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18 de setembro de 2026

Rock in Rio 2026 abre sua 11ª edição com noite dedicada ao rock

Foto: @OXIDANY


Rock in Rio 2026 - Rio de Janeiro/RJ - 4 de setembro de 2026


Por: Cammy Marinho

Fotos: Produção Rock in Rio


A Cidade do Rock voltou a receber o público nesta sexta-feira, 4 de setembro, para a abertura do Rock in Rio 2026. Na primeira das sete datas desta edição, o festival escolheu o rock como fio condutor do Palco Mundo e construiu no Sunset uma programação que combinou nomes nacionais, artistas internacionais e encontros que revisitaram diferentes capítulos da história do gênero no Brasil. 

Foto: @MAREFEMIANI

Palco Mundo começa com Nova Twins

A abertura do principal palco do festival ficou por conta da Nova Twins, às 16h40. O duo britânico fez sua estreia no Brasil levando ao Rock in Rio uma mistura de rock pesado, punk, elementos eletrônicos e forte presença cênica.

A escolha da banda para iniciar o Palco Mundo representou uma aposta em um nome ainda em processo de ampliação de público no Brasil. A plateia, porém, ainda estava relativamente dispersa no início da tarde, cenário natural para um primeiro show de festival que seguiria madrugada adentro. As meninas apesar da regulagem do som não ter ajudado muito, mostraram que tem atitude e talento de sobra.

Mais do que funcionar como uma atração de abertura, a Nova Twins apresentou ao público uma das propostas mais contemporâneas da programação do dia: um rock que não se limita às estruturas tradicionais do gênero.

Foto: @OXIDANY

Foto: @OXIDANY

Foto: @OXIDANY


The Hives transforma o palco em espetáculo

Às 19h, foi a vez do The Hives assumir o Palco Mundo.

Foto: @MAREFEMIANI


A banda sueca trouxe uma característica que se encaixa especialmente bem em grandes festivais: personalidade de palco. O grupo não depende apenas das músicas para criar conexão com a plateia. Figurino, postura, interação e a presença de Howlin’ Pelle Almqvist fazem parte do espetáculo.

Momentos antes do show, ficaram disponíveis nos telões QR codes, e o mesmo levava para um cadastro onde os fãs participaram de um sorteio de brindes da banda. outra curiosidade que rolou durante o show é que seu vocalista, aparentemente decorou o texto: “ Ótimo festival, ótimo público, ótima banda” , que repetiu inúmeras vezes durante o show.

Eles retornaram quase 20 anos após a primeira vez que pisaram em terras brasileiras, e fizeram questão de mostrar um set list que passa por todas as fases da banda, agradando aos fãs mais antigos e os mais recentes, e com certeza conseguiram garantir novos com essa apresentação!

O resultado foi uma apresentação que ajudou a transformar o espaço diante do Mundo em uma grande festa de rock, trazendo uma sonoridade mais direta e uma performance construída para grandes públicos.

Foto: @VANSBUMBEERS

Foto: @VANSBUMBEERS

Foto: @VANSBUMBEERS


Rise Against mantém a intensidade

O clima mudou novamente às 21h20, quando o Rise Against entrou no palco.

A banda norte-americana levou ao festival seu punk rock e hardcore melódico, com uma apresentação marcada pela intensidade.

Para o grupo, a passagem pelo Rock in Rio também teve um componente simbólico: era a estreia da banda no festival. Tim McIlrath fez referências à importância histórica do evento e mencionou apresentações que ajudaram a formar gerações de fãs de rock pesado. Também citou o imprevisto acontecido com a banda, pois o seu equipamento não chegou a tempo, e o festival teve que improvisar, mas mesmo assim eles mostram no palco que estão prontos para qualquer adversidade. 

O Rise Against encontrou, porém, uma plateia que já havia passado pela energia bastante teatral do The Hives e que aguardava o principal momento da noite, mas conseguiram levantar o público com a “Give it all”, mas mesmo assim mostraram ao que vieram.

Foto: @ALEXWOLOCH

Foto: @ALEXWOLOCH

Foto: @ALEXWOLOCH

Foto: @ALEXWOLOCH

Foto: @ALEXWOLOCH


Foo Fighters fecha a noite

À 0h05, o Foo Fighters finalmente entrou no Palco Mundo. O grupo liderado por Dave Grohl era a grande atração da noite de abertura e encerrou uma noite inteiramente dedicada ao rock. A apresentação também funcionou como uma demonstração da força que uma banda com décadas de carreira ainda possui em um festival de grandes proporções e depois de ter passado por tantas turbulências internas.

O Foo Fighters tem uma vantagem particular em relação a muitos headliners: consegue combinar a escala de um grande espetáculo com momentos de interação direta com a plateia. E dessa vez a banda escolheu um show mais direto ao ponto e com um certo apelo emocional aos fãs de longa data.

Além dos clássicos obrigatórios da banda, eles trouxeram gratas surpresas como “ Marigold”, lado B do Nirvana e não podia faltar a homenagem ao eterno Taylor Hawkins com “Aurora”, tudo isso mesclado ao conhecido bom humor e energia de Dave Grohl no palco.

Definitivamente, os fãs mataram a saudade da banda e fica um gostinho de quero mais.

