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1 de maio de 2026

Reviews: 'Kill Bill - A Whole Bloody Affair', do Quentin Tarantino

Foto: Divulgação


Por: Rodrigo Noé de Souza - Mtb 0090611/SP


Quentin Tarantino sempre quis exibir seus filmes, da maneira como ele queria. Porém, a indústria cinematográfica resolve estragar seus planos mirabolantes. Apenas para que o público não fique enjoado e perca milhões de dólares em bilheterias.

Um dos projetos do Mestre foi exibir, sem cortes e divisões, o seu 4º filme, Kill Bill, exibidos em dois volumes, entre 2003 e 2004, respectivamente.

Quem já viu (diversas vezes!), sabe da epopeia da Noiva, que se vinga do seu ex, o Bill, e do Esquadrão das Víboras Mortais, que massacraram as pessoas, num casamento, no Texas.

30 de junho de 2025

Reviews: livro 'Heavy Metal: A História Completa, de Ian Christie'



Por: Rodrigo Noé de Souza - Mtb 0090611/SP


Em 2004, o jornalista Ian Christie lançou o livro Sounds of the Beast: The Complete Headbanging History of Heavy Metal. 

Por seu conhecimento e experiência, através das revistas Kerrang!, Wider e Spin, o suíço radicado nos EUA resolveu desenterrar no fundo do aço toda a história desse estilo, que sobreviveu a modas musicais com o passar das décadas, até resistir no século XXI. O título do livro foi traduzido por aqui como Heavy Metal – A História Completa, lançado em 2010, pela Editora ARX. 

Quem assistiu os documentários Metal: A Headbangers Journey e Global Metal, saibam que antes do Black Sabbath lançar seu auto-intitulado disco, havia um monte de bandas que introduziram o som pesado, como Blue Cheer, MC5, Stoogies, Jimi Hendrix Experience, Cream e The Who. 

Porém, é inegável que o grupo formado por Tony Iommi, Ozzy Osbourne e cia acordou os fãs daquele pesadelo, que culminou no show dos Rolling Stones em Altamont (EUA), acabando com o sonho de Paz e Amor. 

O livro começa com uma linha do tempo, contando todo o percurso do Heavy Metal, desde os anos 70 até passar pelos estilos que tiveram seu auge durante as quatro décadas, incluindo as listas dos discos que marcaram, os filmes, clipes, tributos e músicos que morreram. 

Mas não é só de música que a história é contada. Fatos políticos, comportamento, moda, mudanças tecnológicas, além do culto ao som que virou mania, como trocas de fitas, o surgimento da MTV, que mudou o jeito de consumir música. Black Sabbath ditou o som pesado na década de 70, enquanto bandas como Led Zeppelin, Deep Purple e Kiss explodiram no quesito sonoro, com direito a turnês monstruosas. 

Ainda no campo setentista, o Punk turbinou o underground, varrendo a moda progressiva. Com isso, Judas Priest e Motörhead introduziram o NWOBHM, engolindo o Punk e fazendo história, apesar do momento em que a economia britânica cobrava impostos exorbitantes. 


Depoimentos não faltam, com as presenças ilustres como Dee Snider (Twisted Sister), Tom Warrior (Hellhammer, Celtic Frost), Ronnie James Dio (R.I.P.), David Wayne (R.I.P. Metal Church), Rob Zombie, Monte Conner, Brian Slagel, Ron Quintana, Dan Lilker (Anthrax, Nuclear Assault, Brutal Truth, S.O.D.), entre outros, sem falar das fotos coloridas que ilustram essa obra. 

Com o auge do NWOBHM, no outro lado do Atlântico, vários norte-americanos (EUA, Canadá) formavam suas bandas, acelerando seu som com baterias velozes, guitarras afiadas e vocais agudos. Surgia o movimento Thrash Metal americano, liderado pelas bandas Slayer, Exodus, Anthrax, Megadeth e Metallica. 

Aliás, Ian focou a própria história da banda, contando o começo em que James Hetfield e Lars Ulrich se encontraram e o resto da história todo mundo acompanhou. O que dá para entender era que o livro não era exclusivamente sobre o Metal, mas sobre como o Metallica caminhou até se tornar o que é hoje. Quem leu o livro captou a mensagem. 

Voltando à temática, outros temas como a polêmica intervenção do Governo pelo comitê PMRC, o Crossover unindo as forças metálicas, a ascensão do Hard Rock Glam (que teve como fenômeno o Guns ‘N Roses), a invasão Grunge durante os anos 90, o auge do Death Metal, as polêmicas repercussões do Black Metal norueguês, entre outras. 

Até o Sepultura também deu ar da graça. Falando nisso, o guitarrista Andreas Kisser escreveu seu depoimento na orelha do livro. Enfim, Ian Christie lavou a alma dos headbangers ao lançar um documento histórico, feito para pesquisas prazerosas, recordar e viver aqueles momentos mágicos em que era divertido ver e ouvir nossas bandas favoritas. 

Ao final do livro, o escritor fez uma lista dos seus 25 melhores discos de todos os tempos, além de outros tópicos, como "melhores álbuns ao vivo de mentira", "títulos mais estranhos de álbuns", cientistas do heavy metal" e as músicas mais longas do Metal intitulada "Epicus Metallicus in Extremo". 

Conforme foi dito nos créditos, Heavy Metal – A história Completa pode ser lido no volume máximo.


