foi uma banda mostrando que o death metal brasileiro continua vivo, agressivo e relevante.
No Wasteland Stage, o grupo entregou uma apresentação pesada e direta, com a sonoridade extrema que marca sua identidade. E havia algo particularmente simbólico naquela cena: uma banda brasileira, diante de um público internacional, fazendo o que o metal brasileiro sempre soube fazer — barulho, peso e atitude.
Entre os shows do primeiro dia, o Lacuna Coil foi um dos grandes momentos. A banda italiana levou ao palco toda a sua identidade, combinando peso, melodias e a presença marcante de Cristina Scabbia, em uma apresentação que rapidamente conquistou a atenção do público.
Para quem acompanha a trajetória do grupo, vê-los no Wacken é também perceber a dimensão que o Lacuna Coil alcançou dentro da cena internacional. E para quem estava descobrindo a banda naquele momento, foi uma excelente porta de entrada.
Mas talvez a melhor definição para o primeiro dia seja justamente essa: começo.
![]() |
| Foto: WOA Festival GmbH |
![]() |
| Foto: WOA Festival GmbH |
![]() |
| Foto: WOA Festival GmbH |
O Wacken Wednesday funciona como uma espécie de aquecimento para aquilo que ainda está por vir. É o momento em que o festival começa a ganhar forma, os palcos começam a ferver e o público entra definitivamente no clima dos dias seguintes.
E se o primeiro dia já entregou essa combinação de novidades, bandas consagradas, competição e celebração do metal, uma coisa ficou evidente: Wacken 2026 estava apenas começando.
E ainda havia muito — muito mesmo — por acontecer.
Agradecimento à produção do Wacken Open Air pelo credenciamento e atenção.









Nenhum comentário:
Postar um comentário