Foto: @DIEGOPADILHA

Foto: @DIEGOPADILHA

Foto: @DIEGOPADILHA
Foto: @LALI_MOSS

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Sunset ganha protagonismo próprio

Se o Palco Mundo concentrou os grandes nomes internacionais, o Palco Sunset construiu uma narrativa diferente.

A programação começou às 15h30 com Di Ferrero, passou pelo encontro entre Detonautas e Biquíni, recebeu a britânica Hot Milk e terminou com Capital Inicial convidando Dado Villa-Lobos. A característica mais interessante do Sunset foi justamente não tentar competir diretamente com o Mundo. Em vez disso, o palco apostou em encontros, memória afetiva e conexão com diferentes gerações do rock.


Di Ferrero abre a programação

Ex-vocalista do NX Zero, Di Ferrero abriu o Sunset durante a tarde. A apresentação funcionou como porta de entrada para uma programação que teria forte presença do rock brasileiro. Com o público ainda chegando à Cidade do Rock, o cantor precisou lidar com um horário naturalmente menos concorrido do que os shows da noite. Ainda assim, sua presença ajudou a estabelecer o tom de uma programação que iria crescendo ao longo das horas.

Di Ferrero apostou em mesclar grandes sucessos e músicas do seu álbum ‘Se7e’, contando também com o cover do hino da geração grunge “ Come as you are”. Além disso teve a participação de Danilo Cutrim, vocalista do Forfun. Não é fácil abrir os trabalhos em um festival, mas Di Ferrero definitivamente arrasou.

Foto: @MANGABEIRA

Foto: @LALI_MOSS

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Detonautas e Biquíni reúnem gerações

O encontro reuniu duas bandas importantes para a história recente do rock nacional e colocou no mesmo palco repertórios que fazem parte da memória afetiva de diferentes gerações.

A apresentação teve justamente esse caráter de celebração. Em vez de simplesmente reproduzir seus respectivos shows, as bandas dividiram o espaço e criaram um encontro que reforçou uma das características mais interessantes do Sunset: a possibilidade de colocar artistas que dificilmente estariam juntos em uma apresentação convencional.

E durante o show, Tico Santa Cruz citou a ligação de longa data com o festival: “Em 1985, queria ter vindo minha mãe não deixou eu vir. Em 1991, vi um show do Faith no More. E disse: um dia ainda vou conseguir tocar nesse festival. Em 2001, trabalhei como voluntário. Em 2011, toquei com o Detonautas”, lembrou. 

Quando o vocalista do Biquíni entrou no palco, tivemos uma chuva de hits da banda como “ Zé Ninguém", “Vento Ventania” e "Tédio” . Definitivamente foi encontro único e inesquecível para os fãs

O show também ajudou a demonstrar que atrações nacionais continuam tendo capacidade de mobilizar grandes públicos dentro do Rock in Rio, pois com certeza foi um dos shows que mais atraiu público no dia.

Foto: @DIEGOPADILHA

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Foto: @DIEGOPADILHA

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Hot Milk traz o rock contemporâneo

A banda britânica representou uma geração mais nova do rock internacional e trouxe ao festival influências do pop punk e do rock alternativo. A presença da Hot Milk foi importante para equilibrar o Sunset. Sem ela, a programação poderia ter ficado excessivamente concentrada na nostalgia do rock brasileiro.

E eles já entraram chutando o pau da barraca. A vocalista Hannah Mee já chegou questionando o público: '”Cadê a porra do meu mosh pit?” O início do show foi marcado por um som baixo e uma platéia morna, mas a banda foi ganhando o público na raça no decorrer do show. 

Com a banda, o palco passou a estabelecer uma ponte entre diferentes momentos do gênero: o rock que marcou gerações anteriores e aquele que está sendo construído atualmente.

Foto: @LALI_MOSS

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Foto: @LALI_MOSS

Foto: @LALI_MOSS

Capital Inicial e Dado Villa-Lobos encerram o Sunset

O encerramento do Sunset ficou por conta de Capital Inicial convidando Dado Villa-Lobos, guitarrista da Legião Urbana. O encontro carregava um peso histórico evidente.

Capital Inicial e Legião Urbana fazem parte da mesma geração do rock de Brasília que ganhou projeção nacional nos anos 1980, e Dado Villa-Lobos é um dos músicos mais diretamente associados àquela história.

O show teve início com "Quatro vezes você” e “Independência” , onde logo depois Dinho cita o grande homenageado da noite, Renato Russo que nos deixou a 30 anos atrás. Lógico que “ Primeiros Erros” não podia faltar no setlist, mas Dado extrapolou um pouco no final, e acabou faltando voz.

A participação do guitarrista transformou o show em uma espécie de celebração do rock brasiliense e da obra de Renato Russo. Foi também um momento de forte identificação do público, que respondeu aos clássicos cantados em conjunto por Dinho Ouro Preto e Dado.

O encontro resume bem a proposta do Sunset para o primeiro dia: usar o passado não apenas como nostalgia, mas como ponto de encontro entre artistas e público.

Foto: @VANSBUMBEERS

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Foto: @VANSBUMBEERS

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Agradecimento à Approach Comunicação pelo credenciamento e atenção.

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