Título: Heavy Metal - A História Completa

Autor: Ian Christie

Ano: 2004 (internacional), 2010 (no Brasil)

Gênero: Memórias

Editora: ARX

Páginas: 480

Nota: 9

21 de maio de 2025

Reviews: livro 'Pequenas Vitórias - A Verdadeira História do Faith No More'



Por: Rodrigo Noé de Souza - Mtb 0090611/SP


Com apenas sete discos lançados, onze milhões de discos vendidos, várias indicações ao Grammy, mais de 900 shows pelo mundo, e com dezenove formações diferentes, não é à toa que o Faith No More têm uma trajetória de sucesso (e de alguns perrengues!).

Tudo foi escrito na biografia 'Pequenas Vitórias', do autor Adrian Harte, lançado pela editora Powerline esse ano.

Como ocorre em toda biografia, a história do FNM foi contada desde o início dos anos 80, quando o trio, formado por Mike Bordin, Ruddy Bottom e Billy Gould, tentavam formar a banda. Passaram no FNM sete (!) vocalistas e doze (!) guitarristas.

O primeiro sucesso repentino foi na música We Care A Lot, com o vocal de Chuck Mosley, que deu lugar à Mike Patton, que seria, mais tarde, o cérebro musical que o Faith teria, ao lado também estava o guitarrista Jim Martin.

Foi então que o auge veio com o disco The Real Thing, de 1989, que todos sabem o que mudou desse disco para cá. Sem contar que o Brasil está marcado nessa história.

E, como todo livro, sempre temos histórias cabulosas envolvendo os integrantes, ao mesmo tempo que lançavam discos relevantes.

Atualmente, o Faith No More está hibernando, ou quem sabe, preparando algo inovador. Mas, desfrutem com a história da banda mais icônica dos anos 90.


Título: Pequenas Vitórias - A Verdadeira História do Faith No More

Autor: Adrian Harte

Ano: 2018 / 2025 (Brasil)

Editora: Powerline Music & Books

Páginas: 464

Gênero: Biografia

20 de maio de 2025

Reviews: livro 'Hereticvs: Bulldozer e outras heresias'




Por: Mário R. Pescada - Colaborador Big Rock N' Roll  


Biografia de AC Wild, do Bulldozer, passa a limpo a carreira e vida de um inconformado.

Alberto Emilio Contini é um italiano nascido em Milão em 1961 que estudou teologia na adolescência, mas que acabou se rebelando contra a religião prestes a se tornar padre e passou então a dedicar sua vida a música.

Uma história até então não tão diferente assim, porém, quem está por trás dela é AC Wild, codinome do baixista e vocalista do Bulldozer, um dos maiores nomes do metal italiano e responsável por difundir o subestilo dentro do metal que ficaria conhecido como metalpunk.

Para contar sua vida, ele mesmo escreveu “Hereticvs: Bulldozer e outras heresias”, sua autobiografia lançada na gringa em 2014 e disponível no Brasil em 2024 pela Editora Denfire.

Enquanto muitos tornam-se fervorosos religiosos após um sonho revelador, AC relata que seu rompimento com a religião veio após um. Ainda nessa época quase eclesiástica, ele teve a experiência única de participar de um exorcismo de verdade que acabou sendo narrado anos depois em “The Exorcism”, faixa que abre o disco “The Day Of Wrath” (1984), maior sucesso comercial do grupo.

O prego no caixão da sua religiosidade veio ao conhecer AC/DC e Motorhead, essa última a responsável pelo desejo de aprender a tocar baixo e então se juntar ao Bulldozer, onde foi peça fundamental para que o grupo criasse para a época sua polêmica identidade lírica e visual.

A história do Bulldozer foi uma sucessão de problemas, roubadas e baldes de água fria. Hoje, “The Day Of Wrath” (1984), produzido por Algy Ward (vocais/baixo do Tank), é considerado um disco clássico do metalpunk, mas quando do seu lançamento foi ignorado pela mídia especializada e até ridicularizado. Um resenhista da revista Kerrang!, o avaliou como “o pior disco que já ouvi na vida”. Esse mesmo resenhista se corrige logo depois na avaliação do EP “Apocalyptic Raids” (1984), obra-prima do Hellhammer, e afirma que esse sim seria pior disco que já escutou na vida (tem uma imagem dessa resenha publicada no livro, impagável).

AC Wild conta os detalhes e faz um faixa a faixa de cada disco. Surgem algumas histórias bem legais ali, mas sempre fica a impressão, por conta de suas palavras, que o Bulldozer nasceu para ser um “perdedor” (termo usado por ele mesmo algumas vezes). Independentemente do que fizesse, sempre eram relegados a um segundo plano, chamados inclusive de clones do Venom (foi Cronos, baixista/vocalista do grupo, quem o apelidou de Wild). Inclusive, em uma coletânea de 1985, foram listados na contracapa como “Total clones do Venom - só que melhores produzidos”.

A banda não emplaca e acaba sendo dispensada da gravadora Roadrunner Records e daí AC acaba dando uma guinada em sua vida: deixa o Bulldozer de lado e inicia uma bem-sucedida carreira como editor de dance music em uma pequena distribuidora europeia onde acaba lançando um compacto com guitarras e samples que, segundo ele, teria sido a centelha para que o Prodigy mudasse seu estilo musical e alcançasse logo depois o sucesso comercial mundial.

Um ponto bem interessante é a respeito da sua produção para “Lorenzo Arruga, Dave Lombardo & Friends - Vivaldi: The Meeting” (1999), disco que trouxe interpretações da música de Vivaldi e que contou com ele mesmo, Dave Lombardo (Fantômas, Mr. Bungle, ex-Slayer, ex-Grip Inc., ex-Suicidal Tendencies, ex-Testament). Assim como as obras do Bulldozer, o disco também foi ignorado e desprezado, dessa vez também pela purista mídia especializada em música clássica, afinal, onde já se viu meter um baterista de metal em temas de Vivaldi? Hereges! Fica minha sugestão para conferir o disco, bem interessante e um material desconhecido por muitos ainda hoje.

Lendo suas histórias e por seu testemunho final, percebe-se que Conti não é na essência um herético religioso (no caso, da religião católica), mas sim um contestador nato, um inconformado que não aceita as coisas porque elas são assim e pronto. Isso fica claro quando chegamos ao final do livro e juntamos casos como o da “vacina de borracha” quando era criança, da sua participação no movimento estudantil italiano nos anos 70 quando adolescente e seus valores a frente do Bulldozer na fase adulta.

Há também uma menção referente a passagem do Bulldozer pelo Brasil em 2023 quando participaram da 15ª edição do Setembro Negro Festival, evento que contou também com...Hellhammer!

Pude ver AC Wild e banda ao vivo em Belo Horizonte em agosto de 2024, poucos meses antes do lançamento do livro. Mesmo fazendo shows esporádicos e sem lançar disco novo faz anos, 40 anos depois AC e Cia. continuam furiosos ao vivo.

“Hereticvs: Bulldozer e outras heresias” foi lançado no tamanho A5 com recheio em papel couchè 115g. Contém 120 páginas repletas de fotos de arquivo pessoal e de brindes traz um adesivo com a capa de “IX” (1987) e um cartão postal com a capa de “Neurodeliri” (1988).



Título: Hereticvs: Bulldozer e outras heresias

Autor: AC Wild 

Ano: 2014

Editora: Editora Denfire

Páginas: 120

Gênero: Biografia

Nota: 7

19 de maio de 2025

Reviews: livro 'Kid Vinil – Um Herói do Brasil'


Por: Roberio Lima - Repórter Big Rock


Antônio Carlos Senefonte foi um personagem primordialmente versátil no segmento da arte que mais amava; - a música! Desde muito cedo, quando começou a trabalhar na gravadora Continental, já sabia que a partir dali, não haveria mais possibilidade de trilhar outro caminho que não tivesse relação com o universo musical. Afinal, quem é Antonio Carlos Senefonte? Por esse nome, realmente fica difícil mensurar sua importância, mas quando falamos de Kid Vinil, a coisa muda de figura. 

Jornalista, cantor, executivo de gravadora, DJ, VJ, e colecionador compulsivo; essas são só algumas das atribuições que Kid incorporou ao seu currículo no decorrer de sua breve existência. A frente do Magazine, fez muito sucesso com os hits “Sou Boy” e “Tic Tic Nervoso” - como radialista, ajudou a divulgar bandas que estavam na crista da onda do Punk e New Wave - e como executivo na gravadora Eldorado,  foi o responsável por lançar no país, todo o catálogo de Frank Zappa (obrigado Kid!). Algum desavisado pode perguntar; - “Mas foi “só” isso que o cara fez?” É óbvio que não!! O livro conta as muitas aventuras que Antônio Carlos protagonizou no decorrer de sua vida, e todas, nitidamente vividas com muita paixão!

Ler, ouvir ou falar sobre Kid Vinil, são exercícios de muita satisfação – principalmente para os que tiveram o privilégio de conviver com esse, que foi um dos caras mais ‘gente fina’ que se tem notícia. Esse que vos escreve, teve um breve contato com Kid, quando ele realizou um ‘desapega’ de alguns de seus discos, livros e CDs, na loja Central Panelaço – de seu amigo João Gordo. Me considero um privilegiado por testemunhar por alguns minutos seu vasto conhecimento musical e sua infinita simpatia. 

Se quiserem conhecer um pouco mais dessa história, o livro: “Kid Vinil – Um Herói do Brasil”, é uma ótima porta de entrada para descobrirmos  mais  sobre as vivências de Kid - que foi responsável por estabelecer tendências em uma época onde não havia internet. Infelizmente, pouco mais de dois anos depois do lançamento de sua biografia, Antônio Carlos Senefonte nos deixou, e com sua passagem para o outro plano, foi embora também uma parte significativa dos ‘bons tempos’. 

A biografia ‘autorizada’, foi escrita por Ricardo Gozzi (que tem entre os seus trabalhos; o livro “Democracia Corintiana: a Utopia em jogo” - trabalho concebida em parceria com o saudoso jogador Sócrates) e por Duca Belintani  - músico e produtor que inclusive chegou a gravar um disco com Kid Vinil.

Uma leitura rápida, indolor e altamente recomendada para todos aqueles só encontram sentido na vida através da musica – e não há como discordar que essa foi a vida de Kid Vinil! 


Título: Kid Vinil – Um Herói do Brasil

Autor: Ricardo Gozzi e Duca Belintani 

Ano: 2015

Editora: Edições Ideal

Páginas: 144

Gênero: Biografia

22 de setembro de 2024

Reviews: livro 'Deslocado', do Pedro Pellegrino

Foto: Divulgação


Por: Rodrigo Noé de Souza - Mtb 0090611/SP


Textos que machucam a alma perdida do Rock. Lamentos profundos, amorosos, engraçados, surreais e inacreditáveis. São essas definições que resumem o quarto livro do jornalista, podcaster e colaborador Big Rock, Pedro Pellegrino, 'Deslocado', lançado pela Ria Editora.

Após seu segundo livro, 'No Piquenique Havia Morteiros', Pedro resolve encerrar seu ciclo e publica diversos poemas e textos, retirados de seu blog e perfil do Facebook, apenas para mostrar suas lamentações e alegrias de um sobrevivente de uma geração, abalada por perdas de seus ídolos.

O escritor remete seus gostos por Rock, Palmeiras, shows marcantes, filmes de Scorsese, amores correspondidos, situações que nos fazem rir e chorar, ao mesmo tempo.

Com certeza, 'Deslocado' vai recolocar seu cérebro em dia, ao presenciar o melhor da literatura independente.


Disponível aqui: https://rialivraria.com.br/produto/deslocado-pedro-pellegrino/


Pedro Pellegrino é jornalista, apresenta dois podcasts sobre futebol: Cantos, Bexigas e Drible da Vaca e Cinco Coroas. e com Toninho Iron, apresenta o programa Bestial Quadra, na rádio Antena Zero.

20 de agosto de 2024

Reviews: livro 'My Bloody Roots: From Sepultura to Soulfly and Beyond – The Autobiography'

Foto: Divulgação


Por: Roberio Lima - Repórter Big Rock


Já se passaram mais de dez anos desde o lançamento da auto biografia de Max Cavalera. No entanto, seu conteúdo permanece relevante e serve de parâmetro para entendermos a trajetória de uma das personalidades brasileiras com mais representatividade no cenário da musica mundial. O livro tem como coautor;  o renomado escritor britânico Joel Mcliver - responsável por biografias de bandas como  Motorhead, Black Sabbath e Slayer - entre outros títulos com foco na música mais extrema – sua contribuição para o livro, consistiu em tornar a história vivida por Max até aquele momento, um relato conciso e equilibrado. 

O texto é bem escrito e a narrativa preza pela coerência dos fatos. O ponto de vista do homem que esteve a frente da banda mais importante do país, revela uma trajetória cheia de rupturas e recomeços, e nos dá a exata medida do processo de transformação ao qual o artista se entregou por todos esses anos de estrada. Outra característica que chama a atenção no livro, tem relação direta com a quantidade de personalidades da musica, que tiveram seus depoimentos imortalizados no decorrer das duzentas e oito páginas que compõem as memórias de Max. Esse fato comprova que a  ‘estrela’ do artista  tem vida própria. Quem assina o prefácio, é ninguém menos que Dave Grohl, e conforme a leitura do livro vai avançando, é interessante perceber a influencia que o trabalho do músico brasileiro teve em nomes que hoje são gigantes no show business global.

A leitura desse livro nos coloca de frente com um espelho imaginário, onde todas as nossas alegrias, frustrações e angústias, se materializam diante de nós. Afinal de contas somos (ou já fomos!), revoltados em algum momento de nossas vidas, e assim como Max, carregamos o peso das inúmeras incertezas que a vida pode ter. A trajetória de Max, com os muitos altos e baixos, perdas e ganhos, frustrações e alegrias - refletem exatamente as muitas histórias de garotos que tiveram na música do Sepultura, Soufly ou Cavalera Conspiracy a oportunidade de um recomeço. 

Leitura recomendada não só para os seguidores do Sepultura ou de Max Cavalera, mas também para aqueles que veem na música um fator de elevação da alma. 


Título: My Bloody Roots: toda a verdade sobre a maior lenda do heavy metal brasileiro (My Bloody Roots: From Sepultura to Soulfly and Beyond – The Autobiography)

Autor: Max Cavalera  

Ano: 2013

Editora: Nova Fronteira (Agir)

Páginas: 208

Gênero: Biografia, Autobiografia, Memórias

24 de outubro de 2022

Reviews: 'Elvis' - Um filme de Baz Luhrmann

Foto: Warner Bros. Pictures



Por: Rodrigo Noé de Souza - Mtb 0090611/SP


Qualquer roqueiro que se preze, começou a ouvir Rock N' Roll com Elvis Presley. Sabemos da importância do Rei do Rock na cultura pop. Mesmo depois da sua morte (ou não, quem sabe?), a figura dele ainda gera controvérsias e teorias de conspiração. E é inegável que a sua música ainda conquista gerações de todas as idades.

Então, aproveitando o embalo das cinebiografias de ícones do Rock, a Warner produziu Elvis, dirigido por Baz Luhrmann.

Diferentemente, a história gira em torno do então empresário Tom Parker (Tom Hanks, em sua melhor performance), que conta a história de como conheceu e transformou Elvis no ícone que todos conhecemos.

Enquanto a mídia condenava o impulso de bonachão empresário, que controlava não só a carreira, mas a vida pessoal do cantor, o filme é recheado com uma trilha sonora de respeito, embalado por hinos do Rock N' Roll. Várias figuras, como Little Richard e Sister Rosetta Tharpe marcaram presença, enaltecendo a importância do Rei. Sem falar das polêmicas envolvendo-o, como a performance pélvica, o alistamento do exército, e o descontrole regado à remédios, e o casamento com Priscila (interpretada por Olivia DeJonge). Como havia dito, sua morte ainda gera muitas teorias e discussões.

Austin Butler está impecável ao interpretar (e viver) Elvis. Pelo jeito, será, ao lado de Hanks, um possível candidato ao Oscar do ano que vem. Só esperar pra ver.


O longa já está disponível na plataforma de streaming HBO Max.


