![]() |
| Fotos: João Zitti |
C6 no Rock – Parque Ibirapuera - São Paulo/SP - 22 de agosto de 2026
Por: Juliana Carpinelli (@julipa25)
Fotos: João Zitti (@joaozitti.work)
A primeira edição do C6 no Rock aconteceu nos dias 22 e 23 de agosto de 2026, na área externa do Auditório Ibirapuera, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Com uma programação dedicada a nomes fundamentais do rock brasileiro, o festival propôs uma verdadeira viagem pela produção musical que marcou o país a partir da década de 1980.
Brasil, década de 1980. Uma geração de artistas e bandas traduzia em música as expectativas, inquietações e transformações de um país que vivia um importante período de mudanças. Pioneiros deram cores e sotaques brasileiros às frequências internacionais que chegavam por aqui, absorvendo influências da new wave, do pós-punk, do synthpop, do hard rock e de diversas outras sonoridades, criando uma identidade própria para o rock nacional.
Foi dentro desse espírito que o C6 no Rock construiu sua primeira edição.
Um sábado para celebrar o rock nacional
Um sábado ensolarado, daqueles perfeitos para passar o dia inteiro ao som de rock. Esse foi o cenário do primeiro dia do C6 no Rock, que reuniu bandas e artistas diretamente ligados à história do rock brasileiro e colocou diferentes gerações lado a lado no público do Auditório Ibirapuera.
A programação começou com a Plebe Rude, que apresentou na íntegra o clássico “O Concreto Já Rachou”, álbum lançado originalmente em 1985 e considerado um dos trabalhos fundamentais da chamada geração de Brasília.
Revisitando as faixas do disco como "Até Quando Esperar" e "Proteção", a banda mostrou por que sua música continua relevante décadas depois. As letras, marcadas por críticas sociais e políticas, ganharam ainda mais força ao serem apresentadas dentro de uma programação que justamente celebrava a importância daquela geração para a música brasileira.
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
Paulo Ricardo e a nostalgia do RPM
Na sequência, foi a vez de Paulo Ricardo assumir o palco com o show “Paulo Ricardo – O Barco Pirata Ao Vivo”, revisitando sucessos de sua trajetória e, principalmente, os grandes clássicos do RPM.
Canções como “Louras Geladas”, “Rádio Pirata”, "Olhar 43" e outros hits fizeram o público voltar no tempo e cantar junto. A apresentação teve aquele inevitável componente nostálgico, mas sem parecer presa ao passado.
Um dos grandes destaques foi a performance vocal de Paulo Ricardo. Em plena forma, o cantor mostrou segurança e potência ao revisitar músicas que fazem parte da memória afetiva de diferentes gerações.
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
Titãs e a força de “Cabeça Dinossauro”
O fim da tarde trouxe outro momento aguardado pelo público. Os Titãs apresentaram “Cabeça Dinossauro” na íntegra, revisitando um dos discos mais importantes e provocadores da história do rock brasileiro.
Lançado em 1986, o álbum marcou uma virada na carreira da banda e se tornou um dos grandes símbolos da efervescência criativa do rock nacional daquela década.
A importância do disco podia ser percebida também no público. Entre camisetas de bandas e referências aos anos 1980, chamava atenção a quantidade de pessoas vestindo a camiseta com a letra de “AA UU”, faixa presente no álbum.
Era como se o público também fizesse parte daquela viagem no tempo — mas uma viagem que continua fazendo sentido no presente.
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
Paralamas do Sucesso: “Selvagem?” atravessando gerações
Quando a noite chegou ao Parque do Ibirapuera, foi a vez de uma das bandas mais emblemáticas da música brasileira: Os Paralamas do Sucesso.
Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone apresentaram “Selvagem?” na íntegra, levando ao palco um dos discos mais marcantes da trajetória do trio.
Lançado em 1986, “Selvagem?” mostrou os Paralamas ampliando ainda mais sua identidade musical, misturando rock, reggae, ska e outras influências em uma sonoridade que se tornou característica da banda. "Alagados" e "Melô do Marinheiro" fizeram o público dançar como se não houvesse amanhã.
E, naturalmente, a apresentação não ficou restrita ao álbum. Outros grandes sucessos dos Paralamas também apareceram no repertório, afinal, a história da banda atravessa gerações e suas músicas continuam presentes na memória afetiva do público brasileiro.
O próprio cenário contribuiu para o momento. Com o palco iluminando a área externa do Auditório Ibirapuera e o público acompanhando a apresentação ao ar livre, criou-se uma atmosfera especial para celebrar uma banda cuja trajetória está diretamente ligada à história do rock nacional.
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
Uma homenagem à rainha do rock brasileiro
Para encerrar a noite, o C6 no Rock reservou um momento especial para homenagear uma das maiores artistas da música brasileira: Rita Lee.
Em “Meu Sonho é Ser Imortal – Homenagem a Rita Lee”, Beto Lee conduziu uma celebração à obra da cantora ao lado de um elenco formado por Alice Caymmi, Baby do Brasil, Catto, Fernanda Abreu, Letrux, Marina Sena, Miranda Kassin e Sandra Sá.
A proposta foi revisitar diferentes fases e facetas da carreira de Rita Lee, reafirmando a dimensão de seu legado e sua influência sobre artistas de diferentes gerações.
A escolha para fechar o primeiro dia do festival não poderia ser mais simbólica. Rita Lee não apenas ajudou a construir o rock brasileiro: ela rompeu padrões, transitou por diferentes estilos e criou uma linguagem própria que continua influenciando a música nacional.
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
| Foto: João Zitti |
Mais do que simplesmente reunir grandes nomes no mesmo palco, o festival mostrou que os discos lançados há quatro décadas continuam vivos. Seja nas letras cantadas pelo público, nas camisetas usadas pelos fãs ou na energia de quem acompanhou cada apresentação, ficou evidente que aquela música não pertence apenas ao passado.
Ela continua sendo parte do presente — e, principalmente, da história do rock brasileiro.
Agradecimento à Canivello Comunicação pelo credenciamento e atenção.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário