Rádio Big Rock

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30 de outubro de 2018

Uli Jon Roth – Carioca Club – 28/09/2018

Foto: Roberio Lima

O mais famoso álbum ao vivo do Scorpions: “Tokyo Tapes”, revela que além do conteúdo sonoro, que é primoroso, ainda carrega uma das capas mais icônicas de todos os tempos. Difícil não identificar esse álbum logo de cara. Os dois personagens que mais se destacam na ilustração da capa, empunham suas guitarras de forma desafiadora. Um deles é Rudolf Schenker, que permanece na banda alemã até os dias de hoje. O outro resolveu deixar o grupo em sem auge criativo, para seguir em uma bem sucedida carreira solo. Uli Jon Roth, desde então, vem tratando seu instrumento de forma esmerada e mantém o requinte irretocável quando sobe ao palco. Não por acaso, comemora invejáveis cinquenta anos de carreira esse ano. Suas guitarras personalizadas parecem mais uma extensão de seu corpo, do que um simples instrumento; - e isso é algo que só entende quem assiste a uma apresentação do músico ao vivo.  E foi isso que o público paulista conferiu na última sexta-feira do mês de setembro. 

Foto: Roberio Lima

Com uma banda muito acima da média, Uli Jon Roth se apresentou no palco do Carioca Club, e só não fez chover! (É bom deixar claro raríssimo leitor, que não houve nem sinal daqueles malabarismos tão em voga no universo guitarristico). Para falar a verdade, o músico quase não se movimentou no palco, e isso dá a dimensão da técnica do artista. Pouco depois das 22hs da noite Uli e sua competente banda mandaram “All Night Long” do clássico “Tokyo Tapes”. E tanto os tiozões, quanto a galera mais jovem já se curvaram ao setlist apresentado naquela noite. E que setlist!! Muitos fechavam os olhos para, de alguma forma, viajar no tempo, e reviver mesmo que simbolicamente, um período áureo do rock. “In Trance” e “Fly to The Rainbow” foram responsáveis por alguns desses momentos. Muito material do Scorpions (da fase em que o guitarrista pertencia à banda), foi executado. Aliás, muito interessante ouvir os clássicos imortalizados pela voz anasalada de Klaus Meine, sendo interpretaras por Niklas Turmann, um vocalista que possui um timbre diferenciado e também é o responsável pela guitarra base (e que em alguns momentos, me fez lembrar o Michael Sweet, do Stryper). Mesmo assim, não teve jeito, e por mais que a banda fosse ótima, as atenções estavam todas voltadas para a performance do lendário guitarrista. Seu carisma e seus gestos contidos são características marcantes do artista. O homem ainda assumiu os vocais em “Sun In My Hand”, e no meio do set, apresentou um número acústico de encher os olhos com o acompanhamento de Niklas Turmann. Por alguns momentos, deu até para esquecer que se tratava de uma sexta-feira, e que o metrô fecharia impreterivelmente a meia noite. Mas aí veio “All Along The Watchtower” (Bob Dylan) e na sequência o número derradeiro “Little Wing”; -  ‘golpe de misericórdia’ em forma de tributo a Jimi Hendrix. 

Havia mencionado que o metrô estava prestes a fechar, mas seria um sacrilégio não testemunhar o número final. Felizmente ainda consegui pegar o trem para encarar uma realidade bem “mais ou menos”... enfim, mais um grande evento para guardar na memória!


Setlist:

All Night Long 
Longing For Fire
Sun In My Hand 
The Sails Of Sharon 
Don’t Tell The Wind (Zeno cover)
We’ll Burn In The Sky 
In Trance 
Acoustic Guitar Solo (Uli Jon Roth and Niklas Turmann) 
Rainbow Dream Prelude
Fly to The Rainbow
Polar Nights
Pictured Life
Catch Your Train
Dark Lady 

Encore: 

Yellow Raven 
All Along Watchtower (Bob Dylan cover) 
Little Wings (The Jimi Hendrix Experience cover) 




Por: Roberio Lima

Agradecimento pelo credenciamento: Vega Concerts

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