Filme: Elvis

Direção: Baz Luhrmann

Roteiro: Baz Luhrmann

Produção: Warner Bros. Pictures

Lançamento: 2022

Elenco: Austin Butler, Tom Hanks, Olivia DeJonge

Duração: 2h 39min

Gênero: Biografia, Musical

7 de setembro de 2022

Reviews: documentário 'Andre Matos: Maestro do Rock'

Foto: Divulgação



Por: Rodrigo Noé de Souza - Mtb 0090611/SP



A espera já acabou.

O filme mais aguardado da história do Metal Brazuka está disponível.

Andre Matos: Maestro do Rock conta a trajetória de um dos maiores ícones do som pesado Nacional e Internacional.

Com depoimentos de gente que acompanhou o Andre desde o seu nascimento, o gosto pela música, até entrar no Viper, o filme fala sobre a pessoa que ele foi: reservada e talentosa, acima de tudo.

O filme é o primeiro episódio de quatro partes. Repetindo: o foco é sobre o Viper, do auge até a sua saída, para se dedicar aos estudos de música erudita.

Integrantes do Viper, Angra, Vodu, jornalistas e familiares falam, de coração aberto, do quanto o Andre era amado e querido por todos.

Conta também, além de imagens de arquivo (com o apoio de fãs e colaboradores), a última entrevista do Maestro, ao lado do seu melhor amigo: o piano.

E esse foi só o começo de mais histórias que virão.


Dirigido por Anderson Bellini e com pauta e produção do jornalista Thiago Rahal Mauro, o filme teve sua première exibida no Theatro Municipal de São Paulo em 14 de setembro de 2021 e passou por diversas salas de cinema do Brasil.


Andre Matos – Maestro do Rock nas redes sociais:

Instagram | Facebook @andrematosdoc

Twitter | @AndreMatosDoc

YouTube | Andre Matos – Maestro of Rock - Documentary

15 de julho de 2022

Reviews: filme 'Metal Lords' (Netflix)

Foto: Divulgação / Netflix


Por: Roberio Lima


Filmes com temáticas musicais existem aos montes, e se levarmos em consideração os títulos especificamente direcionados para o Rock e o Heavy Metal – podemos citar exemplos como Escola de Rock (2003) e Detroit Rock City (1999), que surgem de tempos em tempos, para saciar a grande quantidade de fãs nostálgicos - que de alguma forma – permanecem umbilicalmente ligados ao período que antecede a fase adulta. Falo isso, pois é exatamente na juventude, onde a rebeldia e o desejo constante de externar a adrenalina reprimida se materializam em forma de atitude. Metal Lords (2022), produção original da Netflix, ressuscita mais uma vez, certas caricaturas e clichês desse universo, e expõe a vulnerabilidade de jovens - que por serem esquisitos e fora dos padrões - são constantemente repelidos dos círculos mais populares de garotas e garotos. 

A história basicamente gira em torno de dois garotos - aspirantes a ‘rockstars’ Kevin e Hunter, interpretados respectivamente por Jaeden Martell e Adrian Greensmith, e que tem como objetivo tornar sua banda popular e ganhar o concurso de bandas da escola. Interessante notar que o radicalismo é uma característica de “mão dupla”, pois da mesma forma que Kevin e Hunter lidam constantemente com o preconceito e indiferença dos colegas e familiares, também externam esse sentimento com relação a Emily (Ísis Hainsworth) – violoncelista que inicialmente é rejeitada por Hunter como integrante de sua banda - ironicamente por não se encaixar ao padrão idealizado por Hunter. 

Basicamente não existem grandes novidades no enredo, mas confesso que a trilha sonora é instigante e o ponto alto da produção (impossível ouvir “Whiplash” do Metallica e não lembrar dos bons tempos em que meu uniforme era uma camisa preta de banda e uma calça jeans -  estrategicamente rasgada!). As participações especiais são o ponto de maior destaque, e uma cena hilária, onde Kevin conversa com sua consciência, tem a participação de Kirk Hammett (Metallica), Rob Halford (Judas Priest), Scott Ian (Anthrax) e Tom Morello (Rage Against The Machine); que também é o produtor executivo do filme. Vale mencionar a aparição no elenco de Noah Urrea do grupo Now United, que pode involuntariamente induzir os seguidores de seu grupo musical a conhecer “novas sonoridades”, quando assistirem Metal Lords. 

Por fim,  ressalto que o filme é uma boa opção de entretenimento, e se você ainda sente um frio na espinha ao ouvir os primeiros acordes de “War Pigs”, não deixe de conferir em um equipamento que faça jus a essa pérola do Black Sabbath e do Heavy Metal. 



Filme: Metal Lords

Direção: Peter Sollet

Roteiro: D.B. Weiss

Lançamento: Netflix 2022

Elenco: Jaeden Martell, Adrian Greensmith, Ísis Hainsworth

Duração: 1h 38min

Gênero: Comédia, Música e Drama

9 de julho de 2022

Reviews: livro 'Quase Íntimos'

Foto: Divulgação




Por: Juliana Carpinelli - editora-chefe Big Rock




Romance, sedução, rock n' roll e algo "mais caliente" é que o você encontrará ao ler o romance 'Quase Íntimos', de Hellen Ellero.

Hellen, que é fã de carteirinha de Jon Bon Jovi, resolveu após uma brincadeira com algumas amigas, criar um grupo nas redes sociais onde escrevia contos românticos (para maiores de 18 anos) inspirados em seu ídolo, Jon Bon Jovi. E foi dessa brincadeira, que tornou-se algo mais sério e resultou no seu primeiro livro publicado, intitulado 'Quase Íntimos'.

No livro, encontramos diversos contos, sempre envolvendo um homem loiro ou grisalho, bem vestido, cheiroso, bem sucedido, charmoso e algumas vezes com um chiclete de canela (somente fãs irão entender esse 'detalhe'), o que deixa as mulheres fora de controle. Durante a leitura, é possível viajar literalmente para as cenas...sentir as sensações, os locais e detalhes descritos com perfeição.

Bom, não vou estragar as surpresas desses contos, apenas lendo para entender do que estou falando. Ah, e para acompanhar a leitura, nada melhor que uma playlist com algumas músicas do muso inspirador. Hellen disponibiliza um QR Code na contracapa do livro, para apreciar a leitura.

Para adquirir 'Quase Íntimos', basta encaminhar uma solicitação por e-mail para: hellenelleroescritora@gmail.com

Um livro de fã para fãs!

12 de janeiro de 2022

Reviews: livro 'Metal Heart: A História do Accept'

Foto: Estética Torta



Por: Rodrigo Noé de Souza - Mtb 0090611/SP - Colaborador Big Rock


Você deve ter ouvido essa frase: "Quem é Heavy, escuta Accept". Ou, "Não existe Accept sem Udo". Bom, pode parecer clichê ouvir essas frases, mas eu acho que devia saber sobre a clássica banda do Metal germânico.

Quem conta essa história é o jornalista e escritor canadense Martin Popoff, no livro Metal Heart, lançado pela Estética Torta.

Desde o início, Udo Dischineider criou a banda Accept, para distanciar da sua contemporânea Scorpions, que dominava o Hard Rock alemão. Mas, recrutou Wolf Hoffmann, Peter Baltes e Stefan Kaufmann e os rumos mudaram, nos anos 80.

Clássicos como Restless And Wild, Balls to The Wall e Metal Heart viraram peças nas discografias dos fãs e shows ficaram eternizados. Porém, eles sofreram, ao tentar o sucesso comercial americano e pagaram o preço, ao dar uma pausa nas atividades.

Retornando em 2009, Wolf e Peter recrutaram Mark Tornillo e gravaram álbuns fantásticos e mantendo a chama do Metal acesa.

Tudo isso, sob o olhar dos componentes, que fizeram parte da história do Accept. O livro foi publicado em 2016, bem depois da saída de Peter Baltes. Ainda tem um capitulo especial, com depoimentos de fãs, que falam da importância do Accept, em suas vidas.

Depois dessa experiência, você vai reclamar que a banda sem Udo não é Accept? Escuta os discos e tira suas conclusões.


Disponível no site da Editora Estética Torta: https://www.esteticatorta.com/produtos/livro-metal-heart-a-historia-do-accept/

15 de dezembro de 2021

Reviews: livro Rainbow in the Dark - A Autobiografia de Ronnie James Dio

Editora: Estética Torta



Por: Rodrigo Noé de Souza - Mtb 0090611/SP - Colaborador Big Rock


Com passagens pelas bandas Rainbow e Black Sabbath, mas também marcado pela dua carreira solo, Ronnie James Dio é também o criador do símbolo do Metal, aquele gesto do chifre nas mãos, conhecido como maloik.

Essas e outras histórias estão registradas na sua autobiografia, intitulada Rainbow in the Dark, com a colaboração da viúva e empresária Wendy Dio e do escritor e jornalista Mick Wall, lançado pela Estética Torta.

Wendy e Mick planejaram publicar todas as memórias do Dio, que ele escreveu antes de falecer em 2010. Dio contou desde sua infância, o seu contato com o Rock, as suas primeiras bandas, até chamar a atenção do Ritchie Blackmore e criar Rainbow, depois chamar a atenção do Tony Iommi e entrar no Black Sabbath, para, enfim, se consagrar na sua carreira solo.

Wendy conta como se alia o seu casamento com seu lado empresária, suas dificuldades e o lado emocional que tem pelo Dio. O vocalista sempre esteve em contato com seus fãs, que o apoiaram desde seu começo.

Tomara que Wendy e Mick façam uma segunda parte da biografia, pois essa é fenomenal.


https://www.esteticatorta.com/produtos/livro-rainbow-in-the-dark-a-autobiografia-de-ronnie-james-dio/

24 de novembro de 2021

Reviews: livro 'Chris Cornell - A Biografia'

Foto: Estética Torta


Por: Rodrigo Noé de Souza - Mtb 0090611/SP - Colaborador Big Rock



Como é que devo começar a escrever sobre Chris Cornell? Eu teria várias definições sobre esse talentoso ícone do movimento Grunge. Mas, eu deixo pra vocês definirem. Eu, simplesmente, tenho uma definição: Único, em todos os sentidos.

A Estética Torta se superou ao lançar a sua biografia (que, inicialmente, teria o título Dono da P***a Toda.), escrita pelo jornalista Corbin Reiff.

Quem acompanhou a carreira do Cornell, sabe da sua importância no Rock, ao ajudar a criar as bandas Soundgarden, Temple of The Dog e Audioslave, além da sua carreira solo.

Como eu não dou spoiler, vocês sabem que o final é de conhecimento de todos, de forma trágica, no dia 18 de maio de 2017.

Se você gosta de reviver os tempos em que o Rock tinha espaço na mídia, leia a biografia do Chris Cornell.


https://www.esteticatorta.com/produtos/livro-chris-cornell-a-biografia/

9 de novembro de 2021

Reviews: livro 'A Garota da Banda' (Girl In a Band)

Foto: Reprodução


Por: Roberio Lima - Repórter Big Rock


Muito antes de se consolidar como uma das mais queridas personagens  do rock Independente, e por permanecer à frente do Sonic Youth por três décadas - as inquietações de Kim Gordon já eram uma constante em sua existência. Tanto os entraves familiares, como seus primeiros contatos com o universo artístico, moldaram a personalidade e o estilo arrojado de Kim. O livro “A Garota da Banda” (Girl In a Band - 2015), revela em suas minúcias - o universo melancólico, e por vezes – instigante - com o qual a artista conviveu até então. 

Impossível não observar o relato explicitamente permeado por mágoas e frustrações – que não por acaso – revelam uma mulher vulnerável - e muito aquém - de sua face mais conhecida pelo público. Kim Gordon, inicia seu livro de memórias já revelando ao leitor duas rupturas importantes de sua vida; - o término de seu casamento com o guitarrista e fundador da banda – Thurston Moore, e consequentemente, o fim do Sonic Youth (em sua última apresentação no Brasil, no extinto festival SWU). A artista procura – a cada capítulo do livro - acertar as contas com um passado não tão distante, e olha para frente – com a convicção  de quem já viveu muitas coisas. O título do livro, também propõe uma reflexão importante, e é a válvula propulsora de todas as situações narradas, pois o papel do ‘feminino’ – de forma inevitável – incorpora toda a narrativa da autora. Inevitavelmente o feminismo, é ilustrado de uma forma sincera, onde a predominância do caráter filosófico sobrepõe a caricatura do lado mais panfletário e rançoso desse movimento. Kim, procura sempre abordar o tema, tendo como base as situações que vivenciou. Diante de tudo isso, é óbvio que a sua trajetória no Sonic Youth é descrita em muitos detalhes, assim como a concepção dos discos as dos shows com a banda. 

Foto: Alisa Smirnova


O livro ainda conta com registros fotográficos bastante emblemáticos – como por exemplo; uma em que Kim conversa com Kurt Cobain em um camarim. Na ocasião, o frontman do Nirvana, revela uma das discussões com Courtney Love, onde sua companheira afirma  que sua filha gosta mais dele do que da mãe – e muitas outras histórias de bastidores, onde esse e outros personagens figuram em histórias sóbrias da artista, sem muito alarde ou afetação. 

Uma leitura que se mostra cansativa em suas primeiras páginas, pois Kim alterna os relatos de sua história, sem respeitar uma ordem cronológica. Ao mesmo tempo – e isso também acontece com a sonoridade do Sonic Youth – o relato pega um ritmo intenso, que conduz o leitor à uma imersão mais profunda no universo da artista. O livro que foi festejado em seu lançamento, deve ser conferido por todos que acompanharam a trajetória do Sonic Youth, e de todos aqueles que procuram uma história honesta - de uma personagem que poderia ser qualquer um de nós. 


Título: A Garota da Banda (Girl In a Band) 

Autor: Kim Gordon

Ano: 2015

Editora: Rocco (Fábrica 231)

Páginas: 288 

Gênero: Biografia, Autobiografia, Memórias 

21 de outubro de 2021

Reviews: livro Lemmy - A Febre da Linha Branca

Foto: Divulgação
Editora: Belas Letras



Por: Rodrigo Noé de Souza - Mtb 0090611/SP - Colaborador Big Rock


"Essas coisas de vírus vão continuar se fortalecendo porque a cada cinco anos surge uma cepa nova com a qual ninguém tinha contado, e um dia um desses vírus vai matar metade do planeta".

Essa frase poderia ser de um estudioso de ciência medicinal, mas quem falou (e escreveu) foi, ninguém menos do que, Lemmy Kilmister, em 2002.

Podem falar o que quiserem. Eu já falei sobre ele um monte de vezes. Ícone do Rock, nazista, pegador, bêbado... Eu prefiro chamá-lo de Profeta.

Toda sua história, ele mesmo escreveu, em 2002, na sua autobiografia, intitulada A Febre da Linha Branca, ao lado da jornalista Janiss Garza, publicado aqui pela Editora Belas Letras.

Foto: Belas Letras


Com prefácio do Lars Ulrich, o livro mostra a vida do ícone, desde seu nascimento  na véspera de Natal, em 1945, seu primeiro contato com o Rock, quando foi roadie do Jimi Hendrix, sua entrada no Hawkwind, até a criação do Motörhead.

Ele mostrou que não tem papas na língua, ao condenar a indústria musical, seus excessos, suas malditas experiências com drogas, além dos maiores sucessos da sua banda.

Esse livro não é sobre o Rock, é um guia de sobrevivência.


Disponível no site da Editora Belas Letras: https://www.belasletras.com.br/kit-a-febre-da-linha-branca--a-autobiografia-de-lemmy-kilmister/p

2 de julho de 2021

Review: 'No Celebration: A Biografia oficial do Paradise Lost' (Editora Estética Torta)

Foto: Estética Torta



Por: Rodrigo Noé de Souza - @esporropublico

Mtb 0090611/SP



Vindos da cidade de Halifax (ING), o Paradise Lost é uma resposta ao Metallica.

Veja bem: ambas as bandas são idênticas (qualquer semelhança, tanto no vocal, quanto nos discos, são meras coincidências), mantém as mesmas formações, nos primeiros anos fizeram discos únicos, sendo que inventaram estilos (O Metallica, com seu Thrash Metal e o Paradise Lost, o Gothic Metal).

Lançaram seus principais discos, no auge das carreiras (Black Álbum e Draconian Times), porém, experimentaram o lado pop e mudaram de visual. Nos últimos anos, reencontraram o headbanger das suas almas e lançaram discos sensacionais.

Só há uma diferença: o Metallica foi marcado pela tragédia. E o PL continuou a trilhar o seu legado. Contado pelo autor David E. Gehlke, em seu livro No Celebration, lançado pela editora Estética Torta, com entrevistas de Nick Holmes, Greg Mackintosh, Aaron Aedy e Steve Edmounson, além dos bateristas que já passaram.


https://esteticatorta.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/livro-no-celebration-a-biografia-oficial-do-paradise-lost-copia-comum-sem-autografos/

21 de junho de 2021

Review: 'HQ - Slayer: Repentless' (Editora Estética Torta)

Arte: Glenn Fabry



Por: Rodrigo Noé de Souza - @esporropublico

Mtb 0090611/SP 


Heavy Metal e Histórias em quadrinhos podem andar, de lado a lado. Veja bem: todos nós cultivamos heróis nas HQs, assim como as bandas de som pesado. Por que não unir do útil ao agradável?

Foi então que a Dark Horse entrou em contato com o Slayer, para fazer um graphic novel, baseado nos três clipes, tirados do último disco da banda, Repentless.

Três autores (incluindo o brasileiro Mauricio Wallace) adaptaram as obras sangrentas dos vídeos, em forma de história de horror.

Quem viu os clipes, dá pra sacar a história do Waytt, um ex-combatente nazista, que quer vingança contra seu irmão Adrian, um general implacável.

A banda toda aparece na história como mercenários, sem falar que as músicas do Slayer São citadas, durante a HQ. Uma espécie de easter egg.

O quadrinho foi lançado no Brasil, pela editora Estética Torta, com capa dura.

25 de maio de 2021

Review: 'PEsado - Origem e Consolidação do Metal de Pernambuco' (CEPE Editora)

Foto: CEPE Editora


Por: Rodrigo Noé de Souza - @esporropublico

Mtb 0090611/SP 



O Nordeste brasileiro tem uma cultura única, diversificada e misturada, em vários estados. E é também, para os headbangers, a que abrigou mais bandas, conhecidas ou não, que fizeram história no Metal Brazuka.

Pernambuco provou, para todos, que não vive só de forró, frevo e Maracatu. Vive de Metal também. É quem conta o que aconteceu foi o jornalista e músico Wilfred Gadelha ao escrever PEsado - Origem e Consolidação do Metal de Pernambuco, lançado em 2014, que teve sua primeira edição esgotada, e quatro anos depois, veio a segunda edição.

Gadelha relata, como o estado do Lampião virou o ponto central do som pesado. Desde as primeiras lojas de discos, os zines, a luta para se obter música para ouvir e sentir o peso na veia, as primeiras bandas (na maioria, extremas e pesadas!), os shows, as dificuldades de se manter ativo no cenário metálico...

Quem viveu a cena, de perto, ou não tão perto, como o show marcante do Sepultura, em Caruaru, de 1987, contados por Max Cavalera e Andreas Kisser, shows do Dorsal Atlântica, na visão do Carlos Lopes, do Taurus...

Ou seja, assim como foi o livro Tá no Sangue, do Rock Gaúcho, PEsado mostra que, em qualquer lugar no Brasil, nos anos 70 até o final dos 90, neguinho sofreu para absorver todo o conhecimento do Metal.

É claro que não faltam fatos, como o Rock in Rio, Mangue beat, as mudanças que o Metal sofreu, com o passar dos anos, tudo comentado e detalhado pelo Gadelha.

Pra cangaceiro nenhum botar defeito!

https://www.cepe.com.br/lojacepe/pesado-origem-e-consolidacao-do-metal-em-pernambuco

12 de maio de 2021

Review: 'Vivendo Como Uma Runaway - Lita Ford' (Editora Belas Letras)

Foto: Editora Belas Letras


Por: Juliana Carpinelli


A Mãe de todo o metal revela tudo!

Vivendo Como Uma Runaway, conta a história de vida, estrelato e superação da ex-guitarrista e uma das fundadoras da primeira banda de rock feminina do mundo The Runaways, Lita Ford. 

Assim como toda a banda, Lita destruiu todos os estereótipos de mulheres na música ao longo dos anos 1970 e 1980. 

Lita Ford, uma incrível guitarrista, abre seu livro de memórias e compartilha conosco, caro leitor, sobre seu início de carreira, sua paixão pelo rock n' roll, seu ídolos (sim, era, e ainda é, muito fã de bandas como Black Sabbath, Deep Purple, entre outras), sua ótima relação com seus pais - que a incentivaram em todos os momentos de suas carreira - e também sobre os backstages do rock nos anos 70 e 80. Lita conta com detalhes sobre o período que esteve com a The Runaways e de sua carreira solo. Sempre acompanhada da sua inconfundível guitarra preta.

Lita também compartilha histórias de superação, momentos delicados do casamento tumultuado, o amor pelos seus dois filhos e a volta triunfante aos palcos.

Como artista solo, Lita conquistou um disco de platina, duas indicações ao Grammy, foi reconhecida como Lenda da Guitarra pela revista Guitar Player e entrou para o Hall da Fama do Heavy Metal. 

Vale muito a pena a leitura. Uma leitura acelerada e inspiradora. Tenho certeza que você não irá se arrepender e assim que acabar o livro, vai escutar "Cherry Bomb" no último volume!

https://www.belasletras.com.br/produto/kit-vivendo-como-uma-runaway-204